Sobreviver à Gamescom 2014

Uma vez mais chegou e acabou o maior evento de videojogos na Europa Central. Durante cinco dias Colónia (Alemanha) torna-se num ponto de encontro de todo o tipo de pessoas, neste evento que celebra os videojogos. Se calhar vou destruir a fantasia de algumas pessoas, mas a Gamescom embora seja brutal, e uma experiência única para entusiastas de videojogos, nem tudo é sol a brilhar e florzinhas. Contudo, se forem tão ou mais malucos do que eu, aqui vai o relato da edição de 2014 com algumas dicas que vos poderão ajudar a disfrutar ao máximo a Gamescom.

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Antes de mais, os shows e a maior parte do entretenimento está em alemão, e os alemães no geral têm uma forma de ver os videojogos que pode parecer estranha, para os portugueses. Primeiro, têm um sistema nacional de censura, seguido de uma cultura de dobragem. Por isso preparem-se para andar todo o dia com uma pulseirinha que diz que têm mais de 18 anos e mesmo assim terem de tirar o BI de tempos a tempos nas filas, para provar que não estão a tentar enganar o sistema.

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Mas o mais estranho (e imenso pessoal de outros países tem a mesma opinião), é a dissonância cognitiva que uma pessoa tem nos shows. Estar rodeada por uma multidão de alemães a gritar coisas estranhas enquanto um apresentador num palco os incita, com boothbabes a dançar e a atirar loot é estranho. A sério, eles são demasiado intensos, o que contrasta imenso com a atitude nas filas, onde estão completamente sérios como se estivessem na fila para o banco, enquanto os grupos de estrangeiros estão com cara de putos no dia de Natal.

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Levem tampões para os ouvidos! Quando temos Playstation, xBox, e Nintendo (entre muitos outos, claro), a competir pela atenção dos gamers, o chão treme com o bass dos muitos sistemas de som. Não estou a brincar, há mesmo avisos sobre o perigo e tampões à venda no local. Eu não levei e arrependi-me. É demasiado overload para qualquer um. Imensos gamers chegam a um ponto do dia em que simplesmente desligam. Se quiserem evitar este fenómeno, façam pausas regulares nos espaços ao ar livre. Levem também comida e água.

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As filas fazem parte da experiência. Embora a expo seja enorme, há filas de mais de duas horas para experimentar determinados jogos, e mal se consegue ver o chão com tanta gente. Mesmo indo aos cinco dias não dá para ver tudo. O meu conselho aqui é escolher dois ou três jogos que queiram mesmo mesmo ver, e depois tenham uma mente aberta e explorem a expo em busca de loot. Pelo menos, isto é o que eu tenho feito, mais ou menos, porque não tenho paciência para estar nas filas. Existem fast passes e acessos vip, se tiverem acesso à área de negócios não hesitem em fazer um raid para os obter.

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Para mim por exemplo, este ano o meu ponto alto foi assistir à demo do The Witcher 3. Mal posso esperar que o jogo que saia, mas por mim eles merecem todo o tempo do mundo para aperfeiçoar a obra-prima. Parece que o Dragon Age Inquisition também promete. E podia continuar com a lista, mas esta depende um bocado dos gostos de cada um. Porém, quero dar especial destaque ao indie mega booth, no qual era possível experimentar vários títulos e encontrar os developers.

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Eu não concordo com o uso de booth babes, mas é importante não esquecer que estes(as) modelos estão a trabalhar 8 horas por dia em cima de saltos altos muitas vezes, a serem abraçadas por pessoal (às vezes desagradável). Tratem-nas como pessoas, não se babem, tentem perguntar-lhes como é que elas se sentem, dêem-lhes um rebuçado ou um chocolate (se tiverem pensos para os pés, pontos extra), e às vezes vão encontrar minas de loot, se não, provavelmente vão ter direito a uma fotografia com um sorriso genuíno. Depois de um dia cansativo, existem imensas after parties, para todos os gostos. Façam uma pesquisa e tentem marcar o vosso lugar com antecedência. Este ano fui a uma festa da GOG.com aberta a toda a gente, mas com inscrição prévia. Havia pizza gratuita, duas bebidas por pessoa num cartão com um código de um jogo, jogos multi-jogador, contacto com pessoal da GOG, e um care-package cheio de swag da Roccat.

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Espero não ter estragado demasiado a ideia da Gamescom que tinham, de qualquer forma, para o ano há mais, e talvez nos encontremos por lá!

Podem também ver o vídeo dos The Game Tome #52 com a retrospectiva da Gamescom 2014 aqui.

Autor: Daniela Fontes Pesquise todos os artigos por

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