Estes jogos padecem de internet

A internet faz mais vítimas este ano

Estou só um bocadinho, a puxar para o demasiado, farto de como os jogos são muitas vezes descartados pelas suas insignificantes notas em sites como o Metacritic. Estes agregados de nada são uma autêntica distopia infelizmente funcional. Muitos são os humanos desta sociedade que julgam um jogo pelo seu agregado de notas ou pelo que lêem num fórum qualquer cheio de opiniões desinformadas e influenciadas. Não é só nos videojogos que isto acontece, o nosso mundo carece cada vez mais de algo que deveria ser obrigatório fazer – pensar por nós próprios e ter espírito crítico. Mas não, limitamo-nos a pensar o que os outros nos induzem “ah esse jogo é muito mau”, mas porquê? “ah, não viste as notas no Metacritic?” e o que significam elas para alem de um número? Onde é que esse número representa a nossa preferência pessoal e opinião? Aparentemente, na internet…

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A internet é como uma bola de neve, um site importante diz que é mau, os outros, para não destoar, dizem o mesmo e os minions vão atrás. E é nos minions que a coisa depois toma forma. Vamos pegar no exemplo dos bugs, que hoje em dia parecem ter-se tornado em algo parecido com coleccionismo de selos, ou seja, não serve para nada mas olhar para eles tem piada. Nos dias que correm, as pessoas vêem um personagem a correr contra a parede e pensam “ahahahah, ridículo, este jogo é uma grande treta”. Depois postam a imagem do personagem a correr contra a parede na internet. Entretanto os seguidores deste novo movimento revolucionário, sempre que encontrarem o mínimo erro possível, fazem o mesmo. Assim se cria uma página de internet num site conhecido com 10 ou 15 imagens de bugs num jogo e automaticamente este jogo é considerado mau e inacabado. Sim, inacabado, porque durante 40 horas de jogos um personagem correr contra a parede 5 segundos é realmente uma experiência extremamente desagradável.

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Lá longe vão os tempos em que os jogos eram para ser desfrutados, em que independentemente de ser mau ou bom os jogávamos e formávamos a nossa opinião. A internet é óptima para se ter acesso a imensa informação, e as análises são boas para percebermos se este ou aquele jogo nos agrada. Mas nunca nos podemos esquecer que estas são também opiniões pessoais e a nossa não pode ou não deveria ser formulada através de uma já existente. Esta tendência é uma doença que se pode tornar bem grave para alguns jogos. Não só para os jogos como para as equipas que neles trabalham, que muitas vezes têm bónus relacionados com a nota do jogo no Metacritic. Isto é no mínimo patético. Que a partir de agora, jogos como Destiny, Assassin’sCreedUnity ou Thief não sejam considerados maus, mas sim doentes. Estes jogos padecem de internet.

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Autor: Ivan Cordeiro Pesquise todos os artigos por

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