Carmageddon Reincarnation

De volta e melhor que nunca

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Como referi no artigo “Carmageddon: O Legado” ia voltar ao tema, assim que o novo Reincarnation nos desse mais qualquer coisa. Para meu espanto, e de muitos outros fanáticos da série, a beta pública do jogo arrancou dia 14 de Fevereiro, sem que nada o fizesse prever. Em causa não estava um frenesim por querer mais do jogo, mas depois de largos meses no silêncio, a única mensagem que tínhamos tido da Stainless era que o motor de jogo tinha que ser totalmente refeito para que se pudesse continuar a sua produção. É claro que muitos esperaram o pior: mais um ano sem notícias, ou à boa moda (recente) do Kickstarter: até um cancelamento sem aviso prévio. Mas tudo não passou de um susto, e a Stainless surpreende com um update de louvar os céus. O dia não podia ser melhor escolhido, e com o humor negro a que a produtora habituou os seus fãs, a primeira mensagem do dia era “Let the Vantine’s Day massacre begin” (Que comece o massacre de dia de S. Valentim).

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Mas vamos ao que interessa, e ao que fica no ar para este remake (ou Reboot?) super detalhado. A beta é já um jogo completo e pronto a explorar, com todos os veículos, pistas e mapas abertos que a versão final vai ter. E sendo assim, Carmageddon Reincarnation oferece um modo multiplayer cheio de diversão, cidades e localizações repletas de segredos e um modo carreira bastante longo e com um replay value ultra elevado. Tal como é habito da série começamos por escolher Max Damage ou Die Anna e a partir daí é um verdadeiro suspiro com um reencontro no passado longinquo de 1997. As pistas estão refeitas tal e qual a primeira versão do jogo, curva a curva, e há só algumas pelo meio que são novas, para introduzir também novos modos de jogo completamente originais.

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Logo na pista inicial há até aquele troço em que ninguém curvava e íamos direitinhos ao estádio cheio de jogadores de rugby, até porque aqui é preciso tempo para acabar os percursos, e cada atropelamento são segundos adicionados ao relógio! Os veículos estão bem detalhados, e um novo motor de dano dá a um jogo deste tipo uma realidade incomparável, além de espectacular. Vemos rodas a saltar, o carro a deformar-se aos poucos, peças que caiem e que se tornam em obstáculos e que nos fazem dar uns piões. Os condutores são até projectados para fora do veículo quando a força de embate é forte de mais! Os velhos rivais estão também todos com um ar renovado, e graças às novas tecnologias todos os veículos ficam apetecíveis de conduzir, nem que seja para experimentar se a força de embate ou a velocidade é melhor que os carros standard. Alguns veículos mais achatados ou pontiagudos foram corrigidos para se parecerem mais reais.

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O novo sistema de física dá aos objectos no mundo um sentido mais realista. Postes não saem a voar, como acontece na maioria dos jogos. O mais certo é o mesmo dobrar e o carro ficar com uma enorme mossa, ao mesmo tempo que, objectos que não estejam presos ao solo, também se deformam e traçam uma linha mais real aquando do embate. Entre os tipos de jogo já conhecidos do público, vemos agora algumas actividades novas. Death Race, a evocar a inspiração do jogo, é uma corrida onde é preciso mesmo fazer todas as voltas e ser o primeiro a chegar à meta, sem haver um relógio com tempo limitado, ao contrário de Classic Carma que é o tipo de jogo clássico, onde se ganha por concluir todas as voltas, destruir todos os adversários ou conseguir atropelar todos os habitantes da zona. Há alguns modos novos para amostra, como atropelar um certo número de habitantes ou ser o primeiro a passar um certo número de checkpoints.

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Os power-ups sempre foram uma forma divertida de jogar Carmageddon, e até um atractivo para repetir vezes sem conta o jogo. Os mais apetecíveis estão novamente em Reincarnation, e dá gozo apanhar o “Slaughter Mortar” ou o “Mine Shitting Abillity” para transformar a demolição dos rivais numa tarefa fácil. Para lançar o caos total, “Pinball Mode” também volta na lista de power-ups, e de certeza não vão querer apanhar este… Outros que se reflectem nos pedestres marcam também o seu regresso e é até possível transformar vários num combo gigante e hilariante! Imaginem apanhar o “Suicidal Peds”, “Helium-Filled Peds” e o “Groovy Peds” todos em cadeia e pensem no resultado… Porém, há que tentar ser rápido a apanhar estas habilidades antes dos rivais, já que para aumentar o nível de desafio, os oponentes podem agora não só apanhar como também usar todo o tipo de poderes!

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Algumas mudanças no progresso do jogo foram alteradas de forma inteligente e são sempre bem-vindas. Créditos ganhos numa partida servem para abrir um novo capítulo apenas. Para fazermos upgrade ao veículo, temos agora que encontrar nas pistas os “Upgrade Tokens” e ao mesmo tempo esperar que as actualizações do carro que estejamos a conduzir sejam desbloqueadas. Os mesmos créditos também já não servem para comprar carros rivais que destruímos em pista, e os mesmos são adicionados à lista de escolha caso estejam marcados como “Stolen” no fim da corrida. Apenas e só isso.

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Esperam-se ainda muitas mais mudanças na versão final do jogo, mas para já, Carmageddon Reincarnation não podia estar melhor. Apesar de se pensar num remake, por toda a nostalgia que transpira, é mais um reboot que ainda quer adicionar novas localizações em mapas gigantes, novos rivais e power-ups ainda mais doidos. Dado como o 4º jogo da série, este é na verdade o 3º produzido pela Stainless, que teve a seu cargo a tarefa de introduzir no mercado Carmageddon em 1997 e de ainda lançar o 2º jogo mais tarde. Toda a ligação feita aos dois primeiros jogos é notável e reconhecível, e não perderam a pitada de humor que também se faz notar bem neste novo título. Depois de um valente susto, esperam-se grandes coisas de um título final.

Autor: Victor Moreira Pesquise todos os artigos por

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