O realizador português Manoel de Oliveira deixou-nos com 106 anos

 

Quase da idade do próprio Cinema, Manoel de Oliveira, o até agora realizador mais velho do mundo ainda no activo, deixa-nos com 106 anos de idade.

Aniki-Bóbó, a sua primeira longa-metragem é considerada para muitos como o melhor filme português. Para trás deixa-nos riquezas como O Acto da Primavera, Amor de Perdição, Francisca, Vale Abraão, A Carta, Porto da Minha Infância, Um Filme Falado, só para mencionar algumas.

Para este realizador, fazer Cinema era tudo: “É o Cinema que me deixa vivo”.

O seu amor pela sétima arte era visível e a sua energia parecia de facto inesgotável.

Começou a carreira nos anos 30, mas é a partir dos anos 90 que conseguiu o extraordinário feito de lançar praticamente um filme por ano até à sua morte.

A longa-metragem O Gebo e a Sombra e a curta-metragem O Velho do Restelo (“uma reflexão sobre a Humanidade”) foram as suas últimas obras.

Com um estílo único de ver a vida e o Cinema, Manoel de Oliveira era respeitado em todo o mundo. Para muitos, perdeu-se um Mestre.

Autor: Luis Teixeira Pesquise todos os artigos por

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