Top 10 Mascotes Esquecidas

Durante as gerações de 8 e 16bit era quase uma regra: um jogo de plataformas tinha de ter uma mascote. Foi nesta altura que nasceram ícones da indústria, alguns deles continuam a fazer sucesso nas consolas actuais, outros caíram no esquecimento, outros “perderam-se” pelo caminho. É nestes dois últimos casos que este TOP se concentra, apresentando as 10 mascotes que acabaram por ser esquecidas ou maltratadas e que merecem uma nova oportunidade.

10 – Aero

Primeira aparição: “Aero the Acrobat”, Mega Drive/Super Nintendo, 1993
Último jogo canónico: “Aero the Acrobat 2”, Mega Drive/Super Nintendo, 1994

O “truque” mais utilizado na criação de uma mascote era o de antropomorfizar um animal e/ou dar-lhe uma característica qualquer que o fizesse parecer “cool” para os jovens da altura (muitas vezes significava apenas usar uns óculos de sol). Aero cabe na primeira parte desse truque, uma vez que é um morcego com habilidades de um acrobata (ai os anos 90…). Foram feitos apenas 2 jogos, ambos para a Mega Drive e Super Nintendo e que, apesar de terem saído na Virtual Console da Wii e até o primeiro ter tido um port para o Game Boy Advance, acabaram por cair no esquecimento. É uma pena porque são excelentes exemplos de bom platforming dos anos 90 que mereciam um fim melhor.

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9 – Ristar

Primeira aparição: “Ristar”, Mega Drive/Game Gear, 1995
Último jogo canónico: “Ristar”, Mega Drive/Game Gear, 1995

Lançado já no final do ciclo de vida da Mega Drive, este one hit wonder foi, primeiro, “atirado” como uma das ideias no brainstorming de onde posteriormente saiu Sonic e, mais tarde, anunciado como a mascote que lhe iria suceder na representação da marca SEGA. Apesar de ter tido pouco tempo para se afirmar e de, por causa disso, não ter tido muita saída, Ristar é ainda assim, na minha opinião, um dos melhores platformers da consola. Com um grafismo colorido, bom level design e mecânicas originais e divertidas de se usar, Ristar tinha tudo para dar certo, não fosse o fraco timing do seu lançamento. Era, sem dúvida, um bom caso para recuperar, talvez para lançamento numa consola portátil (hello, Nintendo?).

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8 – Goemon

Primeira aparição: “Mr. Goemon”, Arcade, 1986
Último jogo canónico: “Mystical Ninja 2 Starring Goemon”, Nintendo 64, 1998

Goemon não é uma personagem muito conhecida no ocidente, no entanto goza de uma popularidade bastante grande no Japão. Este ninja bem-disposto, comilão e que usa como armas, entre outras coisas, um cachimbo e moedas japonesas antigas, marcou presença em vários jogos. No entanto, apenas 4 passaram as fronteiras para territórios europeus e americanos: The Legend of the Mystical Ninja (SNES), Mystical Ninja Starring Goemon (Game Boy e Nintendo 64) e Mystical Ninja 2 Starring Goemon (Nintendo 64). Uma personagem interessante que bem podia ser reaproveitada pela Nintendo para enriquecer o seu lote de exclusivos.

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7 – Sir Daniel Fortesque

Primeira aparição: “MediEvil”, Playstation, 1998
Último jogo canónico: “MediEvil: Resurrection”, Playstation Portable, 2005

Misturar o assustador e dark com o cómico e divertido é muito difícil, muitas vezes tentado mas poucas vezes conseguido. No entanto, a série MediEvil foi muito bem-sucedida precisamente nisso, criando um ambiente algo soturno e pesado mas sempre com um toque de humor descontraído. Em grande parte, pode agradecer esse sucesso ao seu protagonista Sir Daniel Fortesque, um cavaleiro esquelético (literalmente) que é reanimado e tem como missão proteger o reino Gallowmere.

MediEvil mostrou o potencial de um jogo de aventura em 3D nos tempos da primeira Playstation mas tem todas as condições para ser ressuscitado para os dias de hoje (não resisti a fazer o trocadilho).

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6 – Conker

Primeira aparição: “Conker’s Pocket Tales”, Game Boy Color, 1999
Último jogo canónico: “Conker: Live & Reloaded”, Xbox, 2005

Este esquilo de aspecto fofinho surpreendeu por ser o completo oposto na sua personalidade: tinha um vocabulário pouco cuidado, tinha mau feitio, era violento e tinha um humor bastante “sujo”. Foi uma surpresa ver um jogo com este tipo de conteúdo aliado ao grafismo e personagens aparentemente cute e, acima de tudo, numa consola da notoriamente family friendly Nintendo.

O esquilo mais irreverente do mundo dos videojogos ainda viu um jogo seu chegar aos anos 2000 através da Xbox mas por aí ficou, deixando principalmente os fãs de Conker’s Bad Fur Day a suspirar por uma sequela digna.

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5 – NiGHTS

Primeira aparição: “NiGHTS into Dreams…”, Sega Saturn, 1996
Último jogo canónico: “NiGHTS: Journey of Dreams”, Wii, 2007

NiGHTS, criado pela Sonic Team, acabou por ser a mascote não-oficial da Sega Saturn, visto que esta consola não fez o uso devido da enorme popularidade que Sonic tinha conquistado na era dos 16bit (com exceção de Sonic R, que é um jogo de corridas, não foi lançado nenhum jogo original com o ouriço supersónico como protagonista). Ainda assim, NiGHTS carregou bem esse fardo, com uma graciosidade equiparável à que ele exibe nos seus jogos. Foi tão bem sucedido e importante que teve direito a um comando especial, que mais tarde até viria a servir de inspiração ao comando da Dreamcast.

Ainda teve uma sequela para a Wii, que, com os seus famosos comandos encorajadores de movimentos livres e fluídos, parecia ser um casamento perfeito; no entanto, acabou por passar ao lado de muitos, incluindo antigos fãs da personagem.

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4 – Alex Kidd

Primeira aparição: “Alex Kidd in Miracle World”, Master System, 1986
Último jogo canónico: “Alex Kidd in Shinobi World”, Master System, 1990

Com a entrada da SEGA na geração de consolas de 8bit surge também a sua primeira mascote: Alex Kidd. Esta pequena criatura símia que resolvia batalhas com bosses através de um “mortífero” jogo de “Tesoura, Pedra, Papel” ainda teve algumas aventuras bem divertidas e com ambientes variados.

Infelizmente, Alex Kidd praticamente nasceu e morreu na sua querida Master System, tendo apenas um jogo lançado na Mega Drive que não foi muito bem aceite pela crítica e que evidenciou ainda mais a necessidade da SEGA em encontrar um concorrente à altura de Mario.

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3 – Wonder Boy

Primeira aparição: “Wonder Boy”, Arcade, 1986
Último jogo canónico: “Wonder Boy in Monster World”, Mega Drive, 1992

Apesar de nunca ter sido visto efectivamente com uma mascote da Master System, devido a esse posto ter sido ocupado pelo número 4 desta lista, Wonder Boy foi uma das “bandeiras” do sistema e da SEGA nessa era. À semelhança de Alex Kidd, também Wonder Boy viu a sua vida e glória percorrer maioritariamente a consola de 8bit da SEGA, tendo apenas 2 títulos na Mega Drive, sendo um deles o último da sua série (excluo o “Monster World IV”, pois apesar de se cruzarem e terem jogos que partilham universos, as séries Wonder Boy e Monster World são distintas). A boa notícia é que não falta muito para Wonder Boy ter de sair desta lista de personagens esquecidas, visto que foi anunciado recentemente um jogo de seu nome “Monster Boy and the Wizard of Booze”, com o seu criador original a dirigir o projecto, que só não tem o nome Wonder Boy porque as SEGA detém os seus direitos.

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2 – Crash

Primeira aparição: “Crash Bandicoot”, Playstation, 1996
Último jogo canónico: “Crash: Mind Over Mutant”, multi-plataformas, 2008

Hoje em dia, é difícil não se reconhecer o nome da gigante Naughty Dog, devido a sucessos arrebatadores como a série Uncharted e The Last of Us. Contudo, mesmo os gigantes têm de nascer e crescer antes de atingirem essas altitudes e Crash foi exactamente isso para este estúdio.

Apesar de já terem alguns jogos no seu currículo, Crash foi o grande passo para o reconhecimento mundial, o qual bem lhe podem agradecer. No início da mítica primeira consola da Sony surge então este simpático marsupial que adora correr, saltar e rodopiar por níveis desafiantes e imensamente divertidos. Depois de sair do controlo da Naughty Dog e deixar de ser um exclusivo Sony para ser um título multiplataforma, após o lançamento de “Crash Team Racing” em 1999, Crash iniciou a sua espiral de jogos menos conseguidos.
A Naughty Dog não fecha as portas a um regresso de Crash, mas também não há grandes perspectivas no horizonte para um regresso…

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1 – Earthworm Jim

Primeira aparição: “Earthworm Jim”, Mega Drive/Super Nintendo, 1994
Último jogo canónico: “Earthworm Jim: Menace 2 the Galaxy”, Game Boy/Color, 1999

É difícil conhecer Earthworm Jim e não se gostar, tanto da personagem como dos jogos e, normalmente, quem gosta, adora! O aspecto goofy e divertido, a premissa (uma minhoca num fato espacial?? Genial!) e o humor hilariante entrosam-se na perfeição com uma jogabilidade bem construída e um universo riquíssimo tanto em termos gráficos como de variedade e criatividade de personagens. Com muito pouco esforço consigo dizer que os dois primeiros títulos são dos meus jogos favoritos da era 16bit.

No entanto, é também isto que contribui para a minha tristeza em relação a esta personagem e que coloca Jim na coroa deste top; a maneira como foi “tratado” após a sua excelente sequela foi, no mínimo, desastrosa. Seguiu-se um horrendo “Earthworm Jim 3D” para Nintendo 64 e Windows que, tal como o nome indica, o transportou para o então-na-moda mundo a 3 dimensões e mais tarde definhou num medíocre título para as portáteis da Nintendo.

Mais recentemente, ainda se viu um remake em HD do primeiro jogo que nada me agradou, pois poliram desnecessariamente os gráficos de um jogo que primava pelo seu grafismo cartoonish único.

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Autor: Miguel Coelho Pesquise todos os artigos por

One Comment on "Top 10 Mascotes Esquecidas"

  1. sonia 7 November 2016 at 12:58 - Reply

    obrigada vai dar jeito

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