Top 10 Hidden Gems de Game Boy Advance

Para lá dos Marios, Zeldas, Castlevanias e Metroids

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Desde o “avô” clássico, passando pelo “pai” Color, até chegar ao Advance, Game Boy foi uma marca que representou mais do que apenas uma extensão ou complemento das consolas domésticas.

Entre ports, exclusivos, versões e originais, a última iteração da marca de portáteis mais icónica de sempre ofereceu uma biblioteca de jogos imensamente rica e numerosa. Este Top dá então a conhecer 10 títulos que podem ter escapado à atenção geral, ficando “escondidos” debaixo dos mais mediáticos.

De salientar que todos os jogos mencionados neste artigo são exclusivos, ou seja, só podem ser jogados no GBA, apenas com uma excepção no nº 4.

10 – Kurukuru Kururin

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Este título de lançamento do GBA podia muito bem não ter saído no nosso território, visto que os americanos não tiveram direito a ele, o que muitas vezes compromete a vinda dos jogos para o ocidente. Mas ainda bem que veio, pois trata-se de um dos puzzle games mais originais, desafiantes e divertidos que já joguei.

Nele controlamos uma espécie de helicóptero, do qual temos apenas a visão picada e, portanto, só conseguimos ver a hélice. O objectivo passa por conseguirmos conduzir essa hélice através de percursos sinuosos, com obstáculos e bastante apertados sem bater nos limites mais vezes do que o permitido. Simples, mas extremamente viciante.

9 – Advance Guardian Heroes

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Ok, quem me conhece vai já dizer “Se este jogo não estava aqui caía um santo do altar!”, tendo em conta o fanboy assumido que sou de Guardian Heroes para a Sega Saturn. A verdade é que não precisava de o ser para incluir este jogo nesta lista.

Esta versão de Guardian Heroes, o segundo e último jogo da série, continua a fórmula de sucesso com um side scrolling beat’em up em 2D que tenta expandir um pouco as ideias originais, desde logo com o movimento: no primeiro jogo apenas conseguíamos mudar de plano, à la Fatal Fury, enquanto neste temos mais liberdade, podendo saltar bastante alto e afastar e aproximar do primeiro plano com mais fluidez.

Apesar de ter alguns problemas de frame rate quando tem de lidar com vários inimigos e animações simultâneas, continua a ser um óptimo jogo de acção e uma excelente maneira de matar saudades do título original.

8 – Sigma Star Saga

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Esta recomendação vem também com um aviso prévio: este jogo pode não ser para toda a gente.

Sigma Star Saga propõe um conceito bastante interessante (ainda que não sendo original), misturando dois géneros de jogo diferentes: RPG e shmup. O primeiro, em forma de RPG de acção, passa-se na maior fatia do jogo, em que temos de explorar, combater, apanhar objectos e resolver problemas, enquanto o segundo traduz-se em instâncias em que temos de atravessar certas zonas e derrotar inimigos como se de um space shooter se tratasse.

O conceito é bom e, em muitas ocasiões, funciona, transformando o jogo em algo diferente do comum, no entanto a longo prazo pode não compensar o tempo e paciência gastos para alguns jogadores. Ainda assim, merece mais atenção e deve ter-se em conta como uma das hidden gems do GBA.

7 –Astro Boy: Omega Factor

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Apesar de não ser muito popular no ocidente, Astro Boy é uma das personagens mais icónicas e amadas do Japão, criado pelo mítico Osamu Tesuka em 1952 (!!!). As boas notícias é que não precisam de conhecer a obra de Tesuka para apreciar esta pérola resultante do trabalho sempre único da Treasure. Posto isto, já têm uma ideia do que podem esperar: sendo um jogo da Treasure, vai ter de certeza muitas vagas de inimigos, tiros e lasers com fartura e um ritmo frenético. Para além disso, podem contar ainda com níveis bem desenhados, boss battles entusiasmantes e desafiantes e, no geral, um action platformer do melhor que se pode oferecer naquela geração.

6 – Boktai: The Sun is in Your Hand

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Boktai já foi mencionado por mim aqui na PUSHSTART aquando de um artigo especial, em que foi destacada a sua característica mais distintiva: a utilização de um receptor de energia solar no cartucho que alimenta a nossa arma dentro do próprio jogo. Desenganem-se os que acham que Boktai vive desta gimmick e que o esgota nos 5 primeiros minutos de jogo; é um RPG bastante bom e com muito para oferecer a quem gosta do género, bem como a sua sequela, Solar Boy Django.

Para além de uma boa hidden gem, é pertinente referir ainda que se trata de um exclusivo GBA e tem o toque de génio de um senhor que muitos de vocês podem conhecer: Hideo Kojima.

5 – Gunstar Super Heroes

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Ok, eu sei que, depois de Astro Boy: Omega Factor e Advance Guardian Heroes, este é o terceiro jogo da Treasure nesta lista e já estou a abusar…juro que é o último! Não tenho culpa que façam jogos tão bons!

Gunstar Super Heroes (ou Gunstar Future Heroes, dependendo da região) é mais uma sequela de um grande IP de sucesso de outros tempos, desta vez da Mega Drive.

É certo que a glória do primeiro título eleva bastante a fasquia, no entanto este não se deixa envergonhar por isso e consegue ser, ainda assim, um jogo com as melhores características herdadas do seu antecessor, oferecendo uma jogabilidade frenética, muita coisa a acontecer no ecrã e diversão a baldes.

4 – Riviera: The Promised Land

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Se calhar por ser muitas vezes apelidado de “uma SNES portátil”, o GBA herdou um legado dessa adorada consola da Nintendo que enriqueceu imenso a sua biblioteca de jogos. Um género onde podemos observar claramente isso é, sem dúvida, os RPGs.

Escavando por entre os mais óbvios Final Fantasy, Golden Sun, Tales of Phantasia, Sword of Mana, Breath of Fire e outros que tal, podemos desenterrar Riviera, uma pérola da Atlus, habitué nestas andanças dos RPGs. Não é extraordinário nem se destaca largamente dos outros já mencionados, no entanto tem algumas características particulares que lhe dá um twist interessante, como a navegação entre ecrãs ser feita apenas com a escolha do caminho a seguir carregando no D-Pad na direcção que queremos.

3 – Dragon Ball: Advanced Adventure

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Advanced Adventure é um side scrolling beat’em up em 2D que acompanha uma grande parte do arco da história da primeira série, em que Son Goku ainda era uma criança, fez os seus primeiros amigos e teve como primeiro grande adversário a Legião Vermelha. Depois de terminado o modo de história, destaque para o desbloqueio de uma opção versus que simula o famigerado torneio de artes marciais, em que o combate se converte num fighting game no qual podemos utilizar as personagens com que nos cruzámos durante o jogo.

É um título muito sólido, tanto na jogabilidade como nos aspectos técnicos e tem o poder de trazer boas memórias aos que na altura viam avidamente a série na TV. Seguramente, para mim, o melhor jogo da série nesta portátil da Nintendo.

2 – Ninja Five-0

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Ninja Five-O (ou Ninja Cop na Europa) é um dos jogos mais raros e caros do GBA, no entanto, não é por isso que está nesta lista. É muitas vezes visto como o resultado que sairia se se metesse numa misturadora Ninja Gaiden, Revenge of Shinobi (as semelhanças na jogabilidade são inegáveis) e Bionic Commando (o uso do grappling hook não deixa espaço para dúvida), contudo, consegue ser muito mais do que isso. É aceitável reconhecer reapropriações de elementos desses jogos mas confinar Ninja Five-O a essa definição é redutor pois estamos a ignorar um dos melhores action platformers da consola.

É pena ter sido lançado em poucas quantidades e no final de vida da consola, factores que transformaram este jogo numa hidden gem, quando deveria ser antes um clássico.

1 – Klonoa: Empire of Dreams

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Klonoa é uma série que parece não conseguir escapar-se do estatuto de hidden gem, seja em que plataforma for. Na Playstation passou ao lado de muita gente, sendo hoje alvo de muita cobiça por parte dos colecionadores dessa consola; mais tarde viu a sua continuidade na Playstation 2 com um excelente jogo mas manteve-se discreto no meio da sua imensa biblioteca; no GBA até teve 2 títulos, este Empire of Dreams e Dream Champ Tournament, mas mais uma vez voou por baixo dos radares.

Klonoa é um platformer muito bem construído, com um level design excelente, desafiante, que obriga a pensar e a fazer algum backtracking mas, ao mesmo tempo, recompensador e que consegue cativar-nos a jogar e fazer várias tentativas até conseguir aquele resultado que mais queremos. Não se deixem levar pela aparência fofinha e algo infantil da personagem, pois por trás disso está, não só a maior hidden gem, mas também um dos meus jogos favoritos do Game Boy Advance.

Autor: Miguel Coelho Pesquise todos os artigos por

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