Keep the Keep

Continuando com as antevisões de jogos presentes no Lisboa Games Week e após a apresentação do Massive Galaxy, agora apresentamo-vos mais um indie português de qualidade – o Keep the Keep – que tivemos a oportunidade de experimentar e falar com o seu criador, também responsável pela arte do jogo.

Ainda não nos foi revelada a história do jogo, já que ainda se encontra a ser trabalhada, mas podemos adiantar que iremos controlar o exército de um general, contratado por um rei para defender os seus fortes (keeps) no reino de Harvel.

Temos, portanto, um Tower Defense que pega nas mecânicas clássicas do género e as reinventa, adicionando algumas alterações, de modo a alterar a dinâmica e modo como o jogador interage com o jogo.

Ao defender a nossa fortaleza de constantes ataques, temos a possibilidade de ter algum retorno financeiro através de uma mecânica de loot que nos permitirá acumular dinheiro para comprar novos items ou matérias-primas para a construção de novos objetos (crafting).

O papel do jogador, é também, aqui, mais ativo (até fulcral) que na maioria dos jogos do género, sendo que ao invés de assistirmos passivamente ao resultado do posicionamento e estratégia das nossas unidades, podemos fazer ataques a qualquer momento do jogo para ajudar as nossas unidades de defesa.

Além destas características, temos a possibilidade de colocar unidades com diferentes habilidades que têm a possibilidade de ser melhoradas e às suas armas, utilização de pedras mágicas para alterar poderes de qualquer unidade, compra e construção de items com tempo de espera e risco de perda, reparação e upgrade de cenário do jogo, inimigos com poderes mutáveis e uma mecânica de abertura e fecho de portões para fluxo de unidades que deve ser gerida com cuidado.

Partindo de uma ideia original de Marco Vale em 2011, o desenvolvimento só começou “a sério” em 2015, quando se juntou um programador à equipa, formando-se neste altura o estúdio Power of 2 com sede em Barcelos.

Após a aprovação do Jogo no Steam Greenlight em Março de 2017, o desenvolvimento continuou para a preparação de um slice da versão alfa que pudesse ser apresentada no Lisboa Games Week em Novembro, momento no qual tive oportunidade de o experimentar pela primeira vez.

Do que pude ver, o jogo parece-me bastante interessante, com um visual muito cuidado e altamente viciante, definitivamente um título recomendado e ao qual devem ficar atentos.

Neste momento, ainda se encontra numa fase não muito avançada do desenvolvimento, pelo que as previsões atuais indicam que só teremos o jogo finalizado por meados de 2019.

Autor: Pedro Pimenta Pesquise todos os artigos por

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