Super Smash Bros. Hype

Tenho em minha posse o primeiro Super Smash Bros.! Não tenho o Melee. Tenho o Brawl. Estive prestes a ceder ao for Wii U (aquele momento em que lutei contra sete jogadores em simultâneo no Showroom da Nintendo foi memorável), mas tenho agora o Ultimate. Se querem que vos conte um segredo, nem sou particularmente grande fã da saga, se calhar por não ser muito bom neste género de luta, apesar do esforço (e apesar de este ter uma jogabilidade algo diferente). Não chego a ficar viciado neste tipo de jogos, no entanto, existe aqui qualquer força transcendental que me faz voltar a Smash. Tirando os Mario Kart e Mario Party (aqui sim, grande fã), também não ligo muito a multiplayers (e mesmo esses só com amigos, pois a vertente online deixo quase sempre de lado).

Porém, a cada novo lançamento lá surge o hype. Porquê? Será a minha veia de completionist a fazer das suas? Não, porque senão não tinha deixado uns tantos da saga para trás. Estarei eu a ficar maluco? Vamos deixar esse tema para outra altura.

Para começar, estamos perante o quê, realmente? Na minha opinião, Super Smash Bros. pode, essencialmente, ser visto a partir de duas perspectivas. Por um lado, uma experiência super-divertida entre amigos ou estranhos, seja em casa de alguém, online ou nos inúmeros torneios espalhados por todo o mundo.

Por outro, é também uma celebração de tudo aquilo que faz ou fez parte da Nintendo a certa altura. Isso passa pelos próprios personagens jogáveis (só esses ultrapassam os 70 em Ultimate) e não-jogáveis e cenários, indo até à tonelada de referências, bem como easter eggs espalhados por todo o lado! São cerca de 850 músicas presentes neste último. Algo que deixa a Nintendo orgulhosa, pois esse foi um facto destacado numa das suas Directs. Jogar Super Smash Bros. não é celebrar apenas a história da Nintendo, mas também a dos contribuidores third-party.

Este segundo factor é um enorme chamativo para mim. Nós queremos fazer parte dessa história. Sabemos que estamos perante algo valioso. Tão valioso que merece estar em qualquer colecção. O jogo em si já é uma colecção! Pode ser uma razão válida para querer obter o jogo, mas será suficiente para criar hype? Aquele entusiasmo de “tenho mesmo de ter isto, tipo já”?

O que me chamou à atenção no primeiro jogo para a N64, foi o trailer. Aquele famoso vídeo em que estão o Mario, Donkey Kong, Yoshi e Pikachu todos contentes de mãos dadas aos saltitos pelo campo, quando, de repente, começam à porrada. “Wow, esta é nova!”. Foi aí que começou e é aí que continua.

Os anúncios de Smash são capazes de ser dos melhores que já vi (não me refiro apenas a videojogos). Possuem tanto de mistério como de surpresa e aparecem assim do nada quando ninguém está à espera. Lembram-se da forma como foi anunciado o Ultimate? Estão os personagens de Splatoon distraídos a besuntar-se de tinta com o tema musical como fundo. “Não me digas, um novo Splatoon???” Quando, subitamente, o cenário fica escuro e a música abafada. Um dos personagens estranha, vira-se para trás e abre a boca de espanto. O que vem a seguir? O reflexo do símbolo de Smash na sua pupila. Tal como no trailer da N64, em que começam todos à porrada, também aqui ninguém estava à espera disto. Finalmente, a câmara muda para o que está a ver. Um gigantesco símbolo de Smash em chamas juntamente com a silhueta de alguns dos personagens por baixo. E baixinho, mesmo muito baixinho, ouve-se o seu tema principal, assim como quem diz: “sim, existe ali algo ao longe que se dirige na nossa direcção. Esperem só um pouco. Está quase aí.” Se isto não cria hype, caros leitores!

As publicidades desta série já chegaram a um ponto em que basta aparecer o tal símbolo algures para que o pessoal comece logo aos gritos e aos saltos. Outro exemplo, foi a revelação de que Joker, de Persona 5, ia estar presente em Ultimate. Novamente, mistério e twist final. Novamente, um: “Novo jogo? Na… Mas talvez sim?” Os primeiros segundos dessa animação levantaram tantas questões! É aí que, de repente, Joker pega num envelope. “Tudo bem e agora?” Agora? Agora vira o envelope, revelando o selo com o símbolo de Smash. Gritaria imediata perante o novo convidado! Não é preciso mostrar mais nada. Isso abona a favor tanto de Smash, como do jogo de origem, de tal forma que esse entusiasmo até me faz querer conhecer melhor o personagem!

Só mais um! Vemos o Luigi com a sua lanterna a iluminar o que parece ser um castelo. “Que fixe! Parece estar a vir aí um novo Luigi’s Mansion. Remake talvez? Contudo, algo parece estar estranho. Múmias, serpentes, estátuas vivas. Não me lembro nada disso. Ui, agora vem aí a morte e… e… saca-lhe a alma do corpo?? Assim sem mais nem menos? HEY!!!” É aí que a morte leva com uma chicotada daquelas bem merecidas. “Espera aí… Chicotada, castelo… Isso quer dizer que aquele personagem enigmático que vimos ao longe, anteriormente coberto de manto, só pode ser o SIMON BELMONT!” Sim, e que esse vai estar presente no novo Smash! Um trailer que começou com um personagem e terminou com outro…

Os anúncios da chegada de um novo lutador são sempre épicos. Ridley da série Metroid, King K. Rool dos Donkey Kong Country… A acompanhar isso temos sempre o tema principal a ajudar que já é épico por ele mesmo. 

O facto de haver tantos personagens, tanta história por detrás deste jogo, faz com que este tenha seguidores um pouco por todo o lado. Não deve haver um jogador no mundo que não simpatize com, pelo menos, meia dúzia deles. Se não gostam de um, gostam de outro. Há para todos os gostos e isso é um óptimo convite para qualquer jogador.

São estes “pequenos” detalhes que me ajudam a ficar entusiasmado pela série. A chegada de um novo título é sempre um evento gigantesco e memorável. E só podia ser porque os jogos em si são megalómanos. Então este último… “TODOS ESTÃO AQUI!” Essa foi a grande revelação desta vez. “Não quero saber de mais nada, se todos estão aqui, VOU TER DE O TER!”

“Tudo bem… voltaram todos e acabou aí. Nada de novidades. Também já chega, não? Não há mais por onde pegar…” pensei. Na na na na… Como que se a inclusão de todos os lutadores dos capítulos passados não bastasse, também começaram a chegar outros novos (como vimos em cima) e vão continuar a chegar no futuro. Mas está tudo maluco!

Autor: Luis Teixeira Pesquise todos os artigos por

Deixe aqui o seu comentário