Entrevista a José “Jojo” Amendoeira

PUSHSTART: O que te levou, em 2013, a acreditar que este projecto na área dos videojogos tinha pernas para andar?

José Amendoeira: Sobretudo aquilo que via acontecer dentro do meu círculo de amigos que, acreditava acontecer no seio de outros “círculos de amigos”. Portanto, a necessidade de existir um local comum onde nos pudéssemos juntar todos para jogar em conjunto, ainda que por esta altura o panorama multiplayer estivesse a mudar, com o boom do online a surgir levando à mitigação do multiplayer local. Todavia, a necessidade de os amigos se juntarem e falarem sobre jogos não desapareceu, e era evidente a necessidade de um espaço onde estes se pudessem juntar. Ou porque devido à rotina de trabalho era complicado juntarem-se em casa de alguém, ou porque os jovens adultos ainda não têm casa própria nem um espaço para estarem à vontade ou até, no caso dos mais novos, porque os pais não têm tempo de levar as crianças a casa dos amigos. Até porque, actualmente, já não existem tanto aquelas “amizades de bairro” onde os amigos são todos vizinhos uns dos outros. Os amigos acabam por estar espalhados por toda a cidade. Basicamente, tentei criar este “ponto de encontro”, com serviço de catering para as pessoas estarem à vontade e usufruírem daquilo que gostam – Os videojogos.

Outro aspecto que me levou a visionar o 1Up Gaming Lounge foi, que na altura em que saía com os meus amigos sentia um certo desconforto em levarmos uma consola connosco, por existirem sempre alguns olhares e comentários depreciativos ao nosso redor, categorizando-nos de miúdos (que já não éramos), não compreendendo a nossa paixão. Por isso, também idealizei a criação de um “safe space” para pessoas como nós. Um espaço para “gamers”.

PS: Como analisas o risco de teres iniciado este projecto inovador, visto que foi o primeiro bar de videojogos em Portugal? E como tem sido esta mesma evolução?

JA: Foi um risco que, felizmente, se revelou vantajoso muito rapidamente. Ainda que a criação do 1Up não tivesse tido um investimento inicial com valores avultados (o capital veio sobretudo de pequenas poupanças que eu, a minha mãe e o meu sócio na altura tínhamos em caixa), estava preparado para que não existisse um retorno quase-imediato. Felizmente houve. A partir daí, o crescimento tem sido positivamente estável, e isso tem-nos permitido uma margem para nos reinventarmos, aumentar as nossas capacidades e, de uma forma geral, melhorar a nossa oferta. E tem sido assim que nos temos apresentado: Um auto-investimento para crescermos de forma sustentável e podermos trazer mais e melhor a quem nos visita. A verdade é que isso se tem reflectido ao longo do tempo. Mudámos as instalações para um local maior e mais central (da Ramada para o Parque das Nações), temos mais jogos/consolas disponíveis, seja para venda ou para jogar no bar, melhorámos igualmente a nossa decoração bem como equipamentos (hoteleiros e electrónicos), e sinto que esse investimento tem tido um feedback bastante positivo para o 1Up e para quem usufrui dele.

 

Do antigo espaço localizado na Ramada, em Odivelas (imagem de cima), evoluiu o 1Up para um local maior em Lisboa, no Parque das Nações (imagem de baixo).

 

PS: Acreditas que este crescimento se deve à maior proximidade dos videojogos com os portugueses ou pensas que o próprio 1Up é que teve um impacto maior a nível local na relação das pessoas com os videojogos?

JA: Honestamente, penso haver uma relação recíproca. Por um lado, sim, vejo que a estabilidade do 1Up se deve ao mudar da mentalidade das pessoas em relação aos videojogos. Aqueles olhares depreciativos que levaram a esta ideia, têm vindo a desaparecer. Noto, não aqui no bar, mas mesmo quando levo a Switch para outros estabelecimentos, que já é cada vez mais aceite pela sociedade e não existe aquele “julgamento social” de outrora. As pessoas percebem cada vez mais que os videojogos não são apenas para as crianças. A pessoa que dizia isso há 5/6 anos atrás já experimentou jogar, e ainda que não se tenha tornado um “gamer”, teve prazer na actividade e percebeu que os videojogos neste momento têm outro tipo de condição. Se este espectro não se tivesse alterado, hoje, dificilmente teria como clientes empresas particulares que me contactam para eventos empresariais, como convívios ou jantares entre os seus próprios colaboradores. E isto acontece já com alguma regularidade! Acredito que se deve ao reconhecimento geral dos videojogos como uma forma de entretenimento tão ou mais válida que as outras.

No outro lado da moeda, acredito que localmente tenhamos tido impacto em demonstrar à população que os videojogos são um meio de entretenimento transversal a vários espectros da sociedade. Quem nos visita, vê neste espaço o convívio de pessoas de vários meios/status sociais e idades a jogar uns com os outros. Nos videojogos não importa quem tenha mais ou menos dinheiro, ou se és mais velho ou mais novo, todos vão ter como ponte de ligação entre eles o gosto e a paixão pelos jogos. Possivelmente, noutros tipos de actividades, esse fosso entre as pessoas é maior. Seja os pais com os filhos, um homem com uma mulher, seja por estratificações económico-sociais, que, com um comando na mão, deixam de existir. Ganhes um milhão ou quinhentos euros por mês, com um comando na mão, passam ambos a estar em pé de igualdade. Aquilo que se tem vindo a verificar no 1Up é precisamente isso: que os videojogos são um equalizador entre todas as pessoas.

Quando mostramos isso às pessoas que por aqui passam, que nos visitam, acho que temos um impacto transformador positivo, e isso ajuda os videojogos. Ciclicamente acaba, também, por nos ajudar.

PS: Qual a dificuldade que te fez (ou ainda faz) mais cabelos brancos?

JA: Depende do dia da semana (brincadeira)! Antes demais, reforçar que tudo tem sido uma experiência soberbamente positiva, mas como em todas as rosas, cada uma delas trás os seus espinhos. Espinhos estes que passam por questões governamentais e legislativas (a forma como são designados variados impostos e licenças), mas que creio serem espinhos comuns a qualquer empresário. Agora, quanto a este negócio em específico, acho que a legislação está muito atrasada nos videojogos. Diria que ainda está presa aos parâmetros de há 4/5 gerações atrás, portanto uns 20 anos talvez. Hoje não existe uma regulação adequada aos jogos digitais e à utilização destes em espaços comerciais. Na altura faria sentido, mas o ramo evoluiu e a legislação não acompanhou essa mesma evolução. Por exemplo, da última inspecção que tive ao espaço por parte da PSP e da ASAE, tiveram mais de meia hora de volta da máquina de arcada. Isto porque utilizo uma token que é alugada, e não vai ao encontro da utilização antiga das máquinas de arcada que funcionava por créditos, limitados a vidas que pressupunha uma utilização aditiva semelhante ao que acontece nos casinos. Para isso é necessária uma licença especial (e cara!). Mas lá lhes consegui demonstrar que o token não dita o tempo de jogo e o método é completamente desconsiderado daquilo que está na lei (ou seja, nem sequer está previsto no actual momento). Existem muitas áreas cinzentas de momento, devido ao atraso que a legislação tem nesta indústria.

Outros espinhos são também associados ao atendimento público em geral. Tenho sorte de ter os melhores clientes, mas existe sempre aquela pessoa mais complicada de agradar, seja por não estar bem naquele dia ou por exigir algo que o espaço à partida não consegue oferecer, ou por não respeitar o próprio espaço e regras. Eu estou sempre aberto a críticas, e considero que estas são importantes, todavia, por vezes é frustrante, tendo em conta todo o trabalho vindo a ser desenvolvido, quando vem aquela opinião que procura massacrar, e que não entende o objectivo do espaço. Mas tento sempre explicar isso às pessoas: quem somos, para o que viemos, e o que é pretendido aqui. Porém, sei também que é algo que faz parte do ofício.

PS: O 1Up consegue crescer mais?

JA: Crescer consegue sempre. Felizmente com o apoio dos nossos clientes, patrocinadores e de todos aqueles que nos conhecem o 1Up tem vindo a crescer cada vez mais, e de forma cada vez mais acentuada. Existe a possibilidade de crescermos, abrindo o estabelecimento noutros locais, seja através de franchise ou mesmo a título individual de loja com vários estabelecimentos em diferentes localizações. Outra possibilidade seria a de aumentar o próprio espaço, que também nunca teve fora de ideia, até porque a adesão ao espaço tem sido cada vez maior.

PS: O que mais te surpreendeu no percurso do 1Up?

JA: Talvez alguns tipos de clientes que nos visitam. De início sempre achei que este espaço seria mais direccionado para os hardcore gamers, mas estes, quando nos visitam, muitas vezes nem vêm pela oferta de jogos, mas sim pelo ambiente ou a comida, até porque em alguns casos as suas colecções são mais vastas que a oferta que temos aqui. O que tenho verificado, é que são os jogadores mais casuais que vêm para aqui experimentar as novidades e depois comprar os jogos, ou jogar uma partida de FIFA, Call Of Duty ou Rockband com amigos e talvez não tivesse tanto à espera desse potencial. Também acontece muito, pessoas mais velhas que acabam por ficar um bocado na zona retro, porque se lembram de ter determinadas consolas mais antigas, que pertenceram exclusivamente a um espaço da sua juventude, mas que acabaram por não acompanhar a indústria. Resumidamente não achei que conseguisse abranger tantos estilos e faixas etárias de público e jogadores.

Outra surpresa foi o claro interesse pelo retrogaming, de que não estava à espera ter o interesse que tem. Eu sempre tive interesse, mas não tinha noção da dimensão que o retrogaming tinha. Tem acontecido aparecerem pessoas na loja que encontraram a antiga Saturn no sótão e decidem que querem voltar a jogar, querem arranjar mais jogos, mas depois não sabem onde. Tenho verificado que o 1Up tem sido um ponto de partida para muita gente, que não encontra outras lojas onde possa adquirir jogos retro, ou quando as encontra não são especializadas, ou têm preços astronómicos e até o próprio OLX acaba levar muita gente ao engano em matéria de preço. Aqui, sinto por parte dos retrogamers que eles têm um local de confiança com os preços justos sobre o material mais retro.

O 1Up veio demonstrar que o retrogaming está a crescer e, também por isso, tem-se trabalhado neste matéria, seja no restauro de consolas ou em trazer peças pouco comuns por terras lusas, a preços justos.

PS: Como ficou a tua relação pessoal com os videojogos desde a abertura do 1Up.

JA: Infelizmente, e contrariamente ao que pensava, mais distante. O tempo que hoje em dia disponho não me permite grandes aventuras pelos videojogos. Lembro-me que antes de abrir o 1Up, quando trabalhava no retalho, levava várias vezes um jogo para casa para experimentar. Hoje, apesar de estar mais próximo dos jogos, porque é o meu trabalho, acabo por jogar muito menos.

Contudo, curiosamente, agora o tempo passado a jogar é de maior qualidade. Quando pego num título sinto mais felicidade a jogá-lo. Vejo-o quase como que um acumular de vontade, por também lidar muito com os jogos no atendimento, conversas, etc. e, quando tenho esse momento para mim, sinto-o mais gratificante!

PS: Que andas a jogar?

JA: Red Dead Redemption 2, ainda que não esteja a gostar tanto quanto achava que iria. Mas, honestamente, passo a maior parte do meu tempo de jogo com a Switch. Tenho experimentado muitos títulos, inclusive os remasters da WiiU. A portabilidade da Switch tem sido a minha melhor amiga, porque vou sempre jogando um bocadinho nos tempos mais mortos na loja, bem como ajuda muito o facto de existirem menos obstáculos entre o processo de ligar a consola e começar a jogar. Pode ser estranho, mas a acção de ligar uma televisão quando vou jogar é, em parte, um obstáculo para mim neste momento. Não o é na loja quando o faço para os clientes, mas em casa prefiro estar mais à vontade. Com a Switch posso jogar em qualquer divisão da casa, e não tenho de dividir o tempo de televisão com alguém. Além de que a Switch tem títulos fantásticos. Ainda hoje vou jogando Mario Odyssey (acho que só o largo quando fizer os 100%, que adoro o raio do jogo!), e finalmente, fiz a minha primeira entrada no mundo Pokémon com o Let’s Go!

PS: Jogar é uma parte importante do teu trabalho? Como acompanhas as tendências?

JA: Sim, claro que é uma parte importante estar dentro daquilo que são os jogos. E acabo por ir experimentando os mais variados títulos, mas mais como função laboral e não de prazer. Tal como no retalho, este conhecimento sobre os jogos é necessário para poder apresentar um leque mais alargado de opções aos meus clientes. Não apenas para a secção de vendas, mas também para quem venha jogar aqui no 1Up, mesmo em aspectos mais secundários, como seleccionar determinadas opções nos menus, ou quando alguma coisa corre mal. Não tendo este conhecimento de fundo, é bastante complicado dar apoio, sobretudo em eventos. Até porque nos dias de hoje, infelizmente, os sistemas já não são plug’n’play como antes. Já é necessário algum nível de know-how para navegar pelos menus e seleccionar os jogos. Isto nem falando naquilo que são os eventos/torneios e-sports. Neste momento, por muito que goste de estar dentro, já não serei eu a organizar os torneios do 1Up que irão ser retomados em breve, porque, infelizmente, o tempo e disponibilidade não dão para tudo. Será uma pessoa 100% dedicada a isso para podermos, como disse anteriormente, melhorar a nossa oferta.

Quanto ao acompanhar as tendências, também vou seguindo o que posso e quando posso, até porque sou por natureza uma pessoa curiosa e interessada. Contudo, o mais interessante, é quando são os próprios clientes a trazerem-me as novidades e partilharem conhecimento que eu próprio desconhecia. Gosto particularmente quando isso acontece, porque não só adquiro conhecimento de forma involuntária (o que é fantástico!), como acaba por criar um momento de conversa mais pessoal com os clientes, algo pelo qual sempre fui bastante apologista e algo que sempre desejei trazer para o 1Up.

Sempre atento, desde cedo que Jojo apostou na presença da marca 1Up nos principais eventos gaming e cultura pop, realizados em Portugal

 

PS: O que consideras que contribuiu para o crescimento dos videojogos nestes últimos cinco anos?

JA: Maioritariamente, a expansão dos videojogos para um público mais abrangente. É uma espécie de “pescadinha de rabo na boca”, ou seja, os videojogos cresceram por deixarem de ser um mercado tão nicho, mas também deixaram de ser tão nicho porque cresceram. Foi um efeito de bola de neve, que se começou a notar já há alguns anos atrás. O ponto de viragem acredito situar-se algures na altura em que a Wii foi lançada, que também foi a altura de explosão para o mercado mobile. Deixou de ser o hardcore gamer a jogar, mas também o irmão mais novo, a mãe, o pai, e até a avó a gastarem tempo e também dinheiro com os videojogos. Por exemplo, a minha mãe hoje joga no telemóvel, algo que seria impensável há dez anos atrás. E ela neste momento contribui para o crescimento do mercado com o euro que deixa a troco de umas vidas de determinado título, no qual gasta também o seu tempo.

Outro ponto que também considero importante, é o surgimento de cada vez mais empresas pequenas, que vão desenvolvendo novos jogos (ainda que com uma magnitude menor) e até mesmo novas abordagens que alimentam este mercado. Acho também que as próprias empresas vão estando cada vez mais próximas dos jogadores, o que também pode contribuir para uma melhoria geral dos próprios produtos. Sei que isto acontece quase que por inevitabilidade, porque se não estás próximo, não existes, mas considero ter existido um esforço significativo por parte de algumas empresas. Lembro-me, não há assim tanto tempo, num dos Assassins Creed, não me recordo com exactidão se foi no Black Flag, que o jogo permita uma cotação de cada missão jogada. Se a Ubisoft usou isso de forma benéfica é outra questão, no entanto, demonstrou uma abordagem muito mais próxima para com os jogadores, e isso, creio que seja igualmente um contributo para o crescimento.

PS: O que consideras ser necessário para que este crescimento se mantenha sustentável?

JA: É importante algum controlo e bom senso para não levar isto longe demais, caso contrário, o mercado dos videojogos dilui-se e estes poderão perder a sua identidade. Isto acontece ao tornarmos os jogos demasiado fáceis e automáticos, focando-se demasiado naquilo que são os gimmicks. E assim perde-se a essência, levando ao afastamento dos core gamers, que ainda constituem a base do mercado. Um requer sempre um certo nível de dificuldade ao desafio, se não deixa de ser um jogo e passa a ser um filme interactivo.

Um outro conselho, talvez mais importante, e mais dado aqui ao nosso cantinho (Portugal), é, da parte de quem consome, haver mais responsabilidade, mais seriedade na forma como se consomem os videojogos, e também mais inteligente, de forma a passar a mensagem correcta a quem os desenvolve. E estas características também devem apontadas aos produtores de menor dimensão, que levem os seus trabalhos a sério e até ao fim. Até temos tido a felicidade de ver cada vez mais casos de sucesso e de qualidade a nível nacional, mas já tenho assistido a quem faça por fazer, quase “a brincar” e “só porque sim” sem estrutura, compromisso ou pensamento por trás.

E também não consigo deixar fazer um alerta para os e-sports, que apesar de distinta é paralela aos videojogos, e onde tenho visto graves problemas, seja por disputas (algo relativamente normal por estar a crescer), ou por uma forma de estar mais egocêntrica que deveria de ser substituída pela do bem comum de todos os intervenientes. Por um lado, isso seria positivo porque nós (público e intervenientes) o veríamos e iríamos reconhecer, como também acredito que com isso, os e-sports possam chegar mais longe e de forma mais sustentável. É necessária mais união e responsabilidade.

PS: Para finalizarmos, sentes-te feliz? Concretizado?

JA: Sabes, para mim o concretizado é inatingível. Há sempre algo mais que quero fazer, que queira melhorar ou fazer diferente. Já tive muitos sucessos, como insucessos e vou aprendendo tanto com uns como com outros. Quanto ao feliz, prefiro dizê-lo que ainda não sou, mas que estou a caminhar para lá chegar. Há seis anos atrás diria que hoje, que cheguei a este patamar seria feliz, mas agora que aqui cheguei sinto que há mais caminho a percorrer até à “derradeira felicidade”. Mas para não te deixar apeado com esta resposta, podes escrever que sim, sou feliz na procura da felicidade.

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Nome: José “Jojo” Amendoeira

Idade: 31

Ocupação: Proprietário/Gerente do 1Up Gaming Lounge

Tempo de actividade nos videojogos a tempo inteiro: 10 anos

Primeira Consola: Gameboy

Primeiro jogo: Tetris

Sistema Favorito: Super Nintendo

Jogo Favorito: Portal 2

Autor: Nuno Silva Pesquise todos os artigos por

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