Panasonic M2

Depois de, em 1993, ter lançado a sua primeira consola, dois anos depois, a 3DO decidiu trabalhar num addon para ela que iria fazer o upgrade para os 64-bit e que pudesse ser também uma consola independente. Inicialmente com o nome de código de Bull Dog, mudou, mais tarde, para Mark 2 Accelerator, que foi abreviado para o seu nome final, M2. Inicialmente, o plano era seguir a filosofia da primeira consola e licenciá-la a várias marcas, com a Panasonic e a GoldStar a comprometerem-se a produzir unidades da M2. No entanto, nos finais de 1995, a 3DO teve uma decisão radical e decidiu vender os direitos exclusivos à Matsushita (Panasonic) e retirar-se do mundo das consolas.

A Panasonic continuou a trabalhar na M2 e até se falou em interesse da SEGA na sua tecnologia, bem como uma parceria com a Konami, que resultou numa placa árcade, que teve pouco tempo de vida. As suas capacidades prometiam imenso, supostamente com um poder gráfico superior a toda a concorrência e com a possibilidade de, futuramente, incorporar um leitor de DVD, o que a tornaria numa máquina de entretenimento de respeito, um pouco à semelhança do que a PlayStation 2 se tornou, mais tarde.

Porém, noutra decisão radical, em 1997, quando a sua produção se aproximava do final, decidiram que o mercado não estava preparado para receber outra consola. Ainda assim, como já tinham investido tanto tempo e recursos na M2, decidiram redireccionar a tecnologia criada para o ramo empresarial e corporativo, o que resultaria na criação de dois leitores multimédia (modelos FZ-21S e FZ-35S) usados por profissionais de vendas, medicina, em apresentações em exposições, em workshops educacionais e em máquinas como caixas ATM, quiosques interactivos e máquinas de vending.

Aquando do seu cancelamento, estavam quatro jogos em desenvolvimento, tendo estes até sido mostrados ao público e publicitados na imprensa da especialidade; ClayFighter III, Descent, Ironblood e um jogo de corridas sem título. Em 1997 e 98, a Konami ainda chegou a produzir cinco títulos para as arcades baseadas na tecnologia da M2 (Polystars, Total Vice, Battle Tryst, Evil Night/Hell Night e Heat of Eleven ‘98). Em 2010, o único jogo completo para a M2 foi disponibilizado ao público, tratando-se de IMSA Racing, o tal título de corridas anteriormente anónimo.

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