1001 Spikes

Nunca o sofrimento foi tão divertido!

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Antes de mais, é importante clarificar um aspecto: se forem aquele tipo de jogador impaciente, que procura apenas jogos fáceis e acessíveis e que qualquer entrave é motivo suficiente para o porem de lado, 1001 Spikes não é para vocês. Caso procurem um jogo desafiante, com níveis inteligentemente bem feitos e um novo perigo ao virar de cada bloco, então fiquem por cá que vão gostar disto.

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Baseado nos platformers de 8-bits, pois parece que estamos a jogar numa NES, assumimos o papel de Aban Hawkins, um arqueólogo que tem a tarefa de explorar um templo repleto de todo o tipo de perigos. Um dos aspectos mais curiosos do jogo é o facto de terem, logo de início, todos os níveis à vossa disposição. Por isso, caso não consigam passar um determinado nível, podem tentar logo o seguinte e assim sucessivamente, o que muitas vezes resulta, já que às vezes ficamos a bater na mesma tecla e mais vale tentar um novo nível. O jogo é tão simples quanto isto: começa o nível e têm de encontrar a chave para abrir a porta que está no fim. Só isto. Ou melhor, seria só isto, se não tivessem pela vossa frente todo o tipo de perigos, desde blocos de onde saem picos, blocos de onde saem setas, escorpiões, derrocadas, alterações no cenário, há de tudo um pouco.

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Mas é precisamente aqui que este título se destaca. A sua dificuldade torna-o tão desafiante que, cada vez que terminamos um nível, sentimo-nos os donos do mundo, mesmo sabendo que a seguir vem mais um, no qual vamos gastar umas boas horas. Ao todo, temos 1001 vidas para completar o jogo; parece muito, mas na verdade não é, pois temos mais de 60 níveis pela nossa frente. Os controlos são simples, é só disparar e saltar, e andar de um lado para o outro. Mas dominá-los, esse sim, é o grande desafio, para começar a perceber e a antever a jogada do inimigo que, na maior parte das vezes, é o próprio nível.

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Podemos ainda desbloquear algum conteúdo novo e interessante. Ao longo da nossa jornada, vamos apanhando as Golden Skulls, que servem para adquirir novos personagens, como a filha ou o irmão de Aban, alguns modos extra, que acabam por ser pequenos mini-jogos, e ainda uma loja, onde podemos comprar outros trajes. Não adicionam nada de muito extravagante ao jogo, mas são uma boa forma de promover a repetição dos níveis. A banda sonora é maravilhosa e merece uma atenção especial. Quando damos por nós, já a estamos a cantar enquanto morremos mais umas quantas vezes. É um verdadeiro flashback aos anos 80 e 90.

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No geral, é um óptimo platformer que, apesar da sua elevada dificuldade, consegue ser muito gratificante e recompensador. Não só é bastante viciante, como cada nível está unicamente bem estruturado, fazendo com que cada um seja ainda mais estranho e bizarro que o anterior. Aconselho a qualquer fã de platformers retro, bem como aos novos jogadores, que podem aqui experimentar uma bela homenagem aos jogos desta altura.

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Veredicto
Um jogo bastante difícil mas muito divertido e recompensador. Vale muito a pena para qualquer fã de platformers.
Plataforma
3DS
Produtora
Nicalis
Autor: Goncalo Cardoso Pesquise todos os artigos por

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