Star Wars: Dark Forces

A Força é forte neste jogo

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É certo e sabido que a franchise Star Wars é um sucesso tremendo. Para além dos filmes, gerou vários livros, comics, séries de animação e claro está, os videojogos também não ficaram de parte. Para além das esperadas adaptações dos filmes, temos recebido muitos outros que atravessam os mais variados subgéneros de videojogos. No auge da popularidade do Doom, alguém na LucasArts achou que seria boa ideia lançar um first person shooter passado no universo de Star Wars, mesmo sabendo que a série sempre foi conhecida pelos seus combates com sabres de luz ou intensas dogfights no espaço. E não é que até se safaram bem?

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Aqui encarnamos na personagem de Kyle Katarn, criada propositadamente para este jogo. Kyle começou por se alistar no exército Imperial, onde adquiriu todos os seus conhecimentos de combate. Mas quando descobre que foi o próprio Império que esteve por detrás da morte dos seus pais, Kyle torna-se num mercenário ao serviço dos rebeldes, em conjunto com a sua companheira Jan Ors, outrora espiã também ao serviço dos rebeldes. Aqui a história começa um pouco antes dos eventos do primeiro/quarto filme da saga, com a nossa primeira missão a ser infiltrarmo-nos numa base imperial e roubar os planos da primeira Death Star. As missões seguintes já passam depois do primeiro filme e colocam-nos uma vez mais em missões mais estratégicas, onde nos iremos cruzar com algumas caras conhecidas.

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Essa é logo das primeiras diferenças que vemos neste Dark Forces comparativamente com outros FPS da altura: aqui é dada muita mais importância à história da aventura e não matar tudo o que mexa à nossa frente até chegarmos ao final do nível e partirmos para o próximo. Todos os níveis têm os seus próprios objectivos, que nos são passados com um briefing inicial e várias cutscenes narradas intercaladamente. Na questão do armamento temos uma notável ausência: o sabre de luz, que só apareceu na sequela. De resto temos muitas armas futuristas, explosivos e outros itens que podemos utilizar, como lanternas, óculos de visão por infravermelhos ou outros equipamentos como máscaras de gás, o que só por aí já oferecia mais variedade na jogabilidade comparativamente com outros jogos similares. Mas há mais: este e os jogos que continuaram com esta série  (Dark Knight, Jedi Outcast) sempre tiveram um foco maior em apresentar alguns outros desafios que não os combates. Os níveis aqui são bem grandinhos e com alguns puzzles para resolver, mais uma vez não é o run ‘n gun  que se calhar muitos esperavam. Isso e o sistema de checkpoints algo disfarçado, pois não é possível salvar o nosso progresso a qualquer momento como em muitos outros FPS, existindo porém alguns checkpoints invisíveis, onde renascemos caso percamos a vida algures no nível.

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A nível técnico ainda é um daqueles jogos em “duas dimensões e meia” ou seja, apresenta níveis em três dimensões, mas os inimigos são sprites em 2D. Mas mesmo não sendo completamente tridimensional como por exemplo o Quake que saiu no ano seguinte, Dark Forces já incluiu algumas melhorias técnicas que não eram comuns outros jogos similares da altura, como a capacidade de agachar, saltar, olhar para cima e para baixo. Mas picuinhices de lado, não deixa de ser um jogo graficamente bem competente para a época, com os cenários, inimigos e restantes personagens a estarem bem detalhadas. As cutscenes foram muito bem-vindas, na minha opinião, e a decisão de não incluírem actores reais em sequências de full motion video como em Dark Knight foi, para mim, uma boa decisão. No que diz respeito ao som… bom, aí é que não tenho nenhuma razão de queixa mesmo! Vamos ouvir continuamente várias melodias bem conhecidas para qualquer fã de Star Wars, o que gostei bastante. Os efeitos sonoros são bons e a narração também, já nessa altura a Lucasarts não brincava em serviço.

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Como um jogo passado no universo Star Wars, acho que esta primeira entrada na franchise no mundo dos first person shooters acabou por se sair muito bem, tanto na jogabilidade, como na história e missões que teríamos de desempenhar. Para além da falta notória do sabre de luz que só viria a ser colmatada em Dark Knight, ficou também a faltar uma vertente multiplayer, o que é pena. É certo que hoje em dia já seria algo ultrapassado, tendo em conta a larga oferta que temos no mercado de FPS multiplayer, mas penso que seria um bom extra se tivesse sido incluído na altura. Se ainda não o jogaram, recomendo que o façam e já agora as suas sequelas também, pois a história de Kyle Katarn e Jan Ors não se fica por aqui.

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Veredicto
Com um grande foco na história, exploração e vários gadgets para usar, Dark Forces deixou a sua marca nos FPS clássicos. Mais um bom jogo da saga Star Wars.
Plataforma
PC
Produtora
CLucasArts
Autor: Ivo Leitao Pesquise todos os artigos por

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