Ace Attorney Trilogy

Review 4×4

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OBJECTION!!

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Para alguém como eu, que joga imenso, títulos diferentes do vulgar são sempre bem-vindos. Não é que títulos de géneros mais comuns sejam obrigatoriamente maus, nem perto disso, mas algo diferente parece quase que nos dá motivação para experimentar mais jogos, e quem sabe encontrar pérolas perdidas que o tempo esqueceu. Mas o tempo não se esqueceu de Ace Attorney. Esta não é uma pérola perdida, mas é sem dúvida uma pérola bem grande, rara e valiosa. Esta foi uma série que teve as suas origens no Game Boy Advance, em 2001, no primeiro ano da consola no mercado, quando foi lançado Phoenix Wright: Ace Attorney. Os dois jogos posteriores desta trilogia, Justice for All e Trailsand Tribulations saíram também nessa consola, em 2002 e 2004, respectivamente. No entanto, a Capcom decidiu que estes jogos não iriam sair do Japão. Felizmente, a popularidade da série fez com que a Capcom se arrependesse e os lançasse no ocidente, mas, como ports para a Nintendo DS. São estas versões que chegam agora à eShop da Nintendo 3DS na forma de uma trilogia.

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Todos os três jogos desta trilogia seguem os casos que chegam às mãos do advogado Phoenix Wright, também apelidado por algumas personagens irritantes como Phoenix Wrong. Ao início, somos um advogado novo que tem o seu primeiro caso. Ao longo dos sucessos Wright começa a ficar mais famoso e começamos a ser tratados com um pouco mais de respeito. O enredo dos jogos é muito bom e grande parte dos casos são bastante interessantes. Há um ou outro que é violentamente rebuscado, em que temos de pensar em possibilidades tão remotas quanto a galáxia Andrômeda. Mas no geral o jogo faz um bom trabalho em dar várias pistas ao jogador, que no fim formam uma ideia do que se passa. É quase como se vos dessem as peças do puzzle e vocês tivessem que as montar, simplesmente fazem isso tudo psicologicamente. Quer dizer, podem sempre apontar tudo numa folha e fazerem esquemas etc. Agora que falo nisso, fiquei com vontade de voltar a jogar os livros das séries Aventuras Fantásticas ou Dungeons&Dragons.

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A jogabilidade divide-se em duas componentes, temos a parte de exploração e de angariação de provas e a parte onde defendemos o nosso cliente em tribunal. A exploração desenrola-se ao estilo clássico de uma aventura gráfica. Esta poderia ser algo entediante, quando temos de andar de ecrã em ecrã a entrevistar personagens e à procura de pistas no cenário, mas a verdade é que ao longo dos três jogos desta trilogia foi raríssimo me aborrecer, embora tenha acontecido. As personagens são bastante carismáticas, com personalidades bem distintas, e isso torna a exploração sempre interessante. Além disso, é raro haver momentos parados, há sempre algo novo para explorar ou algum personagem novo para entrevistar.

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Mas o tribunal é a parte mais interessante. O desenrolar de um julgamento é relativamente simples, uma personagem dá o seu testemunho e vocês fazem uma examinação ao seu discurso. Durante essa examinação podem apresentar provas que contradizem a testemunha ou pressioná-la se acharem que esta esconde alguma coisa. O vosso advogado adversário intervém pontualmente no discurso para também ele apresentar provas contrárias às vossas e tentar desconstruir o vosso argumento. O juiz toma também partido na acção como moderador de ambas as partes. É mesmo muito engraçado como o julgamento se desenrola e é aqui que vocês vão precisar de juntar as peças todas do puzzle. Se não o fizeram não vão conseguir encontrar as lacunas nos discursos das testemunhas e cometer erros que vos levam ao ecrã de game over.

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Estas conversões permitiram a que as mecânicas do jogo fossem mais bem exploradas graças à incorporação de funcionalidades com o microfone e touchscreen da consola. Os menus são agora muito mais fáceis de navegar graças ao touchscreen e a gestão/visualização do inventário está também bastante mais facilitada. A inclusão da interacção com o microfone da consola é algo com imensa piada, principalmente se estiverem num local público como um autocarro ou comboio. Durante os casos que vão resolver é possível nas secções de tribunal gritar para o microfone palavras como OBJECTION, ou HOLD IT e dá um gozo tremendo. Parece mesmo que somos parte integral da acção. Mas lá está, se o fizerem num lugar público vão pensar “epah, coitadinho, é maluco”. Estas versões para a 3DS contam ainda com a presença do 3D. Este é muito básico, simplesmente limita-se a criar três camadas diferentes de profundidade. O texto, os personagens e finalmente o cenário. Embora seja muito simples eu pessoalmente gostei de o usar, principalmente quando gritava HOLD IT e via a cara do meu adversário a contorcer-se de raiva por eu ter uma prova irrefutável.

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Todos os três jogos são geniais a todos os níveis. São muito criativos e, para quem gosta de aventuras gráficas, então é um mimo. O melhor é que o primeiro da série é muito bom e só melhora a partir daí, o segundo e o terceiro são ainda melhores. São jogos facilmente recomendáveis a toda a gente, principalmente se procuram algo diferente e super divertido. Esta trilogia, que está disponível na eShop da Nintendo 3DS por 29,95€, é também um excelente negócio. Podem pensar que é muito dinheiro por algo digital mas a verdade é que pelo preço vão ter muitas horas de divertimento. Entre os três jogos gastei quase 50 horas de vida, e foi bem gasto. O único ponto mais fraco é que nenhum dos títulos tem muito por onde se pegar numa segunda vez, simplesmente é uma repetição daquilo que já havíamos feito. Phoenix Wright: Ace Attorney Trilogy é sem dúvida algo a não perder, mas infelizmente, se já jogaram as antigas conversões para a Nintendo DS, não há aqui nada que seja suficiente para justificar a aquisição uma segunda vez.

 

 

up
Veredicto
Se têm uma 3DS e não jogarem Ace Attorney, deveriam responder em tribunal por crime contra videojogos. Uma autêntica obra-prima.
Plataforma
3DS
Produtora
Capcom

 

 

Visto por: André Santos

 

Phoenix Wright é um daqueles títulos pertinentes e diferentes no contexto de videojogos. Não foi a minha primeira experiência, apesar de até ser anterior, mas a minha iniciação em interrogatórios e investigação criminal começou todavia com CSI e os seus mais variados desafios. Phoenix Wright é inteligente e cativante, com uma jogabilidade intuitiva e que mistura vários géneros habituais, tanto nos jogos de aventura como nos point and click, sendo que o ponto alto recai nos julgamentos, que encerram grandes twits, bem como momentos dignos de um filme de Hollywood. Apesar do texto em quantidades generosas, Phoenix Wright é um jogo que merece bem a pena todo o tempo que lhe dedicarmos!

Visto por: Ivo Leitão

 

Os jogos da saga Phoenix Wright já existem desde 2002 para a Gameboy Advance, mas foi preciso a Nintendo DS sair para que nós, comuns mortais do ocidente, pudéssemos receber estes videojogos da Capcom. E ainda bem que tal aconteceu, pois estamos a falar de uma série bastante divertida. Os Phoenix Wright tanto têm as mecânicas clássicas de jogos de aventura point and click, bem como os julgamentos em si, onde vamos participando em casos repletos de humor e com mais reviravoltas do que um porco no espeto. Sem dúvida uma série a ter-se em consideração!

Visto por: Luís Filipe Teixeira

 

Adorei o Dual Destinies lançado para a 3DS. Nunca tinha jogado nenhum jogo da saga e fiquei coladíssimo com a complexa narrativa. Mas aí Phoenix Wright já contava com um enorme estatuto. Não pude deixar de me questionar como tudo começou. Graças agora à relançada primeira trilogia, pude acompanhar um ainda inexperiente advogado. Foi como voltar atrás no tempo e descobrir alguns segredos de que não fazia ideia. Finalmente algumas das conversas que presenciara faziam sentido! A narrativa continua a ser bastante inteligente e os casos a resolver cheios de reviravoltas. Obrigatório para quem gosta de uma boa história!

 

Autor: Ivan Cordeiro Pesquise todos os artigos por

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