Alex e o Templo Perdido

7
Longevidade: 7/10
Jogabilidade: 7/10
Gráficos: 6/10
Som: 6/10

Uma boa áurea à sua volta; Muito divertimento; Good Vibes

Tanto dentro de si do RPG Maker, mas e bem vistas as coisas, neste caso até é bem capaz de funcionar a favor

Se há algo que se pode desde o primeiro instante afirmar sobre este jogo, é que Alex e o Templo Perdido é sem dúvida uma muito agradável viagem no tempo, que não só resgata o espírito gamer menos contemporâneo, mas que e principalmente, revive em pleno o feeling do RPG Maker. Há 14 anos a ASCII lançava um software para Windows, de nome RPG Maker 2000, uma aplicação que permitia a qualquer um o acesso e a criação dos seus próprios jogos. Esta aplicação, além de permitir alguma liberdade à veia criativa de cada um de nós, trazia igualmente um personagem – Alex – que acabou por dar e ser a cara de vários jogos, provenientes desta aplicação.

Contudo, e com o avanço tecnológico de que esta indústria foi alvo durante estes 14 anos, o RPG Maker acabou por cair em desuso, apesar de ainda terem sido lançadas várias actualizações, com novas personagens – além de Alex – gráficos melhorados e novas mecânicas de jogabilidade. Em 2009 André Fernandes inicia o projecto que hoje aqui apresentamos, e que apenas em 2014 ficou definitivamente concluído. E em boa hora assim aconteceu.

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Alex e o Templo Perdido é um RPG de aventura e muita comédia, onde Alex reaparece melhor que nunca. O jogo tem muito bom aspecto desde o início e a história é no fundo um jogo dentro de um jogo, já que esta é precisamente sobre Alex e a aplicação. Ou seja, estamos perante um Alex – pode dizer-se, desempregado – que volta assim neste Templo Perdido à ribalta, não deixando pelo meio de ironizar, em larga escala, o que foi feito neste hiato de tempo, de uma forma divertida e bem conseguida. A somar a isso temos também novas personagens, bem como dois novos inimigos que prometem algumas surpresas.

O jogo em si, tenho que confessar, faz-me lembrar, de entre outros, provavelmente até mais clássicos dentro do género, e apesar de gráficos claramente inferiores, The Legend of Zelda Phantom Hourglass – seja pela sua perspectiva de câmara perpendicular de cima para baixo, ou até pela forma como as personagens se deslocam. Joga-se muito bem, é intuitivo e garante com toda a certeza, várias horas de boa disposição.

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O elemento de comédia que refiro reside essencialmente nos diálogos que o protagonista vai tendo com as restantes personagens com que se vai cruzando. Algumas tiradas estão mesmo bem conseguidas, as animações fluidas e contextualizadas, mecânicas de jogabilidade simples mas eficazes, o que torna este título numa agradável experiência. Os cenários estão igualmente bem conseguidos, coloridos e variados q.b. o que oferece várias horas de jogo e bastante exploração. Alex e o Templo Perdido contempla ainda alguns desafios “extra” – como por exemplo algumas acções de stealth (passar pelos guardas sem se ser detectado) – mas também side-quests que permitem ao jogador amealhar prémios. A sonoridade é catchy, a música acompanha e complementa a componente visual revelando-se uma boa companhia enquanto o jogamos.

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Apesar de ser um projecto já com alguns anos, a verdade é que o seu criador nunca o deixou morrer e veio sempre acompanhando-o. A maior prova disso é o lançamento da mais recente versão, na qual já foram corrigidos alguns bugs, sendo que podem experimentá-lo de forma totalmente gratuita. Para ajudar a tal aqui vai o (sui-generis e pouco frequente) trailer de Alex e o Templo Perdido no qual podem, se assim o entenderem, fazer o download do jogo, bem como o endereço do Facebook onde além de saberem todas as novidades, também é possível descarregar este título.

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Em suma, Alex e o Templo Perdido é um jogo a experimentar. Apesar de “velhinho” (mesmo com as ditas actualizações) e apesar da previsibilidade que se incorre ao criar algo numa ferramenta como a referida, e para a qual, é ou pode ser complicado fugir do standard, foi para mim uma boa experiência. Em suma, se o que se pretendia com este título era também entreter e relembrar os tempos áureos do RPG Maker… então, parabéns, missão cumprida!!!

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Autor: Andre Santos Pesquise todos os artigos por

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