Alien 3

8
Longevidade: 7/10
Jogabilidade: 8/10
Gráficos: 8/10
Som: 9/10

Ser um jogo fast paced, com uma boa banda sonora à altura

Pouquíssima variedade nos bosses, com um nível final que deixa algo a desejar

A franchise dos Aliens é sem qualquer dúvida uma das minhas preferidas de toda a indústria hollywoodesca. Apesar de considerar o terceiro filme uns furos abaixo dos dois anteriores, este atingiu em força a indústria dos videojogos, com lançamentos para diversos sistemas. No entanto, apesar de todas as versões (excepto a da Gameboy) terem sido desenvolvidas pela Probe Entertainment, a versão SNES é inteiramente diferente de todas as outras. Sendo assim, este Alien 3 é mais um daqueles jogos cujas versões 16bit caseiras acabam por ser inteiramente diferentes entre si.

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Mas vamos à versão que interessa para este artigo, a da 16bit da Sega. Alien 3 é um sidescroller repleto de acção e com um feeling completamente arcade. Isto porque encarnamos no papel de Ellen Ripley que corre cada nível em contrarrelógio, enfrentando hordas de aliens e… hordas? Mas no filme só havia um alien… Bom, tem de haver conteúdo para um sidescroller deste calibre. Mas basicamente é isso, o jogo está dividido em vários níveis em que, mediante o grau de dificuldade escolhido, dispomos de um certo intervalo de tempo para terminar o nível. O objectivo é sempre o mesmo, resgatar um certo número de prisioneiros e procurar a saída, enfrentando vários aliens que se atravessam no nosso caminho. Com um tempo apertado para terminar cada nível, o jogo força-nos a andar constantemente a correr de um lado para o outro, daí também ter uma costela arcade (para não referir o sistema de pontuações).

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Este é um jogo que na sua altura era considerado bastante difícil. Isto por causa da complexidade dos níveis, que para além de serem “labirínticos”, repletos de caminhos alternativos e terem o tal timer apertado para se chegar ao fim, o que não falta são aliens para abater. A menos que estejamos a jogar o Alien 3 numa dificuldade menor, se tivermos uma jogabilidade cuidadosa não há tempo para tudo; se andarmos na correria, também teremos de ter reflexos rápidos. Para combater estes bichinhos, Ripley dispõe de um arsenal à altura. Com armas icónicas dos filmes, como o lança-chamas e as pulse rifles, também com a sua vertente de lança-granadas, fazem parte de um arsenal onde também se incluem granadas de mão. Cada arma acaba por ser mais útil em diversas situações, visto que Ripley para além de se movimentar em largos corredores e plataformas, também tem de se esgueirar por condutas e escadas, sempre repletas de aliens. Um outro aspecto interessante retirado dos filmes (mas não deste, mais uma vez) é a inclusão do famoso radar que alerta Ripley dos aliens e prisioneiros nas suas imediações. Esse radar tem uma duração temporária, sendo alimentado a baterias que podemos ir encontrando ao longo dos níveis. Apesar de ter um bom aspecto, infelizmente a sua implementação não é a melhor, visto que quando surge algo no radar, já está praticamente visível no ecrã, roubando aquele efeito suspense que seria de esperar. Já os controlos são bastante simples e precisos, um botão para disparar, outro para saltar e um outro para trocar de arma. Um pormenor interessante que incluíram no jogo é o facto de quando um facehugger se prende à cara de Ripley, temos de pressionar constantemente o D-pad para que o bicho se desprenda.

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Os inimigos que temos de enfrentar, para além dos tradicionais aliens e facehuggers que saltam dos seus ovos, existem também uns aliens mutantes, bem maiores e poderosos (não estou a falar das rainhas) que servem de bosses. A cada 3 níveis enfrentamos um destes bichinhos, servindo de transição para a área seguinte. Infelizmente é pena esta repetição de bosses que segue até ao nível final, pois o jogo merecia um final bem melhor. Já que se estava numa de inventar, ao menos colocavam um combate contra uma Alien Queen

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Graficamente é um jogo competente, com os níveis a apresentarem cenários baseados em diversos locais da prisão de Fiorina 161 (Fury para os amigos), desde o seu exterior austero, passando pelas áreas comuns das celas, enfermaria ou mesmo aquelas zonas mais industriais como se vê no filme. Ainda existem algumas zonas inéditas, como um matadouro ou o interior de uma nave alienígena, mas não faz mal nenhum inventar um bocadinho. Sendo um jogo da Mega Drive, podemos contar com níveis detalhados, alguns deles com imagens de fundo impressionantes para a altura, gerando um efeito parallax muito bom. Sendo também um jogo 16bit, não podemos esperar efeitos sonoros fora de série, contudo a música do jogo está muito boa. É certo que a Mega Drive não tem as mesmas capacidades de som de uma Super Nintendo. Contudo, sempre teve vantagem em músicas que usam e abusam dos graves e de melodias mais rockalhadas. E é isto que Alien 3 oferece neste campo, uma banda sonora bem mexida, usando e abusando de guitarradas e um ou outro toque de música electrónica, encaixando-se perfeitamente no ritmo que o jogo nos impõe.

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No fim de contas, Alien 3 para a Mega Drive é um bom sidescroller baseado numa das minhas franchises preferidas. É certo que “inventaram” bastante neste jogo, mas nos anos 90 não se exigiam de maneira nenhuma adaptações realistas de filmes. Claro que se quisermos jogar a versão com melhor performance temos a versão para os computadores Amiga, mas ainda assim esta versão da Mega Drive safa-se bem. Curiosamente a Probe decidiu fazer algo diferente para a SNES, com um jogo que embora possua uma apresentação excelente, tem uma jogabilidade bem mais lenta que este jogo. Blast processing!

Autor: Ivo Leitao Pesquise todos os artigos por

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