Alien Breed Impact

8
Longevidade : 8/10
Jogabilidade : 8/10
Gráficos : 7/10
Som : 8/10

Em 1991 o commodore Amiga foi presenteado pela “Team 17” com um título fantástico chamado ’’Alien Breed’’. O jogo era um shooter visto de cima em que o jogador percorria um sem número de corredores e salas cheios de aliens. A tensão que este jogo nos proporcionava era fantástica, ainda me lembro de o jogar às escuras com o som bem alto. O jogo tinha bons gráficos e uma boa jogabilidade e tornou-se rapidamente num clássico. Mais tarde saíram várias versões como as “A.B. special edition 92” ; “A.B.Tower Assault” ou “A.B. 3D”, todas elas ainda para o Commodore Amiga. Mas o PC teve também as suas versões:, (mais recentes) “Obliteration” e Evolution EP1”.

No início de Agosto saíu uma nova versão chamada “Alien Bred Impact” tanto para a PS3 como para o PC tendo sido baseada na “Evolution EP1” . Nesta nova saga do clássico, continuamos a ter a mesma atmosfera que nos faz relembrar a velha versão de 1991. Mas todo o jogo está mais polido e trabalhado, a fazer jus à capacidade dos computadores actuais. O estilo de jogo continua o mesmo, mas agora com a vista “de cima para baixo” ligeiramente inclinada, podendo o jogador rodar o cenário 45 graus de cada vez ou para a direita ou para a esquerda.

Devido à perspectiva inclinada, um objecto que esteja encostado a uma parede no sentido cima para baixo no monitor não fica bem visível, mas tendo o jogador a possibilidade de rodar o ecran, tudo fica mais visível escolhendo o ângulo correcto para ver os objectos. Esta rotação torna-se mesmo necessária para combater o inimigo pois devido à inclinação temos mais visão no sentido da mesma, e ver antecipadamente o inimigo é por vezes a diferença entre a vida e a morte.

A mobilidade da nossa personagem é livre permitindo movimentos de 0 a 360 graus bem como apontar ao inimigo. Quando fazemos mira continuamos a deslocarmo-nos para onde queremos, mas sempre virado de frente para onde para onde fazemos pontaria. Este sistema é bastante eficaz, podemos movimentar-nos por onde queremos e  apontar em simultâneo não sendo necessário parar, nem virar no sentido da acção. Apesar de não ser um “first person shooter” nem um jogo em puro 3D, a dinamica de movimentação e visão é muito boa.

De notar que o jogo não possui um terceiro eixo, o vulgar “cima/baixo”, e fica-se apenas por 2 eixos o que pode facilitar o apontar a arma a um inimigo, mas não se pense que o jogo é fácil, pois os criadores do jogo para compensar meteram aliens a aparecer de todas as direcções sem aviso prévio. Vamos a andar e sai um do chão, ainda estamos a disparar para este quando parece outro vindo de trás ou vindo de uma parede. Temos de ter uma boa coordenação de “movimentação vs mira”.

No que toca a gráficos, não podemos dizer que sejam maus, mas não é propriamente um título que leve a máquina (seja PC ou PS3) a aquecer muito a placa gráfica. Em relação á jogabilidade o jogo vai-se tornando mais interessante à medida que vamos avançando, com um maior número de inimigos a aparecer em simultâneo, com mais armas disponíveis para comprar e para melhorar. Temos aqui na parte do melhorar, opções como aumentar o número de disparos por minuto e também o nível de estrago provocado por cada disparo. Quanto ao som, os efeitos sonoros são bons sem serem geniais, a música ambiente vai nos mantendo alerta e com a tensão no ponto ideal.

A maior falha do jogo é mesmo a repetição de estilo e jogabilidade, constantemente temos que achar uma chave/cartão para abrir uma porta, ou temos que descobrir um terminal para ligar/desligar determinada função da nave e/ou acesso a outro sector. Basicamente temos de ir para onde apontam as setas e ir disparando para tudo o que mexe.

 Apesar dos prós e contras, o seu baixo preço torna-o muito apelativo ainda mais para saudosistas do Commodore AMIGA. Para todos os que jogaram o jogo na velha máquina vão com certeza gostar deste título, mas não só o jogador mais Retro, pois o título possui várias qualidades bastante apelativas. Um jogo “tiro neles” a ter em conta.

Autor: Tiago Dias Pesquise todos os artigos por

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