Angry Birds Space

9
Longevidade : 8/10
Jogabilidade : 10/10
Gráficos : 10/10
Som : 7/10

Excelente jogabilidade | O conceito de gravidade é fantástico

Brilhante! É o primeiro rótulo com que carimbo desde já este jogo. Agora cabe-me justificar nas próximas linha o porquê de tal adjectivo.

Quando fui buscar este novo Angry Birds adivinhava novos gráficos em novos cenários, mas de longe que esperava esta nova jogabilidade. O nome “Space” traz agarrado um novo conceito que deu uma enorme espectacularidade a este jogo: gravidade variável!

O estilo em si é continua o mesmo, a fisga e os passaritos para lançar, a diferença é que não estamos mais num terreno com gravidade constante mas sim no espaço. Os porcos que temos que neutralizar tanto podem estar num pequeno asteróide pouco maior que os próprios alvos, como podem estar numa superfície maior, mais à semelhança dos títulos anteriores, mas sempre com gravidades diferentes.

Os pássaros a lançar não têm todos as mesmas características que no jogo anterior. Temos agora, por exemplo, o Lazer Bird que substitui o amarelo em que, em vez de acelerar a velocidade quando carregamos no ecrã, vai na direcção em que exercemos pressão.

Temos também agora o Ice Bird, que congela a zona onde bate, permitindo ao pássaro seguinte quebrar com mais facilidade o material original. E ainda um Space Eagle, que aparece por um portal e destrói tudo nessa zona.

Consoante um pássaro é atirado contra um corpo (excluindo objectos), vai sofrer uma acção gravítica e, se entrar no seu campo gravitacional (marcado no ecrã), vai orbitar em volta dele como se fosse um satélite, acabando por ir de encontro aos poucos com a superfície do corpo sempre com uma trajectória circular em espiral.

Para aumentar a espectacularidade, podemos ter 2 ou mais asteróides em que o pássaro vai sofrer 2 ou mais forças gravitacionais, podendo na primeira descrever uma trajectória e, ao aproximar-se da segunda, adquirir outra trajectória diferente. Imediatamente me veio à cabeça os nomes de David Braben criador do Elite, em que fez cálculos impressionantes de física e também o Artur C. Clark escritor de livros de ficção, nomeadamente autor de várias teorias revolucionarias sobre satélites.

Agora imaginem um asteróide minúsculo com as construções habituais que temos de derrubar mas umas estão de pé segundo a nossa visão e outras de pernas para o ar, pois estão no outro lado do asteróide. Estando a fisga fora do corpo gravitacional termos de lançar o pássaro de encontro à área do alvo e ver o pássaro a ser puxado para o centro do asteróide em brilhantes trajectórias circulares, podendo ou não acertar claro. De notar que as estruturas, quando desabam, as peças caem sempre para o centro do corpo, a não ser que seja no espaço sem gravidade onde ficam a “flutuar”. As estruturas de pernas para o ar vão desabar para cima e não para baixo.

Os primeiros níveis são um deleite para os olhos, dei por mim a lançar “Birds” para todo o lado só para ver como reagiam. Divinal!

Mas podemos também ter alvos em vários meteoritos ou necessitar destes para alterar a trajectória. Por exemplo podemos ter de lançar um Bird contra a periferia do campo gravítico para alterar ligeiramente a trajectória sem que o pássaro entre em trajectória de colisão com o asteróide.

Os gráficos estão excelentes com cenários bem desenhados. O som é bom, embora pudesse ter uma música aqui ou ali. E é mesmo só para arranjar um defeitozinho  à força.

Em resumo, um dos melhores jogos gratuitos para Android, totalmente viciante, uma imaginação dos criadores absolutamente genial. Depois de começar com a palavra Brilhante acabo com: Imperdível.

Autor: Tiago Dias Pesquise todos os artigos por

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