Assassin’s Creed Black Flag

8
Longevidade: 8/10
Jogabilidade: 7/10
Gráficos: 8/10
Som : 7/10

Um aumento do sistema de open world; terra vs mar

A mesma jogabilidade de AC3

Mais uma edição na série de sucesso Assassin’s Creed. Desta vez a Abstergo Industries vai explorar as memórias genéticas de Edward Kenway, um corsário Inglês tornado pirata. O Animus leva-nos assim para o ano de 1715 nas Caraíbas para uma vida de pirataria. Edward Kenway foi pai e avô das personagens Haytham Kenway e Connor respectivamente de AC3. A nova história é agora menos complexa abrindo portas para um mundo mais aberto logo desde o primeiro momento.

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Pegando nos genes do título anterior, AC4 entrega-nos o mesmíssimo estilo de jogo que apesar de ser de grande nível a uma primeira vista pode desiludir. A jogabilidade tirando um pormenor ou outro é igual a AC3. Os controlos são os mesmos a movimentação da personagem igual, o combate parte dos mesmos princípios, e os tipos de side quests são também os mesmos. Quem vem de largas horas de AC3, começa a jogar como se nada tivesse mudado (tirando a historia e cenário claro). A habituação é instantânea. Depois, aos poucos vamos descobrindo que este título dá-nos afinal mais que apenas uma mudança de cenário e história. A Ubisoft apostou num jogo mais open world com uma grande incidência de jogo no mar, tentando tirar um pouco da repetição nos tipos de missões que temos para fazer e dando um mundo mais elaborado e diversificado. A sensação de distanciamento entre plot e side quests nos títulos anteriores é anulada em boa parte nesta nova versão. O termo “exploração” enquadra-se perfeitamente e saltamos do obrigatório para o facultativo e vice-versa mais naturalmente.

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A acção passa-se maioritariamente em Havana (Cuba), Kingston (Jamaica), e Nassau (Bahamas), sob jurisdição espanhola, britânica e pirata respectivamente mas a acção decorre também (e muito) no mar. Nas três ilhas os cenários são bem desenhados contendo vida própria. Nota-se um grande estudo para retratar as diferentes regiões. As casas, o vestuário, os costume a fauna e a flora. Havana particularmente está impecavelmente retratada.

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No mar, temos o navio de nome Jackdaw para comandar. Podemos usar um monóculo para avistar embarcações e determinar que tipo de tripulação tem bem como a sua carga. Pode ser usado também para estudar pequenas ilhas, algumas possuem itens para apanhar e animais para caçar. No combate podemos atacar navios inimigos e abordá-los em secções de autêntica pirataria. Ao capturarmos um navio ficamos com a sua carga. O tipo de movimentação foi herdado de AC3, podemos comandar o barco em qualquer direcção, aumentar ou abrandar a velocidade por intermédio das velas, e disparar canhões. Para fazer abordagens temos de levar o nosso barco até muito perto da embarcação adversária, depois ou saltamos ou usamos cordas penduradas nos mastros para fazer entradas em grande estilo. O mau tempo pode trazer uma dificuldade extra, nevoeiro cerrado é um problema para avistar outros navios e ilhas.

Para o barco temos vários upgrades disponíveis para fazer como reforçar cascos e mastros, aumentar a potência de tiro etc. Será igualmente necessário arranjar uma tripulação para o Jackdaw.

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AC4 uma vez mais possui um grande nível gráfico, cheio de ricos detalhes. As distâncias de desenho estão muito boas com tempos de leitura muito bons, a acção flui sem nenhum salto para leitura de cenários, impecável. Nota-se apenas um pouco de ausência de tons vermelhos mais vivos mas o que se percebe tendo em conta a flora e o tipo de habitação presentes no jogo. O mar está muito bem feito com grandes efeitos embora longe da qualidade soberba de GTA V.

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O som não compromete mas não é maravilhoso, os sons no mar, seja das ondas, vento, chuva, dos canhões ou de uma barulhenta abordagem está bem feito mas sem uma nota por aí além. O som em terra também não está mau, mas fica longe de transmitir o ambiente que o mar nos dá.

Fica ainda a nota que a Ubisoft disponibiliza uma aplicação para dispositivos móveis compatível com várias plataformas de jogo onde podemos por exemplo usar um tablet como mapa de jogo ou base de dados do Animus.

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Para pontuar este jogo tenho obviamente de ter em conta que é uma sequela. Não tenho dúvidas que se este fosse o primeiro jogo da serie levaria um “9”, como não é fica pelo “8”. Para os fãs da série, garanto-vos que vão gostar. Vão passar o tempo divididos entre terra e mar num óptimo balanço entre os dois espaços físicos.

Autor: Tiago Dias Pesquise todos os artigos por

One Comment on "Assassin’s Creed Black Flag"

  1. Nuno Vinagre 17 December 2013 at 22:06 - Reply

    Muito bom… SUBERBO… Estou a adorar…
    Está-me a fazer lembrar os meses que estive agarrado ao SID MEIRE´S PIRATES para o commodore AMIGA corria o ano de 1990.
    Acho ainda que este vai ser o primeiro AC que nao vou parar de jogar quando acabar a campanha… Vamos ver… 🙂

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