Battlefield 4

8
Longevidade : 7/10
Jogabilidade : 8/10
Gráficos : 7/10
Som : 9/10

Multiplayer de grande nível, bom sistema de tiro.

Single player pobrezito, muito facilitismo com as munições.

Os FPS nos últimos anos tem trazido poucas inovações no modo campanha, sejamos francos, a jogabilidade pode vir a cada título um pouco diferente mas tirando a evolução do audiovisual e os diferentes cenários e história, o resto continua semelhante. Andar, correr, abaixar, arma principal e secundária, corpo a corpo, granadas, mapas, abrir e fechar portas, enfim, todos os FPS tem a mesma veia a bombear o mesmo tipo de sangue. O que muda são os pormenores e o detalhe de uma jogabilidade que cada editora vai limando e aperfeiçoando. BF4 no primeiro impacto cai nesta situação. Os primeiros cinco minutos foram o esperado, os controlos já completamente standards caíram que nem uma luva nos dedos, fui tudo instantâneo. Mudar de arma, granadas, apontar, esconder etc., tudo foi imediato.

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Os minutos seguintes foram de espanto no que toca a eficácia na pontaria. Não me recordava de no BF3 ser tão… como direi, estranho. Acertar em alvos a média e longa distância é muito mais complicado do que possa parecer. Dei por mim a gastar quatro, cinco balas para acertar no malandro do chinês que estava totalmente dentro da minha mira. Este novo Battlefield parece que reviu muito bem a eficácia de tiro mediante várias variáveis, tornando tudo mais realista. Numa arma de assalto com mira convencional, quando o traço vertical está em cima de um soldado estando este a trinta metros, um milímetro mais para um lado ou para outro (leia-se pixéis) pode ao fim de tantos metros traduzir-se em vários centímetros de diferença. Como exemplo, se esticarmos o braço e segurarmos um pionés com a ponta para cima e apontarmos para uma pessoa nesta mesma distância vamos ver que ambos estão mais ou menos com a mesma largura, e que basta um milímetro para a esquerda ou direito para falharmos o alvo. Se convertermos um milímetro para pixéis tendo em conta a profundidade, vamos ficar com… pois mais ou menos um  pixel arredondando a coisa. Ou seja se um jogo for real mas mesmo real, garanto-vos que vão falhar muito mais muito mais tiros do que o que estão habituados em FPSs. BF4 a meu ver faz esta abordagem melhor que a concorrência. Se disparamos apenas um tiro é quase certo que falhamos a longa distancia, são necessários vários. Se for de rajada por um lado sobe a percentagem de êxito, por outro lado diminui devido ao coice constante da arma e a consequente dificuldade em apontar. Para armas com mira de infravermelho a coisa melhora, mas não muito. A regra geral a usar deverá ser, rajada para distâncias curtas com alvos em movimento e tiros soltos para médias ou longas distancias, ou mesmo curtas para alvos parados. Atenção que com rajada e com o grau de insucesso na pontaria ficamos rapidamente sem balas. O equilíbrio entre tiro solto, rajada e as distâncias de tiro está genial dando uma grande dose de simulação. Excepção para as armas potentes de sniper que acertando em cheio no peito de alguém (com um zoom daqueles sabemos que está no sitio…) muitas vezes não o derruba à primeira.

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Mas não é só o sistema de tiro que está impecável, os pormenores de combate estão elevados, com grande envolvência transportando-nos muito bem para dentro do cenário.

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Tirando o modo Multiplayer, já lá vamos, não tenho muito mais para dizer bem, temos alguns pormenores menos bons, temos constantemente caixas de munições em todos os quadros e não dei conta destes depósitos de munições serem limitados. Por exemplo se apanharmos um tanque inimigo, vamos ter minas anti-tanque (ilimitadas) mesmo ali á mão, muito facilitismo neste aspecto. Outra nota negativa no meu entender, é que depois de usar uns binóculos com tecnologia de topo para identificar os inimigos no cenário via infravermelhos e detectores de calor, alguns inimigos continuam visíveis depois de usar os ditos, mesmo que estejam atrás de uma parede de cimento, conseguimos ver tudo a olho nu. Ainda pensei que fosse um resultado da audição da personagem e fosse a posição de um inimigo (algo tipo The Last of Us), mas seria complicado saber se alguém está em pé ou abaixado, ou  até se está virado para a esquerda ou direita. Enfim, aqui perdeu realismo e facilitou mesmo muito o ataque ao quadro.

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Um factor que não compreendi é a razão porque o nosso personagem, que em várias missões supostamente é o líder do grupo, não abre a boca uma única vez e em vez de dar ordens acaba por receber indicações dos outros colegas. Só não digo que é inexplicável porque o jogo às vezes dá a possibilidade de indicar para quem o grupo deve apontar. Se tivermos vários grupos de inimigos no ecrã podemos indicar (não falando, lá está…) em que grupo se deve focar atenções. Agora as decisões de parar, avançar, aguardar, atacar etc., são dadas por todos, menos por nós.

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Falemos da inteligência artificial, fraca, na maioria das situações o inimigo parece desprovido de qualquer táctica de ataque ou defesa. Flanqueamentos não são visíveis, e para além de dispararam a única coisa que se vê constantemente são as granadas atiradas de longa distância milimetricamente para as nossas costas, nunca vi uma granada atirada sem ser certeira. Mas não é só o inimigo, o nosso grupo também não funciona da melhor maneira, o posicionamento no terreno é sempre o mesmo, se morrermos e repetirmos o quadro vemos que tudo se repete, as movimentações serão as mesmas não sendo influenciadas pelo decurso do combate.

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Como se não bastassem todos estes pontos menos bons, a duração de jogo em modo campanha é muito curta.

Graficamente falando aposto que este título terá opiniões bem variadas. Vou salientar que joguei em PS3 e não em PC. Apesar de os gráficos estarem regra geral bons, não são nenhum deleite para vista, alguns cenários estão até bastante bons mas outros parecem ter alguns anos. Se vir como um todo, diria que estão aceitáveis embora fique um passito atrás do que estava à espera depois do BF3. A versão em PC pia mais alto com grafismo mais apurado, mas é a versão PS3 que aqui falo. Apesar de ter bons detalhes, a questão é que a boa qualidade gráfica não é constante ao longo de todo o jogo.

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No campo do som a nota é bastante elevada, com efeitos de tiros e rajadas bem conseguidos, bons efeitos de distância.

Agora saindo do single-player e entrando no Multiplayer, aí sim, o jogo ganha mais vida, mais alma. Temos aqui um maravilhoso jogo online, com quadros brilhantes e bem pensados como campo de combate. O jogo de equipa parece-me muito mais importante que por exemplo no Call of Duty Ghosts. Em BF4 a colaboração entre jogadores é crucial e gratificante, mas se por um lado é mais necessária e interessante, por outro lado requer disciplina e orientação entre jogadores.

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No conjunto final temos aqui um grande FPS principalmente para jogo online. O modo campanha de Single player, não está mau, mas não é seguramente aqui que vai buscar os pontos.

Autor: Pushstart Pesquise todos os artigos por

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