Bounty Monkey

5
Longevidade: 3/10
Jogabilidade: 5/10
Gráficos: 7/10
Som: 5/10

Gráficos bem conseguidos

Falta de originalidade

Pitfall, Temple Run, Nosferatu, Ski Safari, Agend Dash, Jetpack Joyride ou Rayman Jungle Run são alguns dos mais aclamados endless runners e consequentemente os mais directos competidores daqueles que ousam lançar um jogo do estilo. É verdade que o mercado de jogos para plataformas móveis é por vezes imprevisível, e qualquer título pode tornar-se num sucesso sem razão aparente, mas tirando estes golpes de sorte, há uma razão para estes jogos se terem tornado em sucessos de vendas.

Bounty Monkey é o décimo jogo da portuguesa Battlesheep, e provavelmente o que mais sucesso fez, o que até nem é de estranhar, muito em parte devido ao burburinho que os jogos ditos acima criaram. Este endless runner tem todos os ingredientes que fizeram dos jogos casuais o fenómeno que são hoje, só falta algum tempero. Bastante tempero.

A nossa personagem é um pequeno macaco que tenta fugir dos piratas que o perseguem. A narrativa não é de todo complexa, nem tinha de o ser e a início o jogo parece apresentar-se de maneira bastante conseguida.
É no gameplay que o caldo se entorna… Logo a princípio os controlos mostram-se imprecisos e teimam em fazer desta experiência de jogo (que podia até ter um resumo bem diferente) algo um pouco frustrante, principalmente para quem ainda está a começar a habituar-se à tão recorrente mecânica do tap-to-jump. Mas parece que habituar-nos às manhas do jogo será mesmo o nosso único desafio. Não há muito por onde ser original num estilo que já foi tão explorado nos últimos tempos, mas há com certeza mais por onde escavar no que toca às mecânicas. O jogo pouco ou nada traz de novo. Desde os mounts aos “bosses” que vão aparecendo, nada parece trazer a brisa fresca que tanto ansiamos.

Os gráficos, contudo, são definitivamente bem conseguidos a nível técnico e criativo mas já começa a passar o tempo em que um jogo bonito era o suficiente para se tornar num bom jogo, ou mesmo se tornar num rentável.
É de salientar o trabalho da Battlesheep que conseguiu um trabalho gráfico ao nível de empresas internacionais e com muito mais calo. É uma pena que tudo fique por aí.

Contas feitas, Bounty Monkey não é um mau jogo, mas também não vai ficar nas nossas memórias.
Num mercado com tanta oferta do estilo, há sem dúvida melhores e bem mais desafiantes opções.
Acabo por me sentir desiludido pelo que o jogo prometia, mas falhou em concretizar. A Battlesheep no entanto está no bom caminho, só falta um pouco mais de risco e coragem.

Autor: Diogo Martins Pesquise todos os artigos por

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