Bravely Second: End Layer

Preparem-se para uma das melhores histórias de sempre!

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Bravely Default foi considerado um dos melhores, se não o melhor, RPG para a 3DS na altura em que saiu, tanto pela crítica como pelo público em geral. Pessoalmente, e tendo-o jogado, considero-o fantástico com todos os elementos clássicos de um JRPG, que serviu para mostrar que este género ainda está bem vivo e de muito boa saúde. Quando vi anunciarem uma sequela, pensei que talvez fosse difícil melhorar algo já tão próximo da perfeição e que seria apenas um segundo capítulo com algumas melhorias insignificantes. Tal era a dimensão do meu engano… Bravely Second não só é melhor que o seu antecessor, como é dos melhores RPGs que joguei nos últimos anos. Isto deve-se, em grande parte, à história, uma das mais belas, cativantes e frenéticas que já experimentei. Mas… vamos com calma, pois já iremos aprofundar e contemplar esta bela narrativa. Primeiro, vamos aos pontos essenciais e necessários de referir.

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Para quem nunca jogou o primeiro título ou caiu aqui de pára-quedas, Bravely Second é um “aparente” tradicional RPG, com combates por turnos e com todos os elementos característicos do género, desde a exploração pelo mundo e respectivas masmorras, cidades onde podemos melhorar os equipamentos, descansar e recuperar forças para as infinitas batalhas com todo o tipo de monstros. Ora, isto é o que grande parte dos RPGs oferece, sendo que a diferença é que este o faz de uma forma sublime e única, que o tornam um jogo fabuloso.

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É fantástico constatar como os criadores conseguiram criar uma excelente história, conciliando novos personagens, todos eles cheios de vida, com os do primeiro capítulo. Após o salvamento do mundo no jogo original, Agnès torna-se líder da Cristal Orthodoxy, uma organização que baseia as suas crenças e fé no Crystalism. Prestes a conseguir um concílio com o Duchy of Eternia, eis que surge Kaiser Oblivion, um tipo misterioso e maléfico que invade o castelo e rapta a jovem Agnès. O jovem Yew, o protagonista deste novo capítulo e membro da Cristalguard, acorda do coma provocado pelo ataque e é confrontado com a terrível notícia. Com isto, já estão mesmo a imaginar o que vai acontecer a seguir. Yew, juntamente com Edea, outra cara conhecida, Magnolia, uma estranha rapariga caída da lua e um jovem que vai acordar do seu sono profundo para se juntar à festa, compõem a equipa-maravilha que vai em busca de Agnès e de derrotar os maus da fita. Contudo, preparem-se, porque os plot twists e as mudanças na narrativa são constantes, tornando-a viva e complexa. A partir daqui, estarão por vossa conta, prontos a explorar um dos mundos mais bonitos e formidáveis dos RPGs.

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O sistema de combate mantém o mesmo estilo do jogo anterior, o qual faz as delícias dos jogadores. O sistema de Bravely Default continuam e, já no primeiro, foram a grande inovação. Utilizando o Default, ficam em posição de defesa, sofrendo menos dano, mas também não atacam. No entanto, ganham uma acção extra. Usando o Brave, podem gastar estas acções que tinham prontas a descarregar. Existe ainda o Bravely Second, um ataque gigante e mortífero que pode ser usado com SP. Isto torna o combate muito mais táctico, algo que com certos bosses vai ser precioso. Esqueçam os auto-attacks, já que raramente funcionam. Uma das óptimas adições dentro do combate é o sistema Bring It On. Caso consigam derrotar os adversários num só turno, têm a possibilidade de fazer outro combate e ganhar 1,5x da experiência, se bem que, desta feita, com tipos mais fortes. Podem ainda pedir ajuda aos vossos amigos, através do Street Pass ou internet, uma espécie de mãozinha extra. Existe, também, uma opção sobre a regularidade com que acontecem os combates. Através do menu, podem escolher se querem estar constantemente à pancada, ou se não querem encontrar o mais pequeno inimigo. É uma boa forma de intensificar o treino, quando é preciso, ou dar liberdade ao jogador para explorar os mapas sem ser interrompido. O importante é não descorar, mantendo sempre o equilíbrio.

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O sistema de classes, ou Jobs mais propriamente dito, é fantástico e torna-o ainda mais versátil. Em vez de terem as habituais classes predefinidas, existe a possibilidade de usar qualquer uma em qualquer personagem. A própria construção do jogo e dos diferentes inimigos justifica, precisamente, isso. Vão, várias vezes, precisar de alguém que cure a vossa equipa, todavia, no combate a seguir, precisam de dano mágico potente. Cabe a vocês decidirem o que escolher. De início têm apenas uma classe, o Freelancer, mas à medida que vão progredindo e derrotando certos inimigos, vão ganhando novos Jobs. E, acreditem quando vos digo, não são poucos, mais de vinte e cinco, sendo que nove deles são novos. Há de tudo um pouco, desde o padre, passando pelo tipo com técnicas felinas, aos mais conhecidos guerreiros. Todos eles únicos e incrivelmente detalhados.

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Além de todos estes aspectos, é importante referir a variedade dos locais e da qualidade gráfica que o jogo apresenta. Vê-se que houve um esforço em melhorar as personagens e os cenários apresentam mais profundidade. Se utilizarem o 3D, é uma verdadeira maravilha. Até o voice acting é muito bom, não havendo espaço para vozes irritantes ou monótonas, tão tipicamente abundantes neste tipo de jogos, o que acaba por conferir ainda mais vida ao jogo.

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É, sem qualquer dúvida, o melhor RPG que já joguei nesta consola. Tirando a questão, que já existia no anterior, relacionada com as micro transacções, para conseguir SP e outras regalias, o jogo é muito equilibrado e faz tudo muitíssimo bem. O som, gráficos, combates, a liberdade na exploração e, especialmente, a história fazem de Bravely Second um jogo completo como há muito não se via. Queremos o terceiro!

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Veredicto
Um dos melhores jogos da 3DS e o seu melhor RPG.
Plataforma
Nintendo 3DS
Produtora
Silicon Studio
Autor: Goncalo Cardoso Pesquise todos os artigos por

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