Bravo Team | Revista Digital de Videojogos PUSHSTART

Bravo Team

A mesma guerra de sempre, mas em realidade virtual.

Pelas mãos do mesmo estúdio que criou a série Until Dawn e The Impatient, chega também Bravo Team, mais um título para o PlayStation VR.

Penso que estejamos numa altura em que temos uma espécie de situação de corda bamba da realidade virtual, em que se procura um equilíbrio entre oferecer uma boa experiência e o explorar e puxar pelos limites da tecnologia. Isto significa que é ainda normal termos software que, ao tentar ir mais para um lado desse espectro, naturalmente perca alguns pontos no outro. O que resulta daqui é, portanto, uma de duas coisas: ou temos um jogo que explora bastante (ou tenta) a tecnologia, mas que falha um pouco na entrega de uma boa experiência, ou vice-versa.
No caso de Bravo Team, apesar de conseguir ver pontos bastante positivos, penso que peca em ambos os departamentos. Mas vamos por partes.

De uma maneira geral, Bravo Team é um FPS de guerra num ambiente moderno, à semelhança de títulos sobejamente conhecidos, como Call of Duty ou Counter Strike. As mecânicas de cover shooting e todos os movimentos presentes neste género estão presentes aqui, portanto podem esperar alguma familiaridade. No entanto, tratando-se de um jogo de realidade virtual, não podia ser apenas isso.

 

Do ponto de vista tecnológico, é evidente onde acertaram mais: a imersão na acção é conseguida, até certo ponto, o que torna o ambiente mais realista e faz com que o nosso nervosismo aumente em consequência disso.

No outro lado do espectro, como disse anteriormente, temos o factor experiência, algo em que Bravo Team peca bastante. As mecânicas são bastante básicas, pois a única coisa que podemos fazer é cobrirmo-nos num obstáculo, apontar, disparar e mandar o nosso avatar movimentar-se para o obstáculo seguinte, um pouco à semelhança dos on rail shooters (também podemos dar ordens ao nosso companheiro, mas é possível passar níveis inteiros a ignorá-lo completamente). A acção é repetitiva, fruto dessa simplicidade e escassez de opções na parte das mecânicas, e o nosso objectivo passa sempre por limpar uma horda de inimigos, avançando de um ponto de cobertura para o outro, até chegarmos à “meta”, esgotando a fórmula logo nos primeiros dez minutos de jogo. Como diz o adágio popular, vira o disco e toca o mesmo.

Outro problema com que me deparei (apesar de não saber se é um problema geral ou se aconteceu apenas comigo) foi o facto de, algumas vezes, o movimento de mirar usando o comando da PS4 não ser muito preciso e “fugir” do sítio em que deveria estar por a câmara ter algumas dificuldades em se ajustar. Não foi algo recorrente, mas aconteceu algumas vezes perder o foco do que estava a fazer e sofrer algum dano inimigo por causa disto.

Ainda assim, apesar de ser um título algo básico e não apresentar algo de diferente para o género dentro do VR, Bravo Team tem os seus pontos positivos, principalmente no departamento gráfico e no multiplayer, podendo oferecer uma boa experiência para quem gosta deste tipo de jogos.

Trailer de lançamento: 

up
Veredicto
Mais um título para o VR que, apesar de bem executado tecnicamente, se preocupou mais em seguir a moda do que em inovar. Bastante repetitivo e faz perder o interesse nos primeiros 10 minutos.
Plataforma
PlayStation VR
Produtora
Supermassive Games
Autor: Miguel Coelho Pesquise todos os artigos por

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