Call of Duty: Infinite Warfare

Há uma história para contar, mas o que é que isso importa? Tiros, isso sim é fofinho!

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A última vez que peguei num título da série Call of Duty, ainda esta se desenrolava no século passado, e com metralhadoras Thompson M1. Sim, foi há muito muito tempo!!! Por isso, ao experimentar o novo episódio anual desta colossal série, não me posso considerar um veterano nestas lides. Neste momento sou apenas um curioso, que quer andar aos tiros e divertir-se um bocado, depois dumas horas pesadas de trabalho. Todavia, será que preciso de tiros virtuais para relaxar? Bem, só há uma maneira de descobrir.

Enquanto escrevo estas linhas, é claramente evidente que a série evoluiu, desde que lhe peguei há uns valentes anos. Porém, uma questão atormenta-me, “será que preciso de comprar os títulos que falhei nos últimos anos ou será que posso arrancar já com este?”. Aqui talvez fosse aconselhável fazer uma pequena pesquisa, mas tal também seria fazer batota. Por isso, disco Call of Duty: Infinite Warfare na PlayStation 4, comando na mão, e que os deuses dos videojogos estejam comigo!

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Logo para começar, todo o jogo parece ser um episódio de uma série televisiva de ficção científica, como Battlestar Galatica ou Stargate Universe, só que ao contrário de ter começado a ver desde o início, parece que aterrei logo na segunda temporada. Ou seja, há nomes, facções, eventos, pessoas que me aparecem no ecrã e das quais desconheço por completo a razão da sua importância. O jogo parte do princípio que eu sei quem eles são. Claro que sei. Ok, não vou mentir, é tudo algo confuso.

Estava igualmente curioso para ver como a tecnologia evoluiu nas cutscenes e se as actuações das marionetas 3D, estariam melhores. Sinceramente… não sei! É complexo. Vejo aqui um esforço por parte da Infinity Ward em inserir actuações com muita atenção aos movimentos e linguagem corporal, assim como ao voice acting, mas, sinceramente, tudo me parece demasiado artificial. Como se fosse um robot, a tentar fingir que é humano, mas que acaba por exagerar. As animações mexem-se demasiado ou então estão estáticas. Não existe um meio termo. Por vezes, parecem uns troncos (imóveis e serenos) e, noutras ocasiões, comportam-se como se tivessem sobre o efeito de substâncias psicotrópicas. Não me convence! Nem mesmo utilizando Kit Harington – o actor conhecido como Jon Snow da série A Guerra dos Tronos – parece melhorar a situação. O seu avatar parece não ter expressão ou sangue quente, pois conta-me coisas, supostamente terríveis, mas que, mesmo assim, não me fazem acreditar nele. Enfim, mesmo apesar destes anos todos, estas personagens no ecrã continuam a ser marionetas. Não me parecem vivas. Bem sei que desejam contextualizar-me no mundo de Call of Duty: Infinite Warfare, porém, deixam algo a desejar. Incrivelmente, a personagem mais humana que encontrei é o robot Ethan. Irónico, não é?

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Eventualmente, lá tive de andar aos tiros. Existe alguma variedade, e se por vezes controlo a minha personagem numa superfície, dentro de uma confusão de tiros sem fim, noutras fases do jogo, posso circular em veículos, onde continuo armado, só que desta vez em Rambo espacial. Infelizmente, ou não, aquele ecrã de game over acabou por ser tornar demasiado familiar. Apareceu mais vezes do que aquelas que gostaria de admitir. Posso parecer um Rambo, contudo, sou uma espécie de Rambo geriátrico, que passa a vida a correr de um lado para o outro, a disparar mais apostado na fé do que propriamente na pontaria. Se a minha personagem falasse, diria algo como “ahhhhhhh”, seguido de um muito audível palavrão, que traduzida significa, obviamente, a emissão da sua certidão de óbito… pela milésima vez. Graças aos deuses dos videojogos isto é só uma simulação. Se um dia fosse realmente para a guerra, acho que durava um par de minutos, sendo lembrado, possivelmente, como o pior soldado da minha unidade. O homem geriátrico que corria desenfreadamente, que nem uma barata tonta, ao mesmo tempo que disparava como se fosse um aspersor de relva enquanto gritava incoerências verbais.

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Isto leva-me a outra questão. O armamento disponível. Este continua a ser verdadeiramente impressionante. Há armas para todos os gostos e feitios, com nomes pomposos, cheio de números e siglas. Infelizmente, estou velho e mal me lembro de quantas são ou até o que fazem. Simplesmente pego no que me aparece à frente e disparo. Tornei-me rapidamente numa espécie de salada bélica, que se tivesse de atirar tijolos, também o faria. Não tenho preferência, desde que façam o seu trabalho e que me mantenham vivo durante mais uns segundos, afastando o já demasiado familiar ecrã de game over. Mentes mais jovens, provavelmente conseguem classificar e ordenar tudo melhor. Eu admito, não consigo. Enquanto aquilo tiver balas, é para usar. Se acabarem, siga para a próxima. O meu pensamento estratégico nestes jogos, é nulo!!!

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Em suma, Call of Duty: Infinite Warfare, é algo divertido, talvez até fofinho o suficiente para relaxar umas horas. Mas se são como eu, e não estão muito envolvidos na série, não esperem perceber muito da narrativa. Acho que há uma guerra civil e esse é o motivo de tanta confusão. Quanto ao resto, há armas e veículos com fartura para se armarem em Rambos do espaço sideral. Nada de complexo. Vêem um inimigo? Ok, então nesse caso, dêem-lhe um tiro. Simples.

Se quiserem andar aos tiros, num ambiente de ficção cientifica, então Call of Duty: Infinite Warfare cumpre o desejado. Não esperem é compreender muito do que se passa. Simplesmente, disparem e rezem pelo melhor!

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Veredicto
Super fofo. Recomendado para quem quer dar uns tiros num ambiente de ficção científica.
Plataforma
PS4
Produtora
Infinity Ward
Autor: Ivan Flow Pesquise todos os artigos por

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