Child Of Light

9
Longevidade: 6/10
Jogabilidade: 9/10
Gráficos: 9/10
Som: 9/10

Um jogo que nos remete para o imaginário de criança. Bom sistema de combate

Jogabilidade demasiado fácil

Review 4×4

Review Principal

Child of Light é um jogo peculiar. Um grupo de canadianos ter a ideia de fazer um jogo à imagem dos antigos JRPG´s é no mínimo peculiar. Esta palavra teve um significado constante do inicio ao fim. Quando tomei conhecimento que este jogo ia sair baseado no motor gráfico de Rayman Origins e Legends não parei de imaginar o quão bom poderia ser. E agora que já o joguei não posso poupar elogios ao novo título da Ubisoft.

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Child of Light conta-nos a história de Aurora, uma princesa que após um acontecimento trágico acorda em Lemúria uma terra imaginária digna de contos para crianças. Cabe então a Aurora embarcar numa missão de restituir o sol a lua e as estrelas que foram roubadas pela Dark Queen. A narrativa da história é-nos contada através de rimas, que por vezes são um pouco rebuscadas, mas tal torna o jogo ainda mais credível e apetecível. Não deixando de parte todos os elementos que um RPG deve ter, no decorrer do jogo encontramos personagens que, ajudamos e que nos ajudam a repor a ordem em Lemúria.

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De facto são essas mesmas personagens que dão sal e pimenta à mecânica do jogo, pois elas possuem habilidades específicas que ajudam no decorrer dos combates. E é nos combates por turnos que o jogo ganha a sua graça. Ao estilo de Grandia II o combate desenvolve-se através de uma timeline. Esta está dividida em duas secções, uma de espera e outra de invocação ou ataque. É precisamente no ataque que reside a estratégia, pois se dermos dano antes do opoente, podemos quebrar o ataque e recuar o ataque dele ganhando preciosos segundos. Apesar de o conceito ser simples dá um grau de ansiedade ao combate mas positivo. Provavelmente o único defeito do jogo para mim é ser extremamente fácil e o nível de experiência ser tão fácil de acumular, o que para um jogo baseado em JRPG´s é estranho visto que estes normalmente são tudo menos fáceis. Ao acumularmos experiência podemos distribuir por novas habilidades, ou melhor as mesmas como já vimos em jogos como por exemplo Final Fantasy X.

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Caminhar pelos cenários, que parecem telas de aguarela vivas tem o seu encanto e voar é mágico. A articulação das personagens, que parecem saídas de um teatro de papel, encaixa perfeitamente na mística do jogo. Foi fácil para mim por vezes parar e apenas ficar a olhar para a beleza do mundo que foi desenhado. A música, sempre num tom nostálgico, acompanha o jogo de uma forma perfeita, tendo os seus picos nos momentos-chave.

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De facto Child of Light é um raio de luz no seu género, pois através da sua pequena história remete-nos para um imaginário que há muito não tinha e contrariando os jogos do género que teimam em grandes produções e que muitas vezes rapidamente ficam vazios de conteúdo. Pequeno em tamanho é um facto, mas também pequeno na carteira. Termino esta análise exactamente como a comecei. Resumindo: Child of Light é um jogo peculiar.

 

Visto por: Luis Teixeira

 

Existem vários motivos para se gostar deste RPG. Os cenários que nos fazem lembrar quadros de aguarela, a história e diálogos todos eles construídos em forma de poemas, a banda sonora agradável ao ouvido. Há muito tempo que não conhecia um jogo que me fizesse acreditar realmente na magia do seu mundo. Um mundo poético. Um mundo minimalista, mas de uma riqueza tal… Existe aqui uma clara demonstração de que cada detalhe foi criado com imensa dedicação. Mas não só. A paixão pelo projecto é notável. Caso contrário nunca teria nascido um rebento desta dimensão. Um verdadeiro Child of Light.

Pontuação: 10
Visto por: Miguel Coelho

 

Primeiro estranha-se, depois entranha-se. Child of Light destaca-se principalmente pelos cenários idílicos, semelhantes a páginas de um livro infantil, coloridas a aguarela e pincel pelo mais habilidoso dos artistas. A jogabilidade é simples, mas bem construída o suficiente para se manter interessante e desafiante durante várias horas. A única coisa negativa que consigo encontrar será talvez a possibilidade dos pontos mencionados anteriormente (o artwork tipo conto de fadas infantil e a jogabilidade e mecânicas simples) não agradarem a adeptos mais hardcore de RPGs “tradicionais”.

Pontuação: 8
Visto por: Ivan Cordeiro

 

Child of Light é um jogo muito interessante, mas infelizmente é tão estranho como interessante. O facto de ser um RPG por turnos é para mim um ponto a favor que desperta quase de imediato o meu interesse. Além da campanha algo curta para um jogo do género, não lhe aponto nada de negativo. No entanto foi impossível passar por cima do quão diferente este jogo é do normal RPG japonês, em termos de design gráfico. O meu cérebro teve uma batalha muito interessante entre adorar o estilo gráfico e ao mesmo tempo achá-lo completamente fora de contexto. Mesmo assim é um jogo muito bom, recomendável a todos os que gostam do estilo.

Pontuação: 8

 

Autor: Francisco Pereira Pesquise todos os artigos por

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