Crash Bandicoot: The Wrath of Cortex

9
Longevidade : 7/10
Jogabilidade : 9/10
Gráficos : 8/10
Som : 8/10

Jogo divertido e com uma jogabilidade bastante simples

Poderia existir um pouco mais de inovação

Provavelmente são poucos os jovens na casa dos 20 anos que nunca tenham tido o prazer de viver as aventuras de Crash Bandicoot durante a infância. Eu obviamente não fui excepção e esta foi sem dúvida uma das sagas que mais horas em frente à televisão me proporcionou. Existe algo neste marsupial geneticamente alterado que ainda hoje me faz ter vontade de agarrar nos comandos e derrotar o não tão génio do mal Neo Cortex.

Crash Bandicoot: The Wrath of Cortex é o quarto título do género plataformas da série e o primeiro a ser desenvolvido pela Traveller’s Tales. Precedeu à icónica Naughty Dog, que ditou a fórmula de sucesso para esta saga. Nos títulos seguintes o jogo começou a perder muito daquilo que era a sua essência e eventualmente deixou de ter um lugar de destaque no mercado.

Em Wrath of Cortex é dada continuidade à história que já havia sido iniciada nos jogos anteriores. Crash é o resultado de uma experiência de laboratório mal sucedida de Neo Cortex, que acaba por querer ver-se livre dele devido à sua inutilidade nos seus planos maléficos de conquista do mundo. Crash Bandicoot revolta-se e inicia assim a sua demanda em busca de vingança. Ao longo de todos os jogos, Crash está sempre acompanhado pela sua irmã Coco e por Aku Aku, uma máscara que, sempre que está disponível, salva Crash das situações de morte iminente.

A história começa com uma reunião entre os vilões do jogo. Nela é discutido o fracasso na última tentativa de aniquilar o nosso marsupial (em Crash Bandicoot Wraped) e acaba por ter como consequência a libertação dos Elementals, um grupo de máscaras com a capacidade de controlar os quatro elementos da natureza. É ainda introduzido Crunch, também ele um marsupial geneticamente modificado mas que fica no lado dos vilões. Começa assim a demanda pelos 4 “mundos” de cada elemento com 5 níveis cada.

A dinâmica do jogo é em tudo semelhante aos jogos anteriores. Dentro de cada nível de jogo temos diversos tipos de caixas que nos fornecem, além dos checkpoints, Aku Aku’s e vidas, temos as indesejadas caixas de nitro que nos matam com um simples toque e as de TNT e, por fim, as típicas caixas básicas que nos fornecem fruta Wumpa, uma mistura entre pêssegos e maçãs que, quando acumuladas até 100 unidades, nos dão uma vida extra.  A novidade é uma curiosa caixa invisível com olhos que permite ao Crash Bandicoot ficar também ele invisível, o que lhe permite a passagem por entre raios laser. Para derrotar os inimigos continuamos a contar com o já conhecido poder rotativo que põe Crash a rodopiar como um tornado, mandando pelos ares tudo aquilo em que toca. É também possível efectuar uma espécie de chapa, além do normal salto em cima dos inimigos.

Após ultrapassarmos os 5 níveis de cada mundo, o boss respectivo fica disponível que depois de o derrotado nos permite arrecadar ainda um poder especial. Entre estes poderes temos todos aqueles que era possível encontrar nos jogos anteriores. São eles uma bazooka que dispara wumpas, a habilidade de correr, o duplo salto e a capacidade de girar por mais tempo. Existe ainda um powerup inovador que permite ao jogador atravessar suavemente por cima de caixas de nitro sem que estas rebentem. Em cada um destes bosses o jogador enfrenta Crunch, que é ajudado pela máscara de cada elemento natural respectiva ao nível.

Além dos cristais que temos de recolher em cada nível, e que são essenciais para avançar no jogo, existem ainda outros tipos de objectos essenciais para completar o jogo na sua plenitude. São eles as Relics, que são obtidas completando dentro do tempo necessário, os Time-Trials de cada nível; as gemas que nos são dadas se destruirmos todas as caixas do nível; por último as gemas coloridas, obtidas em determinados níveis através das Death Routes, que apenas se tornam visíveis se chegarmos a um determinado ponto do nível sem ainda termos morrido. Lembro-me claramente da frustração que era cada vez que passava pelas plataformas e não sabia como as poderia pôr utilizáveis, pois ainda não sabia desta condição para isso acontecer. Não saber como as desbloquear foi uma das grandes tristezas da minha infância. Além das Death Routes, temos ainda as Gems Routes, que se tornam visíveis após obtermos a gema colorida (amarela, vermelha, azul, roxa e verde) correspondente a cada nível.

Relativamente aos veículos, em Wrath of Cortex existe uma maior diversidade do que nos jogos anteriores. Podemos andar de jeep, jetpack, libelinha e montar um robô. Existe também uma maior exploração no tipo de níveis. Além dos já comuns níveis subaquáticos e aéreos, temos ainda um inovador nível onde estamos dentro de uma espécie de bola de hamster, o que dificulta bastante, pois é necessária uma maior destreza, mas é sem dúvida um ponto favorável e que devia ter sido ainda mais explorado. Os gráficos deste quarto título da saga Crash Bandicoot estão francamente melhorados, o estilo de desenho animado continua presente mas existe um aspecto mais limpo. Os níveis são cheios de cor e bastante apelativos visualmente. As músicas são as que sempre acompanharam esta série de jogos, um pouco repetitivas mas que se adequam perfeitamente ao estilo de cada nível. Os efeitos sonoros também estão adequados e têm a capacidade de ficar a ecoar na nossa cabeça durante um bom bocado.

Apesar de não ter trazido nada de novo à restante série, Crash Bandicoot: Wrath of Cortex não desiludiu os fãs deste amigável marsupial, apesar de não ter atingido os valores esperados no mercado. Continuou a ser um jogo divertido, onde se pode passar um momento agradável. Não obstante terem sido explorados diversos tipos de jogos com o nome de Crash, como por exemplo, karts, plataformas é definitivamente o estilo que mais chama jogadores. Apelando ao meu lado mais saudosista, espero sinceramente que saía mais um título desta saga onde se volte às origens e retomem este estilo de jogo.

Autor: Silvia Farinha Pesquise todos os artigos por

2 Comments on "Crash Bandicoot: The Wrath of Cortex"

  1. Rui Murteira Gomes 14 May 2015 at 17:26 - Reply

    Cheguei a expeirmentar este crash mas não me cativou muito achei o um pouco chato. Gostava de voltar a ver um crash como os da ps1, aquele crash team racing era das melhores coisas que havia para jogar em multiplayer

  2. Wendy 6 March 2017 at 14:45 - Reply

    Gostei muito dessa ideia de revista on line ,sou muito fã dos jogos do crash bandicoot são todos demais ????????????????

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