CSI: Crime Scene Investigation Unsolved!

8
Longevidade : 8/10
Jogabilidade : 8/10
Gráficos : 8/10
Som : 4/10

O fenómeno da série, conhecida entre nós como CSI: Crime Sob Investigação, retrata a vida de uma equipa de cientistas forenses que têm a missão de desvendar os mais diversos crimes que ocorrem nas agitadas noites de Las Vegas.

CSI: Unsolved é o mais recente jogo da Ubisoft para Nintendo DS com base nesta série televisiva e posso garantir-vos (e digo isto mesmo a sério) que qualquer nível está perfeitamente à altura de um episódio. Preparem-se também para dispensar algumas horas para cada caso. Na abertura do jogo somos presenteados com um genérico e uma versão adaptada da já tão conhecida música dos “The Who”, “Who are You”. Logo aqui a imagem que transparece é muito positiva. A estrutura do videojogo é muito semelhante à da série, um acontecimento que resulta na morte de alguém ao qual somos chamados para investigar. O jogador é um criminalista que acabou de entrar para o turno da noite e vê-se confrontado com um caso para resolver. Em cada ocorrência temos uma personagem original da série – para a qual quero destacar o nível de detalhe e de qualidade gráfica. A semelhança entre os actores e os “desenhos” são evidentes e de louvar. Aliás a nível gráfico este CSI: Unsolved é um jogo bastante limpo e com uma definição notável.

Numa primeira instância temos que fazer o processamento da cena onde ocorreu o crime para recolher todas as provas. Para isso temos à disposição todas as ferramentas a que a série já nos habituou (desde a máquina fotográfica, o spray luminol, a pinça ou até mesmo a película adesiva para fixar partículas) e é o jogador a ter que escolher qual a que mais se adequa ao objecto que pretendemos recolher. A mecânica e a jogabilidade resume-se à recolha das provas, ao processamento das mesmas, ao consequente interrogatório dos suspeitos que “vão caindo que nem tordos” – graças às nossas capacidades forenses – e à conclusão do caso. Todo o desenrolar dos casos é sustentado a partir de diálogos, que são de longe um dos pontos mais positivos, tanto pela sua actualidade como pela componente científica. Estes atingem o seu auge no momento dos interrogatórios – que são sem dúvida a melhor componente do jogo (e talvez a mais difícil também). Isto porque quando o suspeito mente, o jogador tem que escolher e apresentar de uma lista de provas, aquela que refuta a mentira dita. Em caso de erro (e apenas podemos errar por três vezes), a narrativa não é interrompida, recorrendo para isso a frases de continuidade, como por exemplo “Not so fast CSI Santos” proferidas por Jim Brass. Acreditem que quando isto acontece sentimo-nos verdadeiramente intimidados.

Os locais de acção variam entre o laboratório, a sala de interrogatórios e as diferentes cenas de crime. O laboratório apresenta secções direccionadas para cada tipo de provas encontradas. O processo de análise destas é também muito intuitivo e sem dúvida que nalguns casos nos faz pensar… e muito. São cinco casos cada um com um grau de dificuldade gradual sendo um óptimo jogo para “puxar pela cabeça” e ao mesmo tempo um excelente divertimento.

O som é mesmo o elemento mais fraquinho de CSI: Unsolved. No inicio até chega a passar por aceitável transmitindo a ideia que a música está adequada mas essa ideia depressa cai por terra com o acumular de horas jogadas, de tal forma que quando damos por ela já silenciámos discretamente a consola e finalmente podemos apreciar o que está em causa. Apesar deste pequeno senão é um jogo que aconselho vivamente a quem gosta do género ou mais que não seja, a quem gosta da série, pois pelo menos por algumas horas, sentimo-nos verdadeiros criminalistas.

Autor: Andre Santos Pesquise todos os artigos por

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