Disruptor

8
Longevidade : 6/10
Jogabilidade : 8/10
Gráficos : 9/10
Som : 8/10

Controlos intuitivos e gráficos muito bons

Jogo de certa forma curto, apesar dos seus 13 níveis

 “Think fast, shoot fast, and kick ass”. É esta a frase que nos é dita no início do jogo e que dá assim o mote para esta história. Disruptor foi o primeiro jogo desenvolvido pela Insomniac Games, que posteriormente desenvolveu êxitos como Spyro the Dragon, Ratchet & Clank e, num género mais semelhante, a série Resistance. Foi lançado em Dezembro de 1996 e foi bem recebido pelo público em geral, mas sobretudo pelos amantes de Doom, devido às suas semelhanças com este jogo.

Damos vida a Jack Curtis, um soldado recentemente chegado aos LightStormers, uma organização militar com o objectivo de combater os inimigos da Aliança da Terra, em missões que se desenrolam entre Marte e as várias estações espaciais espalhadas pelo Universo, cujo transporte é feito através de uma máquina de teletransporte. É este ambiente futurista que nos espera assim que entramos no mundo virtual de Disruptor. Uma das principais características deste first-person-shooter, que o distinguia dos restantes e que salta à vista desde logo, são as pequenas cenas com actores reais que antecedem cada nível, criam uma narrativa fluída que vai além da história que cada missão nos conta.

Ao longo de 13 níveis em ambientes interiores e exteriores sempre diferentes, enfrentamos 20 tipos de inimigos. Bolas de espinhos e robôs com serras eléctricas, passando por uma espécie de moscas assassinas e ratos mutantes, constituem a variada parafernália de inimigos que não hesitam em atacar-nos ao mínimo movimento. Dizer que muitos dos níveis são um verdadeiro desafio não é realmente um exagero, pois em Disruptor temos de tudo. Desde níveis em contra-relógio, a pesadelos que se passam no interior da nossa mente e que contribuem para um ambiente verdadeiramente alucinante que muita das vezes põe à prova a velocidade dos nossos dedos para responder aos ataques mortíferos dos nossos inimigos. É igualmente obrigatório referir que a opção mapa torna-se uma mais-valia à qual nos primeiros níveis não damos grande valor mas que posteriormente se torna fundamental.

Os controlos resumem-se ao básico, e no entanto são o suficiente para nos entreter durante horas a fio. As únicas opções de que dispomos são saltar, disparar, abrir e uma outra opção que nos permite utilizar uma espécie de arma psicológica que é também uma das particularidades de Disruptor. Esta opção permite-nos que, juntamente com o nosso arsenal de armas, utilizemos a nossa mente para dar choques eléctricos aos inimigos ou simplesmente para aumentarmos a nossa vida, enumerando apenas algumas das opções. Relativamente ao armamento, este é muito variado e encontramos armas que vão desde as mais normais, a estranhas armas alienígenas que cumprem completamente a sua função.

Outro aspecto que em muito ajuda ao ambiente que nos envolve é a banda sonora que em todos os níveis é diferente e apresenta sempre características futuristas que trazem algum suspense ao jogo. E não posso deixar de mencionar os efeitos sonoros que são realmente um deleite. Podemos apreciar desde o som subtil dos nossos passos ao efeito que a nossa arma tem quando atinge os nossos inimigos e estes caem no chão.

Disruptor dá-nos sem qualquer dúvida a totalidade da experiência de um FPS que apresenta bons gráficos, boa jogabilidade e é capaz de proporcionar várias horas de entretenimento. É um caso onde a simplicidade foi de facto a fórmula vencedora.

Autor: Silvia Farinha Pesquise todos os artigos por

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