Dracula 5: The Blood Legacy

Com que então é assim que Dracula termina

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Depois de todos estes anos, anuncio o fim desta sangrenta saga. Em 2011, comecei por analisar Dracula: Resurrection e, em 2015, chega o último capítulo à PUSHSTART: Dracula 5: The Blood Legacy.

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Quem tem acompanhado as minhas análises sabe que adorei os primeiros 3 capítulos, enquanto que o 4º acabou por se revelar, para além de muito curto, péssimo. Ora, este 5º é uma sequela directa do anterior que, por acaso, é ainda mais curto. Para terem uma noção, se juntarmos este a Dracula 4: The Shadow of the Dragon, ambos acabam mesmo, ainda assim, por ser mais curtos do que qualquer um dos jogos anteriores. Tendo em conta que a história continua no mesmo ponto onde acabou no 4 capítulo e que não existe qualquer diferença no tipo de jogabilidade, dá-me a parecer que esta divisão foi feita propositadamente para que houvesse um maior número de produtos à venda. É, literalmente, a continuação de um jogo que se apresentava inacabado.

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Se tudo continua igual, então os pontos positivos e negativos também permanecem iguais. O mais grave deles é mesmo a ausência de expressões faciais dos personagens. Parece, de facto, que estamos a falar para o boneco. Os cenários podem ser espectaculares, mas as animações são terríveis. Os puzzles também são do mais básico que há. Aliás, até me parecem ser mais fáceis de resolver do que antes. Todas as soluções estão logo à vista. Se encontramos um objecto, sabemos que já o vamos estar a usar passados 3 minutos.

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Um dos factores que nos poderá incentivar a pegar neste jogo é a curiosidade em assistir à conclusão da história. Aqui vem já a primeira desilusão. O interessante cliffhanger no final do capítulo anterior… acaba por se revelar como sendo um sonho. Bem, muito obrigadinho, sim?!

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Depois de termos encontrado o valioso quadro, que se pensava desaparecido, cabe-nos agora testar a sua autenticidade. Entretanto, são criadas relações entre este e Drácula e, quando pensamos que estamos quase a terminar a nossa missão, o quadro é roubado. A história é pouco original, mas confesso que até consegue ganhar a nossa curiosidade. O caminho leva-nos até 3 locais diferentes: Nova Iorque, Istambul e Chernobyl. Apesar de serem poucos (ainda por cima, já tínhamos estado em Istambul), gostei da inclusão de Chernobyl, pois é algo pouco frequente nos jogos.

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Apesar dos cenários continuarem fantásticos, já nada de gótico existe aqui, como se pode imaginar. Característica típica de alguns dos capítulos anteriores, ainda que perceba a tentativa de mudança. Apesar de tudo, o ambiente continua mesmo a ser o melhor do jogo. Se já antes estávamos na presença de sons vindos ninguém-sabe-de-onde, nenhum deles se compara aos deste jogo. Os mais marcantes são mesmos os gritos de dor e agonia ao longe. Subtileza é algo que não existe aqui. Mas, claro, depois existe o tal som do vento, corvos e outros bicharocos. A acompanhar isso, temos a banda sonora que até é bastante interessante. Esta vai ao encontro do local onde nos encontramos. Gostei especialmente da música que nos acompanhava enquanto nos situávamos em Chernobyl, é a que apresenta um tom mais misterioso e também mais assustador… e eu sou maluco por coros.

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Por falar em ambiente, guardei sempre um parágrafo para descrever cada cemitério inserido em cada um dos títulos. Todos eles possuíam uma identidade muito própria, mas enquanto jogava este, não parava de dizer a mim mesmo: “acho que não vamos ter nenhum cemitério aqui, acho que não…” e não tivemos mesmo nenhum cemitério aqui! Por um lado, fiquei triste, porque, pela primeira vez na saga não tivemos direito a apreciar o ambiente deste, por outro, compreendo, porque estamos perante uma sequela directa do 4, já ela bastante curta. Por quantos cemitérios haveria de passar a nossa protagonista neste curto espaço de tempo? No entanto, o 2 também era sequela directa do 1 e tivemos direito a 2 cemitérios. Oh, bem… é uma pena.

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Para compensar, adorei os inúmeros easter eggs alusivos aos outros jogos. Antes de mais, esta série sempre contou com easter eggs. No primeiro, tínhamos o túmulo de Bram Stoker (agora vêem a diferença que um cemitério faz?), já no terceiro, a referência ao filme alemão Nosferatu. Neste tínhamos easter eggs de todos os jogos anteriores, ainda que aquele que mais prazer me tenha dado a encontrar tenha sido o diário do Padre Arno Moriani. Este foi o protagonista de Dracula 3: The Path of the Dragon. Afinal, apesar das histórias serem completamente diferentes, sempre se passava tudo no mesmo universo. Aconteceu foi há muito tempo atrás…

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Para terminar, o final. Apesar do confronto com o Drácula, estamos aqui perante um dos finais mais secos de toda a história dos videojogos. Quase tão mau quanto Pong. Sem grandes cenas cinemáticas, sem grande história, aliás, sem qualquer conclusão satisfatória. Termina e pronto. E quando pensamos que este se trata do último de 5 jogos, tudo isto se torna ainda mais pobre… Será realmente o último? Já foi oficializado, pelo menos. É burlesco termos um jogo ridiculamente curto. E um final daqueles? Senti-me insultado.

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É uma pena que esta análise não possua o entusiasmo dos anteriores, ainda por cima por ser a última. Todavia, a culpa é do jogo. Onde se encontra a paixão que presenciei no trabalho de Dracula: Resurrection, Dracula 2: The Last Sanctuary e Dracula 3: The Path of the Dragon? Porque é que Dracula 4: The Shadow of the Dragon e Dracula 5: The Blood Legacy me pareceram tão apressados? Vamos rezar para que haja um 6º capítulo e que sejam outras pessoas a pegar nele. A esperança é a última a morrer…

up
Veredicto
É uma pena que uma saga que começou tão maravilhosamente bem, tenha terminado assim. Joguem apenas os 3 primeiros.
Plataforma
MAC
Produtora
Koalabs Studio

 

Autor: Luis Teixeira Pesquise todos os artigos por

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