Dragon Quest VII: Fragments of the Forgotten Past

Que bela sensação de nostalgia!!

banner

A minha primeira experiência com esta famosa série de RPG, criada em 1986, foi na Playstation 2. O título era Dragon Quest VIII: Journey of the Cursed King, e foi o primeiro jogo da série a chegar a território europeu. O que é que estes factos têm a ver com este jogo para a portátil da Nintendo? – É que Journey of the Cursed King é o meu jogo favorito da PS2 e um dos mais belos que já experimentei na vida. Por isso, quando iniciei este Dragon Quest VII, pela primeira vez, tinha as expectativas bastantes altas. Passadas várias horas neste fantástico mundo, concluí que as expectativas foram superadas: estou perante um dos melhores títulos para a 3DS – obrigatório para qualquer adepto de RPGs “à antiga”.

img1

Tudo começa numa pequena vila quando o nosso herói, filho de um pescador, com a ajuda de um príncipe rebelde e curioso, descobre uns estranhos fragmentos que o transporta para novos continentes prontos a serem descobertos. Apesar de simples e de demorar um pouco a arrancar no início, a história consegue agarrar o jogador para o mundo virtual, tornando-se aliciante explorar novos locais e inimigos. Reconheço que já experienciei narrativas melhores nesta série, mas parece mesmo que é impossível estes tipos fazerem más histórias.

img5-1

Porém, o que mais me fascinou foi ter sempre a prefeita noção de que, além de estar a jogar um remake do original, lançado em 2000 para a PS1, a série Dragon Quest consegue sempre surpreender. Apesar de não revolucionar em nada o estilo, é incrível como estamos em 2016 a jogar algo tão simples, apelativo, divertido e que recorre a uma fórmula clássica, que poderia tornar-se datada, mas que, felizmente, é o grande toque que o define o. O cel-shading colorido e vivo dos gráficos, que tirando raros bugs, são uma verdadeira obra prima visual, e a banda-sonora que só séries deste calibre conseguem manter, fazem deste Dragon Quest um título superior aos lançamentos na Nintendo DS. Para ajudar à festa, têm um sistema de personalização de personangens e de classes, que afectam directamente todos os vossos atributos, que vos oferece ainda mais liberdade de escolha para compôrem a vossa equipa. São cerca de trina e cabe ao jogador decidir o estilo com que mais gosta de enfrentar as batalhas.

img6-2

Um dos momentos que vou guardar para sempre na minha memória é o primeiro encontro com os três pequenos slimes, o monstro mais conhecido da série. Já faziam alguns deste a última vez que tinha jogado um Dragon Quest e poder voltar a este fantástico combate por turnos clássico foi algo de fantástico. Mais uma vez, apesar de ser uma fórmula usada e re-usada, encaixa sempre bem e, pela primeira vez em alguns anos, deu-me mesmo prazer poder fazer combates por turnos.

img8-1

Dragon Quest VII é um mundo gigantesco dentro de um pequeno cartucho, que só a simples descoberta de um novo tesouro ou de uma nova aldeia, vos vai proporcionar momentos muito bons. Não é para todos os jogadores, sendo que aqueles que nunca gostaram de RPGs por turnos e histórias “clássicas” também não é agora que se vão tornar fãs, mas qualquer apreciador de um bom RPG “old-school” vai ter aqui dezenas de horas para explorar e lutar neste belo mundo.

up
Veredicto
Um fabuloso RPG “old-school” que já fazia falta a esta geração. Dragon Quest nunca desilude.
Plataforma
3DS
Produtora
Square Enix
Autor: Goncalo Cardoso Pesquise todos os artigos por

Deixe aqui o seu comentário