Dungeons & Dragons Birthright: Gorgon’s Alliance

7,5
Longevidade : 9/10
Jogabilidade : 9/10
Gráficos : 5/10
Som : 7/10

Três jogos diferentes num só | Estratégia político-militar única

Gráficos deixam muito a desejar | Problemas com a câmara nos modos RPG

Querendo diversificar o seu catálogo, a empresa Wizards of the Coast criou o setting Birthright para o seu popular jogo de tabuleiro Dungeons and Dragons. Este seria um jogo de estratégia político-militar ao invés do típico RPG a que fomos habituados, no entanto a aposta não lhe saiu tão bem quanto esperavam, isto porque as regras exigiam um número elevado de jogadores assim como demasiados cálculos mentais.

Felizmente em 1997 a Sierra lançou uma versão videojogável deste setting, tentando manter toda a complexidade do jogo de tabuleiro sem exigir mais pessoas ou cálculos mentais para ser usufruído.

A história de Gorgon’s Alliance é muito básica, o Monarca de Anuire faleceu sem deixar herdeiro e agora um dos vários regentes terá de subir ao trono. Enquanto isto o reino está sob perigo dos exércitos de uma criatura conhecida como Gorgon, que envia espiões para criar dissidências entre os vários regentes.

O jogo está dividido em três partes: um jogo de estratégia político-militar por turnos onde formamos alianças, treinamos exércitos, melhoramos as infra-estruturas dos nossos reinos, cobramos impostos, declaramos guerra, etc. Neste modo o jogo é particularmente complexo e difícil, mas é também a parte mais forte deste título; no entanto, se o jogador achar que existem demasiadas opções poderá reduzir o nível de detalhe estratégico, ou seja, certas acções mais complicadas não serão utilizáveis, simplificando as partidas.

A segunda parte do jogo são as batalhas militares. Neste modo somos colocados num campo de batalha onde teremos de liderar os nossos exércitos; este modo é bastante semelhante à saga Total War, até usa um grafismo semelhante (mas mais rudimentar) ao Shogun: Total War. No entanto Gorgon’s Alliance é bem menos realista, existem unidades que usam magia e até podemos usar artefactos especiais para virar a maré da batalha.

O terceiro e último modo é o de RPG. Aqui aceitamos missões recomendadas pelos nossos conselheiros onde teremos de recolher relíquias e/ou assassinar um alvo, aqui controlaremos directamente o regente da nossa facção e podemos levar até um máximo de três generais connosco; o combate pode ser feito por turnos, semelhante a jogos como Final Fantasy, ou então em tempo real, semelhante a jogos como World of Warcraft. As recompensas destas missões serão aplicadas aos outros dois modos: podemos por exemplo encontrar uma relíquia que aumenta a taxa de impostos cobrados, ou uma relíquia que aumenta a lealdade das nossas tropas, a nossa equipa também aumenta de nível à medida que ganha experiência, tornando os nossos heróis mais resistentes não só no modo em RPG mas também nos combates militares.

Infelizmente, a secção de RPG não é perfeita, os gráficos deixam muito a desejar, usando um motor de jogo semelhante ao do First Person Shooter Doom. O problema é que em Gorgon’s Alliance – muitas eram as vezes em que eu não conseguia ver o que estava a fazer por ter a câmara apontada para a parede.

Se o jogador não estiver interessado na campanha, é possível jogar qualquer um dos três modos em separado, completamente independentes entre si.

No geral Gorgon’s Alliance é um jogo único, nem tudo o que faz fá-lo bem, mas a verdade é que são poucos os títulos que conseguem misturar três géneros diferentes e serem bem-sucedidos.

Autor: Goncalo Tordo Pesquise todos os artigos por

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