Elliot Quest

The Quest of Elliot: His First Adventure

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Não é novidade nenhuma que os jogos indie estão em alta e, se alguns conseguem apresentar gráficos capazes de fazer frente a grandes produções, a verdade é que a maior parte deles recorrem ao estilo retro. Elliot Quest é um desses jogos. Este, para além de apostar visualmente no factor nostálgico, também vai buscar elementos a jogos antigos.

O jogo que mais vezes me veio à mente foi o Zelda II: The Adventure of Link e acho que não houve preocupação em esconder tal coisa. Pelo facto de estarmos a jogar um RPG em sidescroll, pelo facto de possuirmos armas muito parecidas (como a bomba, por exemplo), pelas cidades onde podemos recuperar energias, pelo facto de por vezes termos de eliminar todos os inimigos para que o próximo portão seja aberto. Hmm, e também pelo facto de um dos random habitantes nos dizer assim: “Viste o meu pequeno gato? Ele chama-se Link”. Ah, e pelo facto de na própria página Kickstarter estar lá: “Elliot Quest is inspired by Zelda II: The Adventure of Link”. A isso tudo digo: “ainda bem”. Tem-se visto ultimamente uma clara adesão por parte dos jogadores ao segundo jogo Zelda.

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Mas estaria a mentir se dissesse que tudo em Elliot Quest fosse uma cópia de algo passado. Este consegue ter obviamente uma identidade própria. O demónio Satar lançou um feitiço sobre Elliot. Este feitiço é um bocado estranho, pois para além de o transformar lentamente num demónio, impede-o de morrer (está então justificada a mecânica das vidas infinitas). A história vai-se desvendado em forma de monólogo e pouco mais. É como que se estivéssemos a filosofar sobre o que está a acontecer no momento.

De facto são escassas as descrições no próprio jogo. Raramente nos é dito onde nos encontramos ou o que é para fazer a seguir, dando-nos aquela liberdade de exploração. Felizmente estamos perante um level design que nos ensina a jogar, ou seja, se acabamos de receber um novo power up, sabemos que o vamos ter de utilizar no segmento a seguir. Falta descobrir como. Por outro lado, iremos ter mais tarde a oportunidade de escolher como superar certo desafio, tendo em conta as várias armas que possuímos.

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Indo ao encontro dos tempos da NES, posso dizer que o jogo não é fácil. Fácil é perdermo-nos nos vários locais, o que, lá está, nos obriga a recorrer à típica exploração. Entretanto podemos sempre fazer upgrade às nossas capacidades, eliminando inimigos, coisa que aconselho vivamente, pois estes também nos vão começar a comer a cabeça com o tempo. Posso dizer que é necessária a devida cautela e/ou até paciência porque não vale a pena “ir a abrir” de um sítio para o outro. O nosso arsenal, porém, é extenso. Tão extenso até que podemos considerar essa uma das principais distinções deste jogo.

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Elliot Quest não vai revolucionar nada e até posso dizer que apesar de ser um muito bom jogo, infelizmente irá cair no esquecimento daqui a uns anos. Mas para quem anda farto de jogos modernos e quer sentir as mesmas sensações que os seus pais sentiam há uns anos atrás, esta é uma óptima escolha.

 

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Veredicto
Um jogo que apesar de possuir identidade própria, oferece principalmente algo aos mais nostálgicos.
Plataforma
Wii U
Produtora
Ansimuz Games
Autor: Luis Teixeira Pesquise todos os artigos por

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