F1 2010

8
Longevidade : 8/10
Jogabilidade : 8/10
Gráficos : 6/10
Som : 9/10

A Codemasters já nos habituou a bons títulos na área do volante, mas, este F1 2010 roça o brilhante. Devo, desde já dizer, que não passa de brilhante a genial por culpa própria devido a ligeiros erros/bugs, que nem sem sequer são difíceis de resolver, e de um tema ausente no jogo, mas já falaremos disso.

Este jogo é um simulador de formula 1 puro muito ao género de GP da microprose. Tem como opções base e já tradicionais:  fazer o campeonato (2010), fazer uma simples corrida, ou rodar livremente pelos circuitos em busca do melhor tempo e afinação. Temos também disponíveis opções para multiplayer. No que toca a ambiente e envolvência todos os circuitos foram reproduzidos fielmente. O detalhe gráfico é impressionante, circuitos, carros, árvores, asfalto, bancadas, tudo está bem retratado.

Um dos pontos fortes do jogo é o sistema meteorológico, segundo o produtore Paul Jeal, o mais avançado e complexo de sempre num jogo de automóveis e não temos dúvidas. Durante o fim de semana de um “Grande Prémio”, podemos ter tempo limpo na 1ª secção de tempos livres em que usamos pneus slick e vamos vendo o céu a fechar com o decorrer do tempo, até se verem as primeiras gotas de chuva a cair e onde mudamos para pneus “intermédios” e começamos a ver as diferenças de comportamento no carro. Depois podemos ver o tempo a piorar e a chover mais e  temos que passar para pneus de chuva e novamente vemos o carro com outro comportamento. Podemos mais tarde ver a pista começar a secar e a criar uma trajectória mais seca onde a aderência é obviamente maior e podemos tentar mudar novamente para intermédios ou, se já necessário, para slicks. É claro que com slicks nesta trajectória seca não temos grandes problemas, mas, se sairmos dela e levarmos os pneus a uma zona molhada vamos ver o carro a perder aderência. A mudança de tempo foi muito bem conseguida.

Em termos sonoros corresponde à expectativa tendo em conta que é um jogo de automóveis e que o som predominante é o som do motor, ainda mais de um F1. Mas temos ainda em som, o contacto com as boxes e os diálogos com a imprensa.

O jogo tem tal como anteriores jogos de F1 a possibilidade de alterar mecanicamente o carro, alterar o ângulo das asas (spoilers), o escalonamento da caixa de velocidades, a altura e dureza da suspensão etc… convêm, aqui, ter umas noções básicas de mecânica, e este  é um dos pontos negativos deste F1 2010, o jogo vem com um manual mínimo em que nada ajuda neste campo, apesar de as opções no jogo nos indicarem basicamente para que servem, podem não ser suficientes para quem não está por dentro do tema. Neste aspecto o GP2 (microprose) por exemplo, vinha com um livro com mais de 100 páginas. Pode não ser muito óbvio que baixando e endurecendo a suspensão, o carro pode agarrar melhor, mas, não lida tão bem com a subida dos correctores nas curvas, que por exemplo para subirmos constantemente os correctores em “Montreal-Canada” não podemos ter a suspensão muito baixa e dura. Por isso, o melhor é mesmo fazer muitos testes. Vamos levar algum tempo a verificar na prática que para suspensões baixas elas têm de ser mais rijas e que mais altas tem de ser mais moles. Testando as diferentes configurações em circuitos tão diferentes como Monza ou Mónaco tiramos as conclusões, mas são lentas, requer tempo e muitas vezes vai parecer que não sentimos diferença entre a configuração A e a B, mas ela está lá. É duro mas compensa. De notar ainda, que um jogador já com experiência vai ter para qualificação uma configuração para um carro mais rápido e talvez menos confortável de guiar, pois o objectivo é 1 volta muito rápida nos 3 períodos de qualificação, enquanto que para corrida vai configurar o carro  para um andamento um pouco mais lento, mas, mais estável e manuseável para várias dezenas de voltas.

 

Mas tal como dissemos no inicio, é genial mas não brilhante devido aos vários bugs que estão a ser reportados, como por exemplo, depois de entramos na box para mudar de pneus, só nos deixam arrancar quando todos os pilotos da box já saíram perdendo imenso tempo;  não conseguimos ver a lista de tempos no 3ª sector da pista quando em treinos ou qualificação;  quando entramos na Box a direcção fica em modo automático e não temos uma transição da pitline para a box de um modo suave; o carro entra na pitlane sempre a direito não dando para desviar para nenhum lado e só vira para o lado dos mecânicos muito em cima deles, fazendo uma curva quase a 90 graus que no mínimo nos arrancaria os rins ao piloto. A lista de “ligeiros” bugs continua, mas, estamos confiantes que os updates ao jogo não tardarão a aparecer.

Mas a grande falha do jogo, o derradeiro ponto negativo é não ter um sistema de telemetria como tinha a série Grand Prix da Microprose. Com a telemetria poderíamos ver por exemplo o curso da suspensão da roda, permitindo ver o quanto é que podemos baixar ou subir sem chegar aos tectos mínimos/máximos. Como não temos telemetria, temos que experimentar ir subindo/descendo os valores até conseguirmos o melhor acerto para termos o melhor tempo por volta. Quem sabe, na próxima versão a Codemasters nos dê esse miminho.

Nos prós Vs contras, temos um jogo muito bem desenvolvido, com excelentes gráficos, e uma jogabilidade muito boa. A durabilidade do intertenimento é longa, temos em termos de campeonato um máximo de 7 temporadas,  mas é um simulador daqueles que voltamos sempre a jogar de vez em quando só para fazer uma corridinha em modo “single race” para disfrutar de Silvestone , Mónaco etc… para quem prefere a simulação ao arcade, este é o jogo ideal.

Autor: Tiago Dias Pesquise todos os artigos por

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