Final Fantasy VII

9
Longevidade: 10/10
Jogabilidade: 9/10
Gráficos: 8/10
Som: 9/10

Uma história com contornos épicos | Excelentes cutscenes que revolucionaram por completo o género

Os controlos poderiam ser melhores, pessoalmente não gostei muito do sistema de materias, prefiro algo mais tradicional

Review 4×4

Review Principal

 Apesar de ter vivido bem a geração Playstation, confesso que nunca tinha jogado o Final Fantasy VII até agora. O facto de sempre ter preferido consolas da Sega e Nintendo terá sido certamente a razão que me fez ter essa lacuna. O máximo que tinha feito foi jogar 10min do demo do jogo para PC quando saiu, e como o jogo corria com um framerate tão baixo que mais parecia uma apresentação em powerpoint, nunca mais lhe quis pegar. E mesmo tendo este título na minha colecção há quase 2 anos, apenas muito recentemente reuni a motivação suficiente para finalmente voltar a pegar num dos nomes mais badalado de todo o catálogo da Squaresoft. E de facto, ao fim de todos estes anos consigo perceber o porquê de tanto hype em relação a este Final Fantasy em particular. É merecido.

Final Fantasy VII (10)

Para além de apresentar uns visuais em 3D repletos de épicas cutscenes em CG, coisa que apenas com o hardware da Playstation foi possível obter, outra das grandes revoluções do jogo foi a passagem de um cenário de fantasia medieval, para uma mistura desse mundo com outro mais sci-fi, algo que já tinha sido feito no seu antecessor, mas desta vez o contraste é bem maior. O mundo de Final Fantasy VII é governado pela Shinra, uma empresa de produção energética que utiliza a Mako Energy, não só para providenciar energia à cidade de Midgar e outras, mas também para dar rumo a outras experimentações mais macabras. Nós encarnamos no jovem Cloud, ex-SOLDIER – um grupo militar de elite da Shinra – que apesar de possuir um passado envolto em mistério, decide juntar-se a Barret e à sua amiga de infância Tifa no grupo “eco-terrorista” Avalanche lutando contra a Shinra que, com a sua exploração da energia Mako, estava a colocar todo o planeta em perigo.

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Com o avançar do jogo lá vamos conhecendo novas personagens, todas elas com personalidades distintas que nos fazem desejar que a Squaresoft não tivesse limitado a party a 3 personagens apenas. Infelizmente as personagens possuem quase todas um carácter demasiado sentimentalista, algo que infelizmente está inerente também a muita da cultura manga/anime moderna. E esses diálogos emo acabam por se tornar demasiado enfadonhos em partes, sendo logo um dos defeitos que eu aponto a este jogo. Mas no geral isto é compensado com a história como um todo, pois esta vai tomando proporções épicas, com mais reviravoltas que um porco no espeto, e os big bosses da Shinra, o vilão Sephiroth e o mistério em volta de Cloud ou Aeris vão dar muito que falar ao longo da aventura.

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A jogabilidade é algo semelhante à de outros Final Fantasy, com combates aleatórios e por turnos, usando o já conhecido “Active Time Battle System” onde cada personagem e inimigo têm o seu próprio turno que é dado mediante uma barra de tempo. Isto obriga-nos a uma maior estratégia pois se não definirmos este modo como “wait”, ao pensar muito tempo nas acções a seguir na batalha corremos seriamente o risco de sermos atacados várias vezes.

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O que sinceramente já não gostei muito foi o esquema das skills, que assenta na colecção e evolução de materias, pequenas orbs que contêm diversas habilidades como magias, summons ou outras e que vão evoluindo com a experiência ganha em batalhas. Existem materias para as mais vastas coisas e estas podem ser equipadas em qualquer personagem, dando-nos assim muita liberdade em evoluir as nossas personagens da maneira que melhor entendermos. Neste caso eu sou mais tradicional, prefiro o bom velho sistema de classes e habilidades próprias para cada classe, acho que faria mais sentido mesmo tendo em conta o carácter de cada personagem. De resto, para além da história principal que já nos proporciona muitas horas de jogo, temos diversas sidequests, minijogos e super bosses opcionais que podemos também completar que certamente nos darão muito mais com que nos entreter.

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Mas claro que não poderia falar de Final Fantasy VII sem mencionar as cutscenes em CG. O jogo vem dividido em 3 CDs, o que dá espaço para muitas cutscenes, que por sua vez têm uma qualidade excelente. Back in the day era muito frequente no meu círculo de amigos falar-se das cutscenes do jogo com frases como “olha o que o Sephiroth fez” ou “não acredito que no que aconteceu à Aeris” e o trabalho que a Square fez com este Final Fantasy certamente elevou bastante a fasquia do que se tinha feito até então. O resto do jogo é também inteiramente em 3D, com as personagens a ter um aspecto super-deformed fora das batalhas e mais realistas dentro das mesmas. Não é um jogo perfeito neste aspecto, as personagens têm autênticos cubos no lugar de mãos, mas todo o trabalho que a Square teve com a arte do jogo compensam de longe estas pequenas falhas. Outra coisa que não gostei assim muito é a movimentação de Cloud nas localidades. Isto porque todos os cenários, excepto o worldmap, são pré-renderizados com ângulos fixos de câmara. Utilizando apenas o D-pad por vezes torna-se um pouco confuso levar Cloud e companhia para onde queremos.

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A banda sonora também é vasta, abrangendo diversos géneros musicais e no geral acho que está bem conseguida, havendo para mim algumas faixas que se destacam claramente, como a música tema de Sephiroth ou da aldeia de Cosmo Canyon. No fim de contas, apesar de não achar o Final Fantasy VII o melhor J-RPG de todos os tempos, pessoalmente e dentro do catálogo da Square acho o Chrono Trigger mais merecedor desse título, não deixa de ser um jogo muitíssimo importante dentro do género, tendo sido um marco incontornável na história dos videojogos. Mesmo tendo alguns defeitos técnicos ou outras decisões de game design que pessoalmente não me agradaram, como um todo é um excelente RPG em todos os campos. Tal como disse no primeiro parágrafo, é inteiramente merecido todo o hype que se gerou à volta do jogo e a Square-enix estará certamente à espera de piores dias para lançar a bomba de um eventual remake, muito aguardado por todos os fãs.

 

 

Visto por: Margarida Cunha

 

Quando se é considerado um dos melhores jogos de sempre, pouco mais há a acrescentar. FFVII apaixonou-me de tal forma que o joguei três vezes. Os desafios pessoais de cada personagem convergem numa história que retrata temáticas intemporais, desde a corrupção à sustentabilidade do planeta. Os Summons e magias são autênticos delírios estéticos que convencem os mais cépticos olhos. A banda sonora é simplesmente a mais genial obra-prima que Nobuo Uematsu alguma vez criou. Por estes nobres motivos, FFVII é definitivamente O jogo que têm de jogar antes de morrer.

 

Pontuação: 10

Visto por: João Canelo

 

Ainda hoje, depois de duas gerações de consolas e avanços tecnológicos, nada consegue igualar o mesmo nível de entusiasmo e surpresa que senti quando deixei Midgar pela primeira vez e me aventurei por um mundo não só extenso como rico em mitologia e personagens inesquecíveis. Final Fantasy VII é a mistura perfeita entre o passado e o futuro que se avizinhava para a série, um meio-termo histórico, tanto a nível de mecânicas como na elaboração de uma narrativa arriscada e complexa, que a Square, agora com o sufixo “Enix”, não conseguiu repetir. Como um todo, Final Fantasy VII é quase perfeito e ideal para todos os fãs do género, mas fica igualmente o aviso: afastem-se das sequelas e prequelas.

 

Pontuação: 9

Visto por: Ivan Cordeiro

 

Existem poucos jogos que conseguem ter um impacto grande o suficiente para mudar a nossa visão sobre os vídeojogos. Final Fantasy VII foi para mim um desses jogos. A excelente narrativa associada a um mundo enorme para explorar e um dos melhores sistemas de combate num RPG, fizeram com que este se tornasse num dos meus títulos favoritos de sempre, mas não só. Mudou a minha perspectiva sobre o que é um jogo. Antigamente apenas um divertimento, algo rápido e satisfatório, Final Fantasy VII fez-me ver que um jogo pode ser mais do que isso, pode despertar emoções e contar uma história complexa tal como um romance.

Pontuação: 10

 

Autor: Ivo Leitao Pesquise todos os artigos por

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