Fire Emblem Fates: Birthright

Um mundo repleto de beleza!

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Confesso que esta foi a minha primeira investida a sério nesta conhecida série. Lançada em 1990, apenas no Japão, Fire Emblem é hoje um franchise de renome, que passou por várias gerações de jogadores. Mas, por questões de tempo ou por ter passado ao lado, nunca acompanhei de perto os vários lançamentos, sendo que o último título que joguei foi o primeiro Fire Emblem, para o Game Boy Advance. Já tinha ficado impressionado com o aspecto de Awakening, o título anterior a este, também na 3DS e, quando recebi este Fates, pensei: é este o jogo que me vai mostrar verdadeiramente o poder desta série. A verdade é que nunca pensei estar tão certo, e ainda bem, pois Fire Emblem Fates é capaz de ser o melhor que tive o prazer de jogar neste ano de 2016, além de ser um dos melhores desta portátil.

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Começamos com a habitual criação de personagem para, de seguida, sermos presenteados com uma espantosa animação. Ainda nem “pegámos” no jogo e já estamos a ver o quanto este promete. A narrativa começa no reino de Nohr, onde depressa nos apercebemos que o nosso pai, o rei Garon, é um tipo implacável, que não tem qualquer problema em limpar o sebo a quem se colocar no seu caminho. Ao longo dos primeiros seis capítulos, descobrimos que fomos, na verdade, raptados quando eramos mais novos e que toda a nossa vida é um completo engano. A nossa verdadeira casa é Hoshido, precisamente o reino rival de Nohr. Assim, eis que surge o momento da grande decisão, no sexto capítulo: regressar à nossa verdadeira casa ou continuar em Nohr, naquela que foi a família adoptiva que nos criou. Escolhi a versão Birthright, a qual jogamos com o povo de Hoshido, porque me pareceu a mais interessante do ponto de vista da história e, devo dizer, que não me arrependo. É um facto que Fire Emblem é conhecido por ter histórias fortes, complexas e cheias de emoção e Birthlight não fica atrás em absolutamente nada. É a partir daqui que os jogos diferem, tanto em termos do desenvolvimento da narrativa, como no que diz respeito ao combate e à dificuldade.

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O grande “sumo” de Fire Emblem Birthright está no apelativo combate táctico por turnos e na espantosa história. É incrível como uma batalha pode demorar uma boa meia hora sem nos fartamos dela. O sistema de pedra-papel-tesoura foi colocado no combate, no sentido em que há armas que prevalecem sobre outras. Este aspecto, bem como termos personagens perto umas das outras para oferecer suporte ou um ataque extra, é essencial para sairmos vitoriosos das batalhas.

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Birthright é um jogo em que a paciência é uma virtude. Se avançarem com as vossas unidades de forma aleatória e indiscriminadamente, vão enfrentar vários sarilhos. É necessário ver os atributos dos inimigos, que tipo de arma têm, quais as suas fraquezas, além de escolher a personagem com a classe mais adequada para atacar. Entre cada capítulo, temos a oportunidade de regressar ao Castle, a nossa base de operações. Aqui, podemos comprar novas armas e outros itens, conviver com outras personagens, para melhorar as nossas relações, descobrir mais sobre a história de cada um e até jogar na lotaria. Antes de se avançar para o próximo capítulo, podemos fazer alguns combates extra em locais previamente visitados, como forma de treinar os nossos personagens e evitar futuras derrotas. A história faz jus ao nome da série, com personagens complexos e cheios de emoções, além de apresentar um ritmo constante e intenso, que faz com que nunca sintam que estão a lutar sem razão.

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Além de tudo isto, que já servia para fazer deste jogo algo de brilhante, Birthright tem uns gráficos brutais e extremamente fluídos. São do melhor que já vi na 3DS, conseguindo, inclusive, superar o título anterior, Awakening. Os personagens são extremamente detalhados, cada um com um aspecto único. As cutscenes, que são bastantes, são de uma qualidade brutal, de tal forma, que me deixaram de boca aberta. As vozes estão bem encaixadas e dão mais vida ao jogo, para não falar da banda-sonora, que é formidável, dando, desde logo, um incentivo extra durante os combates.

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Fiquei absolutamente rendido a Birthright. Há muito tempo que não dava por mim a tentar perceber todos os pormenores da história ou a pensar para mim mesmo “é só mais um turno”. A Intelligent Systems fez aqui um trabalho prodigioso e criou um conceito muito interessante. Fiquei com uma grande vontade de experimentar Conquest e espero que esteja tão fantástico como este.

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Veredicto
Obrigatório para os fãs e novos jogadores. Uma experiência fantástica.
Plataforma
3DS
Produtora
Intelligent Systems
Autor: Goncalo Cardoso Pesquise todos os artigos por

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