God of War Collection

8
Longevidade: 9/10
Jogabilidade: 9/10
Gráficos: 7/10
Som: 7/10

Dar pancada a tudo que mexe, sejam humanos ou deuses

Gráficos e som pouco impressionantes

Agora que chegamos à PS4 já dá para começar a sentir algum saudosismo em relação à sua avó, a velhinha PS2. Nesses tempos remotos vários franchises tiveram sucesso de proporções épicas e se falamos de épicos não existe melhor do que a saga God of War. Pois bem, ainda me lembro quando joguei o original pela primeira vez e fui logo posto em batalha, dei porrada numa dúzia ou duas de gajos e apareceu uma cobra gigante…até aí nada de muito anormal, já tinha feito semelhante na Mega Drive com Golden Axe…. O que realmente me deixou de boca aberta (e à Hydra também) foi quando a derrotei e entrei pela boca dela adentro explorando as suas entranhas. Tudo seguidinho, sem loadings evidentes, isso nunca tinha visto num jogo!

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Antigamente God of War tinha a capacidade de nos espantar. Cada novo título da série demonstrava mais e melhor o poderio visual das máquinas da Sony principalmente no que dizia respeito a bosses gigantes e momentos quicktime épicos. Ora bem, desde aí já se passaram quase 10 anos e o que impressionava na altura já não impressiona tanto agora. Visto à luz dos nossos dias arrisco até dizer que God of War já está um bocado fraquito. É o problema dos jogos com gráficos 3D realistas, na geração seguinte já fica evidente que não eram tão bons como pensávamos (enquanto jogos com estéticas mais diferenciadas aguentam melhor a passagem do tempo). Duma forma geral os gráficos eram uma mais-valia que mais valia que tivesse sofrido um update. Na Vita, de facto a estética desta dupla de jogos não fica favorecida mas isso acontece nas suas versões HD para a PS3. Sendo este título cross-buy teremos igualmente acesso a essas versões pelo que esse problema fica, de certa forma, atenuado.

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Deixando o visual (e também a som) de parte tudo o resto mantém-se praticamente inalterado. A jogabilidade continua a estar bem lá no topo no que toca a jogos de luta (diria em terceiro lugar do pódio, sendo que, no meu top, em segundo continua o Streets of Rage e, recentemente em primeiro e só com 2 botões, o One Finger Death Punch). Outra das memórias da minha convivência com Kratos é da dor nos dedos com que ficava depois de cada sessão de jogo e isso continua a acontecer em combates que são tão frenéticos e divertidos como antes. As alterações principais de jogabilidade estão ao nível da utilização do touchpad traseiro da consola que sinceramente não incomoda minimamente (mas também não acrescenta nada demais). Fora a porradinha da boa e as secções de plataformas existem os eventuais puzzles que são bastante básicos mas também não me parece que ninguém vá jogar God of War na esperança de utilizar a massa cinzenta.

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Apesar de não apresentar as condições perfeitas não se pode dizer que esta colecção passe de bestial a besta. O título pode ser um pouco enganoso pois é uma colecção incompleta que se fica apenas pelos dois primeiros títulos da saga, mas não se preocupem, há aqui criaturas mais que suficientes a dizimar.

Autor: Joao Sousa Pesquise todos os artigos por

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