God Of War III

9
Longevidade : 9/10
Jogabilidade : 9/10
Gráficos : 8/10
Som : 8/10

Acção frenética e escala épica

Nada de novo

Nesta conclusão da sua batalha épica com os Deuses, Kratos ganha mais alguns polígonos e definição pois migra da velhinha PS2 para a Playstation 3. A expectativa quanto à vinda deste jogo para a actual consola da Sony era muito grande visto ser provavelmente o jogo mais épico da geração anterior. Assim sendo, será que está aquém das expectativas ou que as excede?

Se esperam grandes inovações estão no lugar errado. God of War é igual a si próprio, ou seja, um jogo com tanta acção que até dá dores nos dedos e com alguns elementos de plataformas e puzzles simples para descansar um pouco. Isto não é necessariamente mau pois quem procura este jogo encontra precisamente o que procura.

Começando pelos gráficos. À primeira vista a evolução até nem parece muito extrema pois a acção é “filmada” tão à distância que não nos permite reparar nos pequenos pormenores das personagens –  mas isso é resolvido nos momentos mais calmos do jogo, em que o número de cadáveres no ecrã diminui e a câmara aproxima-se de Kratos, mostrando que o jogo tem efectivamente uma qualidade gráfica bastante apurada. Ainda assim nem tudo é equilibrado: algumas áreas têm muito bom aspecto enquanto que outras dificilmente impressionam. Deve-se destacar as sequências de tortura e assassinato aos Deuses em que, com os já tradicionais “quicktime events”, somos presenteados com momentos de muito gore, completamente “over the top”, vistos directamente pelos olhos de Kratos. Bastante sádico, mas satisfatório também.

Em termos de jogabilidade as diferenças encontradas melhoram apenas uma experiência de combate bem apurada já desde o primeiro volume desta saga. Continuamos a pressionar insistentemente os botões para devastar tudo o que nos aparece pela frente mas a nossa técnica pode ser mais ou menos estratégica conforme a nossa capacidade de decorar as combinações de golpes novos. Isto foi claramente melhorado, sendo que a utilização de magia depende agora de cada arma escolhida e podemos ainda trocar de arma rapidamente a meio do combate sem ter que pausar o jogo. A jogabilidade é assim mais fluída e satisfatória, simplificando o que deve simplificar e permitindo mais flexibilidade e variedade. Um pouco desconfortável é o facto de que para abrirmos baús termos de nos posicionar exactamente no ponto certo em frente deles, o que por vezes se torna irritante.

Somos presenteados com alguns Itens novos, como as botas de Hermes que nos permitem caminhar rapidamente nas paredes e a cabeça de Helios, que é na verdade uma óptima lanterna (Helios é com certeza uma pessoa de ideias luminosas). Retorna o tradicional mini-jogo sexual que desta vez nos enrosca nos lençóis com, nada mais nada menos, do que a Deusa Afrodite, pois no meio de tanta violência há sempre que descomprimir praticando “o amor”.

A história do jogo segue a vingança de Kratos contra os Deuses continuando exactamente a partir do ponto final da aventura anterior. Inicialmente pode tornar-se um pouco confuso para quem não tenha jogado os outros volumes da saga pois não existe propriamente uma recapitulação dos eventos anteriores mas o que interessa aqui é essencialmente a matança que se segue. Começamos com Kratos, nas costas de Gaia, a escalar o Monte Olimpo para tentar desferir o golpe final em Zeus mas, caso fosse bem-sucedido, o jogo duraria cerca de 10 minutos por isso a nossa primeira tentativa é frustrada e somos lançados no inferno para um novo confronto com Hades e por aí adiante. Não é nada que ganhe um Óscar para argumento original mas é um bom pretexto para pancadaria.

Resumindo e concluindo, God of War III cumpre exactamente o que promete. É o fim épico das aventuras de Kratos. Quem esperar mais do que isso poderá ficar de certa forma desiludido pois não se encontra uma grande inovação mas quem sabe com o que conta passará com certeza umas horas divertidas e cheias de calos nos dedos.

Autor: Joao Sousa Pesquise todos os artigos por

2 Comments on "God Of War III"

  1. Vitor Magalhães 16 June 2012 at 21:10 - Reply

    Está uma análise excelente e concordo com a nota. O jogo está muito bom.
    Podiam meter vídeos sobre o jogo nas análises.
    Cumprimentos,
    Vitor Magalhães

  2. Daniela Pereira 24 June 2012 at 17:08 - Reply

    O meu comentário vai para a análise do meu jogo favorito “God of War”!
    Vou começar por dar a minha opinião relativa à frase “A expectativa quanto à vinda deste jogo para a actual consola da Sony era muito grande visto ser provavelmente o jogo mais épico da geração anterior”. Para mim o jogo não foi uma desilusão mas poderia ter sido bem melhor!
    Os gráficos conseguem ser um ponto forte e fraco ao mesmo tempo pois conseguem estar bem melhores mas ainda assim eu pessoalmente estava à espera de mais.
    Quanto à jogabilidade houve realmente progressos significativos! ^^ Mas concordo com o que foi dito relativamente ao incómodo da abertura dos baús ter de ser feita mesmo em frente e no centro destes. Este poderia ter sido um aspecto melhorado.
    Outro ponto forte que penso não ter sido referido na análise é o facto de o sangue estar presente em toda a parte do jogo ^^.
    Um novo recurso é o uso de itens! As botas de Hermes que têm o inconveniente de não poderem ser usadas livremente; a cabeça de Helios que emite uma luz capaz de cegar os inimigos; e ainda o Arco de Apolo que lança flechas flamejantes que incendeiam os inimigos.
    Um nova mudança neste jogo foi também cada arma ter a sua própria habilidade mágica.
    Ainda assim, na vossa classificação o meu jogo preferido merecia nota 10 no mínimo 😉
    As análises no futuro deveriam estar mais enriquecidas com imagens do jogo. 🙂
    E para terminar, venha agora o God Of War IV. ^^

    Daniela Pereira

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