Golden Sun: Dark Dawn

10
Longevidade : 10/10
Jogabilidade : 10/10
Gráficos : 8/10
Som : 10/10

Passaram-se sete anos desde que o segundo capítulo desta série foi lançado no Game Boy Advance e, dada a falta de notícias em contrário, por esses muitos anos se julgou que Golden Sun se tinha ficado pelo segundo jogo. Devido a crises internas no interior da Camelot, só se ouvia falar de um terceiro jogo em rumores inventados por outros fãs igualmente desejosos.

Esta série de RPGs para o Game Boy Advance iniciou-se em 2002 (Europa), sendo publicitado pela Nintendo como “uma mistura de Zelda, Final Fantasy e Pokémon. Um ano depois, em 2003, é lançada a sequela directa: The Lost Age – com uma longevidade incrível e com um mundo seis vezes superior ao do primeiro.

Nesta série existem dois pontos-chave que o destinguem dos restantes RPGs, a Psínergia e os Djinn. A Psínergia consiste em magias que permitem mover, apanhar coisas, ler mentes, ou lançar ataques mágicos pertencentes aos quatro elementos de Aristóteles (Terra, Fogo, Vento, Água), havendo Adeptos que usam as mesmas dos determinados elementos. Os Djinn são criaturas pertencentes aos quatro elementos que contêm poderes específicos e que quando vários estão activados poderemos lançar Summons – ataques tremendamente poderosos em termos de dano aos inimigose em grafismo.

No primeiro jogo acompanhamos o grupo de Isaac que procura evitar que se usem as pedras elementares para acender os faróis igualmente elementares para salvar o mundo. No segundo jogo, controlamos o grupo de Felix que procurará fazer o contrário, explorando todo o universo de Weyard.

Em Dark Dawn, chegamos a um novo momento da história de Golden Sun. Passam-se 30 anos desde os acontecimentos dos jogos anteriores e o continente de Angara mudou drasticamente (dificilmente notando-se poucos pontos comuns com as cidades que visitámos no 1º jogo. A nossa equipa consiste nos filhos dos Adeptos desse jogo (Isaac e companhia) que se aventuram pela sua primeira vez, liderados por Matthew, tendo como objectivo inicial (que depois se despoletará em mais e mais complicados eventos) procurar um item quebrado por Tyrell (um dos elementos da equipa).

Temos pela primeira vez Golden Sun com um grafismo com um estilo gráfico diferente e que lembra uma mistura entre Dragon Quest IX e os Zeldas da DS, com um cel-shading que assenta bastante bem no jogo em si. As animações são bastante fluídas e rápidas, compensando os longos diálogos do jogo e fazendo com que as batalhas sejam divertidas e menos monótonas.

Estamos novamente perante um banda sonora épica ao bom estilo da Camelot, que mistura temas antigos com temas novos, bastante agradáveis para toda uma experiência fluída. No entanto, como qualquer jogo da série, é principalmente aconselhável a apreciadores de RPGs e capazes de resistir aos looongos diálogos. Apesar de ser um bónus conhecer a história dos jogos anteriores, o jogo dispõe de uma enciclopédia disposta a ajudar os jogadores menos familiarizados com alguns termos próprios da série.

Em suma, estamos perante um RPG bastante clássico mas bastante épico e recomendado que promete bastantes e divertidas horas de puzzles, batalhas, diálogos e uma história cativante.

Autor: Ricardo Gouveia Pesquise todos os artigos por

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