Gravity Rush: Remastered

Beleza no seu estado puro!

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Cada vez é mais comum, no mercado dos videojogos, o aparecimento de remasterizações, edições definitivas, edição Jogo do Ano e mais uma resma de edições para todos os gostos. Acontece, com frequência, serem quase redundantes e pouco acrescentarem ao original, mas, também, existe o oposto. É isso que acontece em Gravity Rush Remastered, em que pegaram num dos títulos com maior sucesso na PS Vita, colocaram-lhe uma pintura nova e mais polida e… voilà, surge um dos melhores jogos de aventura na PS4.

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Kat, uma jovem que perdeu a memória e não faz a mais pequena ideia do seu passado, é a protagonista, que tem como companhia um gato preto, Dusty, com poderes bastante peculiares. Com a ajuda deste, a jovem de cabelos louros e olhos encarnados consegue controlar a gravidade e tornar a cidade de Hekseville, onde habita um corpo estranho que suga prédios e tudo o que se aproxima dele, um local mágico e cheio de surpresas. Como seria de esperar, há sempre os maus da fita, os Nevi, seres extremamente horríveis e disformes que tentam, a todo o custo, destruir a cidade. Kat tem assim a missão de acabar com estes tipos, enquanto procura uma resposta para o seu passado.

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Este é, claramente, um jogo de aventura e acção, com alguns elementos de RPG, pois podemos melhorar as habilidades de Kat, cada vez que obtemos um certo número de cristais para aumentar a nossa vida, a força em combate ou o tempo que podemos estar a levitar. O grande prazer do jogo está em explorar este fabuloso mundo, correndo os prédios, esgotos e todo o tipo de edifícios. Porém, o enorme desafio é conseguir o controlo preciso da gravidade, que nos obriga a saber bem em que ocasiões a usar, já que, a qualquer momento, podemos cair no chão. O trabalho visual do jogo é fantástico, parecendo que estamos dentro de um verdadeiro anime do mais alto gabarito. Temos ainda várias cenas de diálogo que funcionam como pequenos trechos de banda desenhada, que lhe conferem um tom bem descontraído.

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Apesar de a história ter sempre um ritmo intenso, as missões secundárias são uma excelente ajuda para diversificar a narrativa. Desde corridas, onde temos de chegar a um certo número de checkpoints em tempo determinado, eliminar ondas de inimigos, muitos deles bem chatos, ou encontrar cristais espalhados no mapa, a quantidade de tarefas para fazer é bastante grande e chega para entreter durante várias horas.

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É verdade que o jogo não inova particularmente em nada, mas a sensação de liberdade que nos oferece é única e foram raras as vezes em que não ficava um bom bocado a passear pela cidade de uma forma arbitrária, sem nenhum objectivo em concreto. É simplesmente prazeroso contemplar este jogo e fazer parte dele. Consegue oferecer uma boa mistura entre os combates, que estão desafiantes e não aborrecem, com a exploração e a narrativa. Um verdadeiro exemplo de como pegar num jogo, que já era muito bom, e torná-lo um dos melhores títulos do ano, pelo menos até agora, e um dos melhores da consola, dentro do seu género. Estão de parabéns!

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Veredicto
Um mundo fantástico que foi recuperado para a “consola mãe” com grande qualidade.
Plataforma
PS4
Produtora
Bluepoint Games
Autor: Goncalo Cardoso Pesquise todos os artigos por

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