Halloween

3
Longevidade : 1/10
Jogabilidade : 3/10
Gráficos : 5/10
Som : 4/10

Fiel recriação do tema principal | Elementos gore

Pouca variedade torna o jogo rapidamente aborrecido

Review 4×4

Review Principal

Mais uma edição de Outubro, mais uma edição focada nos jogos de terror. Não encontramos melhor título para a secção 4×4 do que aquele que realmente possui Halloween no nome. Infelizmente, esta é a única parte interessante do jogo.

Em 1978 John Carpenter realizou Halloween, aquele que viria lançar os chamados slasher films. Cinco anos mais tarde a Wizard Video decide adaptar o filme para a Atari 2600. Apesar de a imagem da capa do jogo ser exactamente a mesma da do filme, os nomes dos personagens principais não constam no manual, ou seja, o assassino Michael Myers está descrito apenas como homicidal maniac e a vítima principal, Laurie Strode como babysitter (o que coincide com a função dela no filme original). Outra curiosidade acerca deste jogo é o facto de ter ficado com o nome Sexta-Feira 13 em alguns países, apesar de ser claramente uma adaptação da já mencionada obra de John Carpenter.

Cabe-nos, no papel da babysitter, salvar vários miúdos que se encontram espalhados a correr desesperadamente pelas diferentes salas de uma casa de dois andares e levá-los até a uma das salas de segurança que podem ser encontradas na extrema direita e extrema esquerda de cada andar. Quantas mais crianças salvarmos, mais pontos recebemos. Não existe grande variedade no design de cada sala. As únicas diferenças são as cores da parede e do chão que vão mudando entre o verde, vermelho, amarelo,… e o número de janelas e portas existente em cada uma.

O jogo acaba quando o Michael Myers (passo a chamar-lhe assim) nos cortar a cabeça três vezes, sendo que o número de vidas está indicado no topo do ecrã em forma de abóbora. Sempre que nos aparece o vilão do jogo com uma faca na mão à frente (muito bem retratado, por sinal), somos presenciados com o famoso tema do filme. Tema esse que conseguiu ser fielmente recriado graças à sua simplicidade. Infelizmente é levado à exaustão pelo simples facto de Michael Myers se encontrar em praticamente todas as salas salvo raras excepções. A única forma de derrotarmos o boogeyman é usando uma faca que pode ser encontrada em vários departamentos da casa. Digo-vos, esta é tão poderosa que depois do vilão ser esfaqueado por nós, é ele que corre a sete pés para o mais longe possível.

Para além do minimalismo na jogabilidade, da simplicidade dos cenários (o clássico Space Invaders que apresenta um único plano fixo, possui mais variedade do que este jogo de terror), existe o facto da dificuldade em resolver as tarefas ser quase inexistente. O Michael Myers nunca me apanhou. Cada vez que salvamos mais uma criança, o nível de dificuldade aumenta, ou seja, o assassino torna-se mais rápido, mas mesmo assim tive que me deixar morrer para ver o que acontecia. E agora sim, somos confrontados com a melhor parte do jogo. Vejamos, ao contrário do que acontece na geração de agora, em 1983 os videojogos eram direccionados quase exclusivamente aos mais novos e Halloween é de facto um jogo de terror com ofertas gore. Depois do nosso destino passar pela faca de Michael Myers, a nossa cabeça desaparece e esguichos de sangue começam a sair do nosso pescoço enquanto corremos de um lado para o outro à procura da inexistente sobrevivência. Já os miúdos, coitados, esses não correm. Esses permanecem imóveis deitados em cima do próprio sangue que vão deixando no chão. Graças a esta característica, muitos comerciantes recusaram-se a vender o jogo, o que levou ao número reduzido de vendas.

Em suma, existem jogos como o Frog, Pac-Man ou o já mencionado Space Invaders, entre outros, cuja fraca variedade na jogabilidade não impede o facto de ficarmos viciados na mesma. Infelizmente isso não acontece com Halloween, devido ao quase ausente sentimento de realização que nos proporciona.

Visto por: André Santos

 

O que depressa parecia um início auspicioso com a introdução da inspirada banda sonora, depressa se torna um jogo pouco memorável. Os cenários são do mais básico possível, além de repetitivos, e, apesar de a jogabilidade até não ser desagradável, a vontade que fica para o voltar a jogar é pouca. Ainda assim conseguiu arrancar-me um grande sorriso quando vi a primeira vez a cabeça da desproporcional protagonista a saltar e o sangue a esguichar. Halloween deixa tanto a desejar ao nível da concepção, que no fim até acaba por ser engraçado jogá-lo (e nada mais que isso).

Pontuação: 3
Visto por: João sousa

 

Nesta época de terror nada melhor do que jogar algo terrorífico… às vezes terrificamente mau. Temos que ter presente que é difícil um jogo de Atari ter impacto hoje em dia e esta aventura não se destaca na positiva nem pela decoração colorida das paredes, tipo reality show português, nem pela sua jogabilidade, que não tem muito de interessante. Na verdade a única coisa com piada é a personagem feminina ser mais entroncada que o Michael Myers e ficar sem cabeça quando é apanhada pelo vilão. Os esguichos de sangue que saltam daqueles pescoços deverão ser um marco histórico como provavelmente as primeiras decapitações da história pixelada dos videojogos.

Pontuação: 2
Visto por: Tiago Dias

 

Com a capa original do filme e a sua grande música de introdução, o jogo consegue no início transmitir o espírito deste clássico. Mas passando a intro e indo para o jogo, desilude um pouco. O grafismo é fraquito, tendo em conta títulos da mesma altura. A jogabilidade não é má, mas faltam opções que influenciem o jogo. No cenário podia ter mais quadros, são todos iguais, uns com janelas, outros com portas, mas está tudo sempre na mesma posição. O conceito está agradável, mas apesar das limitações do hardware podia ter sido melhor explorado.

Pontuação: 4

 

Autor: Luis Teixeira Pesquise todos os artigos por

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