Hambo

7
Longevidade : 8/10
Jogabilidade : 7/10
Gráficos : 8/10
Som : 7/10

Imensas personagens cómicas à escolha

Demasiada publicidade e pedidos de compra constantes ao jogador

Desenvolvido por portugueses e trazido pelas mãos do Miniclip, Hambo é baseado num anterior que já existia em flash com o mesmo nome. Após conquistar uma legião de fãs, foi trazido para as plataformas móveis e tem continuado a conquistar aqueles que o jogam. Para quem gosta de jogos como Fragger, produzido também pelo Miniclip, este é sem dúvida uma alternativa.

A fórmula deste jogo é a mesma que tantos outros para plataformas portáteis já nos habituaram. Como a febre dos Angry Birds provou, jogos em jeito de puzzle onde o objectivo é destruir os inimigos espalhados pelo cenário utilizando o nosso personagem são sucesso garantido, e aqui Hambo não nos traz nada de novo.

O que realmente me agradou, e apesar de ser um pormenor achei de facto muita piada, é o facto de este jogo ser dotado de um humor muito subtil que está presente na… escolha das personagens. Os criadores de Hambo foram bastante inteligentes com a forma como caracterizaram cada personagem, que podemos obter utilizando as moedas que conseguimos durante o jogo. Mas entre as minhas preferidas temos o Hog of War com uma skin semelhante a Kratos de God of War; Star Pork, semelhante ao Spock de Star Trek e ainda o Hog Norris, obviamente semelhante ao Chuck Norris. O modo como as palavras Pork, Spam, Hog, Bacon e outras do universo suíno estão inseridas nos seus nomes e nas suas catch phrases, juntamente com as skins são realmente umas das características mais divertidas do jogo.

Para ajudar o nosso porco na sua nobre missão temos um arsenal de armas, onde podemos contar com uma pistola, uma UZI e um arco e flecha. A pistola dispara uma bala de cada vez, a UZI uma rajada de três, e com o arco escolhemos a altura e a força da flecha. Em muitos dos níveis é necessário recorrer ao uso de mais do que uma arma, dificultando ainda mais a tarefa de transformar os porcos inimigos em bacon – transformam-se literalmente em hambúrgueres, bacon e latas de comida depois de os atingirmos.

A jogabilidade é simples, apenas é necessário clicar no local ou porco para onde queremos mirar e escolher qual a arma a utilizar. Muitas das vezes os tiros têm de ser rápidos e temos de alternar entre as diferentes armas. Os puzzles vão-se tornando mais complicados com o decorrer do jogo, como seria de esperar. Com a imensidão de níveis, ao início pensei «isto até parece bem fácil, não vejo qual o desafio». Não podia estar mais enganada. Divididos em 6 mundos – tendo alguns deles nomes como Pig of War, Barbecue e Pigstorm – os mais de 200 níveis reservam-nos algumas dificuldades. O primeiro mundo é todo ele de tutorial o que se torna bastante útil para perceber toda a mecânica do jogo e, aprendermos através da experiência. Mas a partir daqui tudo começa a complicar. Os puzzles tornam-se mais rebuscados, os porcos estão em localizações que aparentam ser impossíveis de chegar e o desafio aumenta consideravelmente.

Os gráficos 2D não têm nada a ver com os seus precedentes na versão flash e ganham bastante no detalhe e na qualidade, como seria de esperar. São mais animados, cómicos e muito coloridos, tornando-se num factor muito apelativo. A música é um pouco repetitiva mas, se lhe tirarmos as guitarras, até faz lembrar o Rambo original. Os efeitos sonoros infelizmente são bastante simples e aqui podia ter sido investido mais. Tirando isso, outra coisa que me incomodou bastante foi o facto de, apesar de este ser um jogo grátis, são constantes e em demasia os pedidos para o jogador comprar a versão completa, que na verdade traz muito pouco de novo, e a constante publicidade para outro tipo de produtos, sempre presente no ecrã.

No fundo, Hambo é um jogo típico para uma plataforma móvel mas que apesar disso consegue-nos proporcionar umas boas horas de diversão com o seu aspecto apelativo e as suas constantes referências a comida!

Autor: Silvia Farinha Pesquise todos os artigos por

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