Harvest Moon: A New Beginning

8
Longevidade: 10/10
Jogabilidade: 9/10
Gráficos: 8/10
Som: 7/10

Liberdade total, mapas maiores para exploração, objectos aleatórios, customização melhorada.

Tutorial demasiado grande.

O novo jogo de simulação é o primeiro da série a ser desenvolvido para a 3DS. Apesar de já termos presenciado A Tale of Two Towns na biblioteca da consola, o mesmo foi lançado nativamente para a DS, e recebeu um port para a 3DS.

Chegou tarde às nossas lojas, um ano depois do lançamento nos Estados Unidos, e mais quatro meses depois do que no Japão, mas o renovado simulador vem a tempo de prender novos e graúdos aos ecrãs da portátil da Nintendo!

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No início do jogo, deparamo-nos logo com um novo painel de customização. Se, tal como eu, não tiveram contacto com Harvest Moon desde a Wii, vão ver grandes mudanças. Depois de escolhermos entre rapaz ou rapariga, temos possibilidade de alterar variados aspectos na nossa personagem, antes de embarcarmos na aventura.

Chegados a Echo Village, deparamo-nos com uma realidade que poderia muito bem ser previsível: a nossa família deixou-nos uma valiosa herança numa cidade em colapso, uma quinta para tratarmos a nosso bel-prazer e como a imaginação quiser!

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Durante o tutorial, acompanhados por Dunhill percebemos que A New Beginning é mais que uma simples simulação agrícola e tende a ser uma simulação mais completa. Durante o jogo, é importante dormir, comer, restabelecer energias durantes os dias de trabalho ou exploração… Um simples e refinado detalhe a lembrar o toque nipónico que a Nintendo consegue oferecer nas suas séries. O jogo oferece igualmente uma das maiores inovações da série, a habilidade de saltar, algo que foi implementado apenas nos últimos lançamentos e que jogadores que venham de títulos como Magical Melody (Wii), vão agradecer por não terem de contornar enormes cercas, agora basta saltar.

Dunhill leva-nos às nossas primeiras tarefas na nossa quinta, tarefas simples que implicam limpar as terras de detritos que aparecem aleatoriamente de quando em quando, mas que até podem vir a dar jeito. Madeira, ervas e pedras são alguns objectos que podemos apanhar e mais facilmente encontrar que às vezes não convém desde logo deitar fora. Durante o processo somos introduzidos à nossa mochila e como interagir com o inventário, a caixa de correio, assim como ao interior da casa com a habitual cama, cozinha, biblioteca, arcas para armazenar materiais e ferramentas. O tutorial passa a pente fino toda a cidade, que parece mais deserta que a nossa quinta, ensina a comprar ferramentas e sementes, diz-nos como andar pelo mapa. Processo este que deveria ser dispensável para agricultores virtuais experientes em Harvest Moon, já que até se torna facilmente entediante, nada de novo aqui.

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Saltando para a exploração e livre-arbítrio, o novo Harvest Moon parece grande o suficiente. Várias zonas estão disponíveis desde início, cada qual com diferentes frutos, insectos e materiais que mais tarde se poderão vender ou utilizar. Há algo de RPG imprimido no jogo, algo que me agradou bastante e que vai sem dúvida fazer o gosto de toda a gente. O dia em constante movimento obriga a uma volta rápida pelas zonas sem podermos apreciar a beleza natural, no entanto, é notável o grafismo detalhado e diversificado que nos é apresentado. Há uma enorme variedade de animais e plantas, um rio e uma floresta que nos chama para procurarmos bem essenciais ou apanhar aquele insecto que ainda não tínhamos encontrado. A acompanhar, está sempre uma melodia que apesar de não sair do mesmo, não se torna chata por ser suave e agradável ao ouvido. A jogabilidade é também ela simples e intuitiva, com controlos semelhantes ao que já conhecemos, e obviamente, o ecrã táctil e a caneta fazem um papel importante para uma experiência mais fluída e movimento nos menus, sem nada a apontar.

Mas há algo mais importante em Harvest Moon: a vida agrícola. Tal como noutros jogos da série, o dia-a-dia em Echo Village passa por plantar sementes que nos darão legumes, plantas e frutos da época, e regá-los sem deixar escapar um dia para que cresçam e saiam da terra em perfeitas condições. Não sou agricultor nem percebo nada de plantações mas não se deixem iludir, o jogo oferece uma experiência única para todo o tipo de idades sem excepção, não é por acaso que jogos como Farmville e outros MMO‘s, assim como variados spin-off’s vieram tirar ideias a esta série, e esses, eu dispenso. O trunfo de Harvest Moon está na relação de simulação com estratégica e factores de um verdadeiro jogo de role-playing que me prenderam desde início.

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A simulação é levada a sério ao ponto dos nossos rebentos se deteriorarem caso não se reguem diariamente, ou mesmo se a época transitar e não fizermos a colheita atempadamente. Pode parecer um tédio, mas se conseguirem bons rendimentos, terão acesso a novas ferramentas que aceleram o processo, como um regador que permite aumentar a área de rega e assim tornar muito mais rápido um processo de início moroso. Como referido anteriormente, o jogo divide-se também por épocas sazonais, que coincidem com a vida real. Além das sementes e do clima mudar, há também eventos especiais que podem presenciar apenas na altura certa, eventos estes que são marcados no calendário para que não falhem às festas e feiras que o jogo oferece. Apesar da diversidade de sementes que temos à escolha, não há qualquer tipo de regra para o que se planta, com o tempo aprendemos a melhor gestão para ter um rebento perfeito, e o que é mais valioso: plantar algo barato em quantidade que demora dois dias a nascer ou plantar algo caro, com alguns dias de crescimento mas que nos dá mais dinheiro? A escolha é nossa, e é um trufo do jogo!

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Para finalizar e como não podia deixar de ser, depois de amealharmos o suficiente com as plantações, temos também a possibilidade de comprar animais, que obviamente teremos que tratar para nos fornecerem materiais. É também possível interagir com animais selvagens que apareçam nas zonas remotas da cidade, e com a comida certa, fazer amizade com eles. Outra grande novidade introduzida na serie, é a possibilidade de customizar não só a casa e equipamento da nosso personagem como também a cidade e aparência de Echo Village.

Em Harvest Moon: A New Beginning cabe-nos voltar a trazer vida e pessoas à cidade que nos recebeu. Uma simulação perfeita que nos prende desde logo. Um bom início na 3DS para uma franquia que a Nintendo nunca quis esquecer, e que, juntamente com Animal Crossing, nos dá razões para libertarmos toda a nossa imaginação.

Autor: Victor Moreira Pesquise todos os artigos por

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