Hazumi

 Arkanoid meets Boxworld

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Já imaginaram o que seria jogar Arkanoid sem recurso à tradicional plataforma que faz ressaltar a bola? Ok, mesmo que nunca tenham ocupado a vossa cabeça a pensar em tal coisa é exactamente isso o que acontece em Hazumi. É-nos dado o controlo directo sobre a bolinha com que vamos destruindo os blocos em volta e, o que poderia ser um clone dum clássico começa a ganhar personalidade própria aproximando-se mais dum jogo de puzzle bastante arcade. Atenção que controlo directo sobre a bolinha é capaz de ser um eufemismo pois cada contacto resulta num ressalto com o qual devemos contar e ter cuidado.

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Há mas influências clássicas que me vêm aqui há cabeça como por exemplo Box World onde empurrávamos caixas por cima de botões com o cuidado necessário para não bloquear caminhos… neste caso utilizamos bolas coloridas para empurrar as caixas de cores correspondentes no que se revela como uma das principais características deste jogo. Apesar de ser simples, apresenta uma série de mecânicas variadas, de lâminas a portais, é só escolher.

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Tudo corre bem nos primeiros níveis. Calmamente aprende-se as manhas e regras até que repentinamente, quase como um choque, começam a aparecer níveis nos quais só apetece dizer uma variedade de palavrões. A precisão necessária para passar algumas das fases é quase pixel perfect e fica no limiar entre um excelente desafio ou algo extremamente frustrante (dependendo da destreza e paciência do jogador). Não é imediatamente obrigatório acabar o nível de forma perfeita mas rapidamente nos aperceberemos que será necessário repetir quase todos os níveis até conseguirmos a melhor pontuação de 3 estrelas pois, caso contrário, os níveis seguintes manter-se-ão bloqueados.

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E surge aqui uma coisa que me pareceu bastante estranha, a obrigatoriedade de regressar ao ecrã de título de Hazumi para poder aceder novamente à selecção de níveis. Porque não um caminho mais curto? (ainda continuo a querer acreditar que até existe mas eu é que não o consegui encontrar). Outra escolha um pouco estranha é o facto de existir um editor de níveis mas não haver maneira de os partilhar, ora isso certamente tira a vontade de o utilizar.

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O visual e sonoridade 8 bits são agradáveis, mas, tal como o jogo em si, nada de pasmar. Mas será esse o objectivo? Se calhar não. Por vezes sabe bem jogar apenas mais um jogo… não é algo para ficar na memória mas apenas para nos desafiar e distrair um bocado.

 

up
 Veredicto                                                        
Uma experiência algo descartável mas bastante polida e desafiante.
 Plataforma        
 3DS
 Produtora         
 Eye Cancer
Autor: Joao Sousa Pesquise todos os artigos por

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