Hey! PIKMIN

Um bolso cheio de Pikmins!

Não sendo eu um consumidor ávido da série Pikmin, reconheço-lhe o seu mérito. Joguei-o essencialmente na Wii U, onde era possível utilizar-se um esquema de controlo bastante elaborado, que usava simultaneamente os Wiimotes e o Gamepad da Wii U. Pode parecer que não há mãos suficientes num só jogador para tanto (e não há), mas a ideia funcionava muito bem e complementava a jogabilidade clássica de Pikmin de forma bem eficaz. Acho que foi, sinceramente, um dos melhores e mais completos usos dos vários tipos de controladores da consola. Avançando agora para a versão 3DS/2DS, Pikmin mudou o seu foco para as duas dimensões, sendo jogado a partir dum misto de botões direccionais para controlar o Capitão Olimar e comandos tácteis para direccionar para onde queremos atirar os Pikmins.

Devido às dimensões reduzidas do ecrã da consola portátil da Nintendo, a precisão necessária para carregar no ícone de escolha de cada tipo de Pikmin específico para cada situação tem de ser quase obrigatoriamente feita com o recurso ao stylus da 3DS. Apesar dos controlos estarem adaptados tanto para destros como para canhotos, no meu caso, de canhoto, a sua utilização não me pareceu muito confortável, tendo demorado algum tempo a sentir-me bem a jogar desta forma. Pareceu-me igualmente estranho a opção dos controlos do Capitão Olimar ser feita também a partir do ecrã táctil (uso do jetpack), quando seria bem mais directo usar um botão. Isso fez-me sentir um pouco preso de movimentos e avançar mais lentamente no cenário.

O jogo em si insere-se no género das plataformas/puzzle e é bastante simples. Vai-se explorando o cenário, recolhendo os vários tipos de Pikmins que nos ajudarão a construir caminhos, alcançar objectos perdidos do quotidiano, etc. Cada espécie de Pikmin, agrupada por diferentes cores, reflecte-se em habilidades diferentes, que devem ser escolhidas e adaptadas a cada desafio que nos é apresento.

Este é um jogo que não tem visão 3D, o que é compreensível, pois usa os dois ecrãs da consola como se de um ecrã vertical único se tratasse, o que permite uma amplitude do campo de visão reforçada que expande o pano de jogo. Os elementos de puzzle e combate, apesar de simples, são agradáveis e torna-se uma boa experiência para estar recostado calmamente a jogar durante estes dias de Verão. Pessoalmente, achei um pouco relaxado demais e, inicialmente, até um pouco aborrecido… mas suportando os seus momentos iniciais mais entediantes o jogo vai evoluindo, tornando-se um pouco mais frenético e interessante.

Autor: Joao Sousa Pesquise todos os artigos por

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