How To Survive

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Longevidade: 7/10
Jogabilidade: 9/10
Gráficos: 8/10
Som: 8/10

Desenho gráfico apelativo | Ilha sempre viva, apesar de tudo morto | Aumento de dificuldade gratificante

Modo história bastante curto

Os zombies estão de volta, e continuam mais actuais que nunca. Um ano depois de vários lançamentos, tanto para PC como para consolas, How To Survive chega à Wii U, numa versão adaptada ao seu próprio controlador. Este lançamento através da eShop, e portanto, só por download é bem-vinda. É uma lufada de ar fresco no meio da oferta para a consola da Nintendo, e um título agradável a vários níveis. Trata-se de um Survival Horror passado num conjunto de ilhas, com grafismos tirados da época dourada, e semelhantes a Diablo ou Baldur’s Gate e com centenas de zombies, animais infestados e outros perigos iminentes e que ocorrem ao acaso por todo o lado. Poderia pedir-se mais de um título com tanta coisa boa?

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Comecemos pelo princípio, e pelas estrelas do jogo. Antes de nos iniciarmos no manual de sobrevivência, temos à escolha uma de três personagens jogáveis, cada qual com caracteristicas únicas e que as destigue. Como num bom RPG, precisamos de perceber que tipo de jogador somos e que tipo de jogo queremos apreciar, se levamos avante uma personagem mais forte, uma que é mais inteligente, ou a que tem mais hipótese de sobrevivência? Depois desta tarefa acabamos por dar por nós na primeira ilha do arquipélago, ali caídos por acaso e começamos a fazer algumas tarefas bastante simples a pedido de sobreviventes. Missões tão simples como procurar mantimentos, arranjar peças para barcos ou aviões, ou encontrar formas de sobrevivência. Nesta primeira parte do jogo, que serve também de tuturial, vamos seguindo à risca as páginas do livro que vamos apanhando pelo caminho. Este livro intítulado de How To Survive, contém ajudas hilariantes através de animações bastante bem concebidas, e introduz-nos também à misteriosa personagem que se diz autora desta obra: Kovac. No decorrer do jogo, acabamos por perceber que as missões acabam sempre por ser bastante simples, ou pelo menos, não nos é pedido nada de difícil, escondido ou com caminhos em forma de labirinto.

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O verdadeiro desafio está na quantidade de inimigos, por vezes absurda, que nos aparecem à frente, ou que acabamos por encontrar no caminho. O factor “sobrevivência” é também levada à risca, como se da vida real se tratasse. Em How To Survive não estamos só perante um pseudo action-rpg mas também somos lançados numa real visão sobre a vida humana. Durante toda nossa busca por formas de escapar das ilhas, somos acompanhados pelos factores de fome, sono, sede e energia. Para isto temos pequenas barras, ao estilo The Sims, que nos ajudam a perceber se precisamos de procurar água, comida, fruta ou alimento que nos dê energia ou abrigo para dormir. Todos estes factores têm também efeito directo na nossa personagem, ou não faria sentido as barras existirem. A falta de comida, por exemplo, vai tornar-nos fracos, e as pancadas que damos nos inimigos vão acabar por ser quase uma nulidade. A falta de energia, vai fazer com que a nossa personagem não corra, e ande muito lentamente, o que também vai expôr-nos e acabar por nos matar. How To Survive apresenta também um excelente modo de crafting, com a simples escolha de dois ou vários objectos, para criar armas ou protecções.

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O Gamepad da Wii U cai muito bem neste título, já que temos um inventário, e este fica sempre à nossa mercê enquanto proguedimos na história, conseguimos termos sempre uma percepção dos objectos que fomos apanhando e o que podemos juntar para criar outros novos. E como a mochila tem fundo e limite de objectos, torna-se muito mais fácil a sua gestão. Para carregarmos água e comida, as coisas também não são tão fáceis quanto se escrevem. Primeiro é preciso vasculhar bem cada ponto e encontrar garrafas, e depois sim, encontrar um poço natural de água não contamida, para as podermos encher. Com o progresso, acabamos por encontrar garrafões que tornam esta tarefa mais fácil. Quanto à comida, há raízes ou frutas que se podem colher, guardar e comer quando necessário, mas em certas partes a única saída é ir à caça. Há alguns animais que nos dão carne quando os conseguimos matar, porém, como manda a lógica, andar com carne crua na mochila atrai ainda mais os zombies, por isso, é melhor também procurar sítios onde se possa acender uma fogueira e poder carregar a comida cozinhada.

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Há vários pontos pelas ilhas onde se pode repousar, no entanto acabamos por ter um enorme desafio antes de podermos deixar a personagem descansar. Todos estes abrigos estão rodeados por zombies, e o grande alarido que o alarme destes abrigos faz ecoar, acaba por tornar esta tarefa bastante árdua. Além dos zombies ditos “normais”, How To Survive tem, mais para o meio e fim do jogo, outro tipo de mortos-vivos e perigos que é preciso ter em conta. Tal como noutros jogos, há também os zombies que explodem e atingem tudo em sua volta, e outros mais fortes mais rápidos, e mais difíceis de matar. E quando forem à caça… nem tudo é bom para comer. Há também veados que em vez de caçados, estarão mais interessados em caçar, infectados, e que vão correr na nossa direcção e inflingir muito dano.

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Para finalizar, e abrir mais o apetite, How To Survive apresenta também muitos elementos RPG. Todas as personagens sobem de nível e melhoram os seus dotes em vários aspectos. No ecrã de selecção de personagem, nota-se que os aspectos dos nossos sobreviventes ficam com as melhorias, quer continuemos a nossa aventura ou comecemos uma nova. Um convite à repetição. Apesar de tanta coisa boa, o único problema deste título parece ser a longevidade. A história é bastante curta, e as páginas do manual parecem durar quase até ao fim. Ficamos com a ideia de que o fim vem quando a verdadeira acção devia começar, quando devíamos ter mais umas horas de jogo. Para atenuar ainda mais esta sensação, o mundo do jogo deixa-nos com a ideia que daria para muito mais. Mais missões ou tarefas secundárias, ou simplesmente para mais elementos de exploração livre.

Autor: Victor Moreira Pesquise todos os artigos por

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