Hyrule Warriors: Legends

Porrada a torto e a direito!

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Depois da sua incursão pela Wii U, Hyrule Warriors regressa numa nova versão lendária, desta vez para a 3DS. Para saber mais sobre o título original, não deixem de consultar a análise da PUSHSTART, da qual subescrevo tudo que foi dito e que se mantém presente, na generalidade, agora na portátil da Nintendo, bem como a sua antevisão. Para quem estiver mais distraído e não saiba do que se trata, não conte com um jogo de aventuras e puzzles ao género de The Legend of Zelda, mas sim com uma uma série de combate épicos contra um número interminável de inimigos descartáveis. Hyrule Warriors: Legends apresenta-se como um Dynasty Warriors, no que toca a jogabilidade, mas enquadrado nos terrenos da princesa Zelda e companhia.

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Este é um título que ninguém pediu, mas que mesmo assim veio e um que, apesar de não ser suficiente para deixar alguém a salivar, consegue ser, ainda assim, bastante competente e divertido. Nesta espécie de versão 1.5 foram acrescentados 5 capítulos originais de aventura, que incidem em Linkle, uma versão feminina de Link, que troca a espada pelas flechas como sua arma preferencial e, ainda, 4 capítulos pós-história principal que buscam inspiração em The Legend of Zelda: The Wind Waker. Uma boa parte dos conteúdos adicionais, lançados para Wii U, encontram-se já presentes de base desta vez, enquanto outros personagens dão ares de sua graça. Toon Link, Tetra, King Daphnes e Skull Kid estão agora disponíveis, sem esquecermos o novo tridente de Ganondorf! Existe, portanto, muito fan service, no que pode parecer uma quantidade quase interminável de situações a fazer e personagens a utilizar.

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Apesar disso, não contem com muita variedade na jogabilidade em si, pois começam o jogo imediatamente no campo de batalha e por aí continuam durante as várias horas que têm pela frente. Os dois ecrãs permitem-nos aceder constantemente à informação sobre o que está a acontecer simultaneamente com o combate, algo que acaba por se tornar uma experiência bastante frenética, se bem que… algo repetitiva. Eliminar os exércitos de inimigos que se aproximam assemelha-se a cortar a relva nos jogos de The Legend of Zelda, visto que não há um grande desafio por trás, ainda que tenha qualquer coisa de terapêutico, ainda mais quando executamos, em grande estilo, alguns ataques especiais. Existem alguns inimigos mais perigosos, que trazem um maior grau de dificuldade bem-vinda, apesar da estratégia utilizada para os vencer ser, igualmente, mais orientada pela acção pura, do que por uma vertente mais puzzle. Interessante nesta nova versão, é o facto de podermos, a qualquer momento, trocar para outra personagem presente no campo de batalha, o que nos dá uma maior sensação da quantidade de acontecimentos que decorrem ao mesmo tempo.

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Apesar de termos muita companhia ao longo de toda a acção, ela parte unicamente de amigos imaginários ou digitais, visto que não está aqui presente um modo multiplayer, como na Wii U. Contudo, é compreensível que pudessem existir alguns problemas técnicos quanto a isso (já que, na versão original, esse modo existia). Em vez disso, temos uma opção de gestão e troca online de fadas, que funcionam numa lógica de utilização de power-ups. Obviamente, os gráficos não se encontram ao mesmo nível da Wii U, mas, de forma semelhante ao que aconteceu em Super Smash Bros, a opção por grafismo cel shaded mostra-se como uma alternativa inteligente. Das limitações da 3DS contem, também, com uma ausência da visualização em modo 3D e ocasionais quebras na fluidez, mas nada que me tenha parecido extremamente grave.

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Para quem tiver a New 3DS, a experiência torna-se mais consistente, seja pela existência do C Stick, que nos permite maior controlo da câmara, ou pelo processamento melhorado, que permite a inclusão de 3D. Na nova consola terão, igualmente, mais facilidade em utilizar os diversos Amiibos compatíveis, caso contrário existe sempre a opção de adquirir o NFC Reader.

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Hyrule Warriors: Legends tem uma quantidade considerável de novos conteúdos, que, ainda assim, não justifica a compra de quem já possua o original. Não se trata de uma sequela, mas sim apenas de uma versão alternativa. Quanto a quem não o tem, a opção por uma ou outra versão prende-se mais com os hábitos do próprio jogador do que pelo conteúdo em si. Pessoalmente, penso que a portabilidade da NDS leva a sessões de jogo mais curtas, que o fazem tornar-se menos repetitivo e cansativo.

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Veredicto
Um divertimento semi-desmiolado, que beneficia da portabilidade da consola da Nintendo para sessões de jogo mais curtas.
Plataforma
3DS
Produtora
Koei Tecmo Games
Autor: Joao Sousa Pesquise todos os artigos por

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