Invizimals: O Reino Perdido

7
Longevidade: 7/10
Jogabilidade: 7/10
Gráficos: 7/10
Som: 8/10

Jogo bom para a pequenada, pelos visuais, pelas vozes em português ou mesmo pelo tema.

Alguns problemas nos controlos e uma câmara fixa que não ajuda.

Nunca tinha jogado algo da série Invizimals até este jogo. Sei que é uma série proprietária da Sony (mais especificamente desenvolvida pelo estúdio espanhol Novorama), onde os seus anteriores jogos para a Sony Playstation Portable misturavam um conceito de coleccionar e batalhar com várias criaturas à lá Pokémon, com uma jogabilidade que utiliza bastante a realidade aumentada. Este Invizimals The Lost Kingdom, desenvolvido pelo estúdio britânico Magenta Software, descarta estas convenções practicamente na totalidade, sendo primariamente um jogo de aventura/plataforma 3D. Possui também um adicional modo de batalha multiplayer onde se pode interagir com a Playstation Vita e o seu jogo respectivo (Invizimals: The Alliance) que por sua vez segue a fórmula mais tradicional da série.

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O jogo coloca-nos na pele de Hiro, um jovem aventureiro que atravessa um portal para o Reino Perdido, em pleno mundo dos Invizimals, onde se depara com uns robôs manhosos que estão a tomar de assalto aquele mundo. Obviamente que cabe ao jogador desvendar quem está por detrás desses ataques e qual a sua finalidade, conhecendo várias criaturas dos Invizimals pelo caminho, nas quais Hiro poderá posteriormente se transformar e utilizar os seus poderes para avançar na sua cruzada.

jogo herda assim as mecânicas de acção/plataforma na terceira pessoa, com a habilidade de Hiro tomar a forma de vários Invizimals o seu ponto-chave. Tal é necessário para combater os inimigos e utilizar as suas habilidades para resolver alguns puzzles ou alcançar pontos nos níveis que de outra forma não seriam possíveis de alcançar. Por exemplo, o primeiro Invizimal que encontramos, Ocelot, possui a habilidade de escalar paredes, ou disparar o seu gancho que lhe permite baloiçar entre plataformas com um maior espaçamento entre si. Outros Invizimals possuem habilidades que permitem arrombar barreiras, arrastar objectos de enormes dimensões, nadar debaixo de água, planar em alguns pontos-chave dos níveis, atravessar paredes por telequinese, atirar shurikens para activar alguns botões, entre várias outras. Inicialmente dispomos de 8 Invizimals para encontrar, sendo que para que eles se juntem a Hiro temos de os vencer num combate em que apenas necessitamos de responder aos infames Quick Time Events, que neste caso nem são nada complicados. Após descobrirmos os 8 Invizimals principais que são necessários para chegar ao fim do jogo, podemos descobrir uns outros 8 adicionais, muitas vezes esses escondidos em caminhos alternativos. Esses Invizimals extra possuem as mesmas habilidades dos principais, pelo que encontrá-los serve mais essencialmente para uma questão de completismo do que outra coisa.

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Para além do platforming e resolução de puzzles simples, o jogo inclui também um sistema de combate. Neste temos um botão para golpes fracos, outro para golpes fortes, um outro para activar um escudo temporário, cuja barra de energia se regenera ao fim de alguns segundos. Por fim temos também um golpe especial capaz de destruir uma série de inimigos de uma só vez, mas para o utilizar temos antes de encher uma outra barra de energia que se vai completando à medida que vamos executando alguns combos ou simplesmente golpes bem-sucedidos. O sistema de combos é simples, mas inicialmente não poderemos executar todos os golpes disponíveis. Para isso é necessário coleccionar as ditas Z-Sparks, o equivalente das moedas de Super Mario, que servem de unidade monetária ao longo do jogo. Entre outras coisas, como desbloquear Vaults, salas fechadas repletas de inimigos e outros power-ups, podem ser utilizadas para fazer upgrades aos nossos Invizimals, adquirindo alguns golpes extra que podem ser utilizados no sistema de combate. Tal como referi acima, o combate é bastante simples, longe de ser um Ninja Gaiden, visto ser um jogo idealizado para uma faixa etária muito jovem. Os inimigos demoram muito a atacar, e apenas em raras ocasiões senti a necessidade de activar os escudos. No entanto achei ainda assim o combate algo travado, é normal o jogador “empancar” por vezes, não atacando como seria suposto, obrigando-me muitas vezes a desviar de golpes inimigos que não deveria ter tido essa necessidade em primeiro lugar. Mas já que se referem os controlos, não é apenas no combate que existem problemas, também achei que os saltos nem sempre são responsivos quanto baste. Felizmente sendo este um jogo fácil, não existe qualquer limite de vidas, ao cair num abismo basta voltar ao checkpoint anterior que até vão sendo diversos.

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Os níveis vão sendo lineares, porém com alguns caminhos alternativos que escondem sempre alguns itens secretos ou outros power-ups, necessários a uma completação a 100% do jogo. No entanto para quem quiser platinar o jogo e descobrir tudo como eu, ainda poderá passar alguns maus bocados devidos à câmara fixa que não nos permite observar da melhor forma o que nos rodeia. Para além destes níveis normais ainda existe um ou outro boss, bem como uns dois ou três níveis muito interessantes que me fizeram logo lembrar os clássicos Panzer Dragoon. É isso mesmo, nesses níveis estamos nas costas de um dragão, a voar por um caminho pré-definido e disparar contra uma série de inimigos, embora aqui as coisas sejam mais simplificadas devido à mecânica do lock-on.

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Para além da aventura single-player, é possível utilizar os Invizimals capturados no jogo, bem como os restantes itens e power-ups nos variados modos multiplayer, oferecendo ao jogador a oportunidade de lutar contra outras pessoas e trocar itens entre si. Para além de se poder jogar meramente online contra outros utilizadores de PS3, pode-se também jogar no modo “cross play” com jogadores de Playstation Vita que estejam na mesma sala.

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Os cenários apesar de não possuírem um detalhe gráfico ao nível dos Uncharteds ou Beyond Two Souls, vão sendo relativamente variados, embora possuam quase todos um tema de ruínas abandonadas em diversas localizações. No entanto, estão repletos de cores vibrantes, assim como as dos próprios Invizimals, não sendo assim nada desagradáveis à vista. Este é também um jogo totalmente em português de Portugal. Pessoalmente, meramente por opção, prefiro sempre que possível jogar com as vozes no idioma de origem, pelo que joguei toda esta aventura com o voice acting em Inglês do Reino Unido. No entanto do pouco que joguei em português de Portugal pareceu-me ser um bom trabalho, e sem dúvida um ponto a favor da pequenada.

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Posto isto, por um lado acho Invizimals: The Lost Kingdom como um jogo de acção/plataformas razoável, fácil, simples e muito linear, mas por outro lado, visto ser um jogo indicado para maiores de 6 anos, então aí a coisa muda de figura. Mesmo tendo alguns problemas a nível de controlo e câmara, parece-me uma excelente alternativa para os jogadores mais novos terem nas suas Playstation 3. E sendo um jogo “budget priced”, totalmente falado em português, então essa mais-valia ainda é maior.

Ver também: Invizimals: AAliança

Autor: Ivo Leitao Pesquise todos os artigos por

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