Kirby: Planet Robobot

Um platformer com muita vida!

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A última vez que joguei um jogo do princípio ao fim desta série, foi algures no tempo do primeiro Game Boy, com o grande Kirby’s Dream Land, lançado em 1992. Passados 24 anos, pouca foi a minha presença nesta série, sendo que experimentei ainda outros títulos do amigo rosa, mas de forma muito leviana. Isto para dizer que, como seria de esperar, foi um grande choque, na positiva, observar como este personagem se desenvolveu ao longo dos anos, resultando num excelente platformer. Kirby: Planet Robobot é dos melhores títulos deste género na Nintendo 3DS. Tendo isso em mente, o que oferece este Kirby relativamente aos anteriores?

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Vamos por partes: o jogo, na verdade, não cria nenhuma fórmula inovadora e nunca antes vista, nem eleva o género a um novo nível. O que ele faz, e de forma bastante competente, é oferecer ao jogador todos os elementos essenciais de um título de plataformas. O modo principal, chamado Story Mode, que, verdade seja dita, de história tem pouco, já que é uma sucessão de vários níveis com poucas cutscenes à mistura, tem como premissa a luta de Kirby contra a industrialização e a tecnologia. A Dream Land é invadida por todo o tipo de máquinas, cabendo ao jogador derrotar estes seres.

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E é aqui começa toda a diversão do jogo. Além do ataque habitual de Kirby, engolir e cuspir inimigos, este pequeno ser rosa consegue absorver cerca de vinte habilidades diferentes, além de se apoderar de um mech, transformando-se numa espécie de Transformer, para varrer os inimigos. Os níveis estão extremamente bem feitos, tendo vários níveis de profundidade e uma série de mecanismos interessantes. O objectivo de cada um deles consiste em apanhar cubos holográficos, para assim termos acesso a níveis futuros. Em todos eles estão também espalhados uma série de autocolantes, que servem para personalizar o nosso robô. É um bom coleccionável, além de um que promove a repetição e exploração dos níveis, apesar de só terem uma utilidade decorativa. No fundo, dá muito prazer explorar a Dream Land com Kirby, sendo que fiquei sempre com a sensação de “é só mais um nível”, aspecto que é de louvar.

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Algo que considerei menos positivo no jogo é a sua dificuldade demasiado baixa. Mesmo as batalhas com os bosses, que são boas e dão vida aos níveis, poderiam ser um pouco mais complexas. Contudo, este não é um problema, mas sim uma opção para tornar o título mais acessível a qualquer jogador. Em termos de gráficos, é um título muito colorido e cheio de vida. Os níveis estão bem detalhados, repletos de conteúdo, apesar de haver algumas partes em que o 3D não está ao seu melhor nível. Porém, no geral, é um jogo bonito e atraente. Os efeitos sonoros também cumprem bem a sua tarefa, sem serem fantásticos, é certo, mas também sem incomodarem.

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O jogo oferece ainda dois modos extra, que são um bom complemento caso queiram “espairecer” um pouco. O primeiro, Kirby 3D Rumble, é uma espécie de Super Smash Bros. onde vamos eliminando o maior número possível de inimigos. O outro é Team Kirby Clash, um RPG onde os nossos personagens vão evoluindo conforma derrotam variadíssimos bosses. São modos simples, algo repetitivos, mas que servem para dar uma maior variedade ao jogo.

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No final, Kirby: Planet Robobot é um excelente platformer. Desde os imensos puzzles, passando pela grande variedade de ataques e acabando nos gráficos muito apelativos, este é um jogo aconselhável a qualquer fã do pequeno ser rosa, ou a qualquer aficionado por jogos de plataformas. Um regresso em grande forma!

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Veredicto
Um platformer bastante digno. Simples, divertido e acessível a todos os jogadores.
Plataforma
3DS
Produtora
Hal Labs
Autor: Goncalo Cardoso Pesquise todos os artigos por

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