Lego City Undercover

9
Longevidade: 9/10
Jogabilidade: 9/10
Gráficos: 8/10
Som: 9/10

Imenso humor e diversão não só para presenciar mas também para jogar!

Efeito de aliasing torna as sombras pixeladas | Loadings bastante demorados.

Depois das adaptações de diversos franchises célebres, esta aventura em nome próprio deixa bastante esperança relativamente ao filme Lego que estreará em breve. Não sabemos se as coisas resultarão no grande ecrã mas sem dúvida que tudo corre sobre rodas em termos de videojogos. Tenho que admitir que comecei a jogar esta série pela ordem errada, com o título que saiu na 3DS. Curiosamente esse facto fez com que cronologicamente a ordem se tornasse correcta, visto que esse título foi uma prequela para Lego City Undercover, um dos títulos de lançamento da Wii U. Desta forma a minha experiência leva a ver este jogo como uma sequela que felizmente não sofre da síndrome o segundo não é tão bom como o primeiro.

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Mais uma vez teremos que capturar o terrível vilão Rex Fury e, para isso, o lendário Chase McCain volta à cidade para travar a nova vaga de crimes. De forma semelhante a GTA temos uma cidade à nossa disposição para explorar mas aqui, além de estarmos do lado certo da lei, tudo é apresentado de forma bastante leve. Não pensem por isso (e por usarem bonequinhos amarelos) que este é um jogo simplesmente infantil, o humor do jogo é bastante disparatado mas apropriado para toda a família.

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Diversas vezes irão dar conta que se estão a rir com os diálogos e pormenores das cutscenes e isso é algo de louvar visto que não é feito com sucesso muitas vezes em videojogos. À parte do enredo e do seu humor o jogo é simples em termos de mecânicas mas bastante fluído e dinâmico. Teremos acesso a diversos veículos e localizações assim como alguns gadgets e disfarces. A ideia de Chase poder mascarar-se de diversos tipos de personagem para assim infiltrar-se à paisana (daí o nome do jogo) é bastante interessante sendo que a alteração não é meramente estética. Cada disfarce dá acesso a diferentes habilidades, desde o ladrão, mineiro, astronauta e outros. Essas opções não estão circunscritas a missões específicas pelo que vão dar por vocês a alterar diversas vezes a roupa do personagem de forma a combinar uma série de possibilidades.

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A cidade tem bastante que explorar numa mistura entre Nova Iorque e São Francisco, se bem que muitas das missões decorrem em localizações mais contidas. As limitações gráficas presentes na versão 3DS (com personagens que se materializavam repentinamente) não são aqui notórias tendo quase tudo óptimo aspecto. A excepção vai para as sombras onde não foi utilizado anti-aliasing, o que faz com fiquem com um aspecto pixelado. É pena também que os loadings sejam bastante demorados, principalmente quando temos dois ou três de seguida devido à presença das cutscenes.

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O gamepad é bem utilizado apresentando o típico mapa mas também permitindo utilizações mais tecnológicas como scans em primeira pessoa, dispositivo de escuta, etc… funciona como um gadget especial da polícia tornando-se bastante interessante e fazendo-nos sentir um detective dum desenho animado. Tudo funciona bem e de forma intuitiva desde a condução aos saltos, da exploração até ao combate. Se ainda não experimentaram um dos melhores jogos de lançamento da Wii U, aproveitem agora pois continua a ser um dos melhores títulos disponíveis para a consola.

Autor: Joao Sousa Pesquise todos os artigos por

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