Luigi’s Mansion 2

10
Longevidade : 10/10
Jogabilidade : 10/10
Gráficos : 10/10
Som : 10/10

Contraste entre ambiente sinistro e ambiente cómico | Enorme criatividade | Horas e horas de jogabilidade

“É curioso que Luigi’s Mansion estava planeado para sair em 3D (já sem óculos), mas, devido aos elevados custos que na altura isso traria, foi-se adiando a ideia até chegar agora a Nintendo 3DS. Podemos contar com um remake ou até sequela?” Foi assim que terminei a análise do primeiro Luigi’s Mansion para a GameCube na edição 8. Análise essa que pode ser lida aqui .

Na altura o mundo ainda não sabia que poderia contar com Luigi’s Mansion 2 a 28 de Março de 2013. Se os custos para uma GameCube 3D sem óculos eram demasiado elevados na altura, a questão resolveu-se agora com a Nintendo 3DS. Finalmente podemos assistir ao magnífico visual de Luigi’s Mansion como de facto estava estipulado no início. Mas cuidado, este não é um remake do original, é uma sequela…e que sequela! A Nintendo chamou o ano de 2013 como “O Ano de Luigi” e que melhor forma de começar esse ano do que com um jogo em que ele é o valente protagonista? Um jogo que muitos andavam a pedir há onze anos?

O Professor E. Gadd vivia em perfeita harmonia com os espíritos de Evershade Valley graças ao efeito pacífico que a Lua Negra possuía sobre estes. Uma noite, um espírito mau destruiu a Lua Negra, dividindo-a em cinco fragmentos e distribuindo-os pelas mansões da zona. A partir desse momento, o vale começou a ser invadido por um enorme nevoeiro e consequentemente os espíritos começaram a revelar novamente o seu lado maligno.

Cabe-nos agora tentar restaurar a paz neste jogo de acção e aventura, encontrando as peças soltas. Para tal temos de resolver puzzles, encontrar as chaves que nos permitam explorar os vários departamentos das mansões, recolher rubis e, claro está, capturar os espíritos que andam a assombrar as mansões. De Poltergust 3000 em 2002, passamos para o Poltergust 5000, um aspirador fornecido pelo Professor E. Gadd que será a nossa ferramenta na caça ao fantasma.

Este dispositivo mais avançado permite-nos capturar vários espíritos de uma só vez, agora. De facto isso torna-se essencial, pois muitos deles vão tentar impedir-nos de sugar os “colegas”. Mas antes de os sugar, é necessário assustá-los com a lanterna que temos à disposição. Lanterna esta que permite agora lançar uma espécie de raio ultra-violeta, tornando certos objectos à nossa volta visíveis. Mas não, estes não são os únicos utensílios.

Não podemos esquecer também a DS. Pois é, se no original da GameCube tínhamos um Game Boy Horror a imitar o Game Boy Color, agora podemos contar com um outro upgrade para além do Poltergust: um Dual Scream. Esta é o nosso meio de comunicação com o professor.

Como já deu para perceber, ao contrário do primeiro Luigi’s Mansion que só apresentava uma mansão, este engloba um vale inteiro. Isso leva a uma outra diferença significativa: já não percorremos livremente toda e única mansão como bem entendemos. Isto vai ao encontro da própria portabilidade da Nintendo 3DS. Quando jogamos numa consola portátil, muitas das vezes desejamos fazer apenas um joguinho de quinze minutos (porque ou estamos no autocarro, café, sala de espera…). A Nintendo teve isso em conta em Luigi’s Mansion 2, oferecendo aos jogadores um tipo de jogabilidade que se concentra em forma de várias missões. Desta maneira podemos desligar a consola a qualquer momento.

São vários os aspectos que contribuem para o charme deste jogo. Os incríveis gráficos, por exemplo. Ao contrário dos da GameCube, os cenários já não são renderizados. De facto, este apresenta-se bastante mais real e palpável. Os candeeiros, os tapetes, os vasos, as velas, as gavetas, praticamente tudo se deixa influenciar com a aproximação do Poltergust 5000. Aspirador esse que é movido graças ao giroscópio da consola. As inúmeras expressões de Luigi, as atitudes, as fabulosas cutscenes, evidenciam um claro progresso na animação que aproxima o jogador do jogo.

O 3D… É caso para dizer que estamos perante o jogo com os melhores efeitos 3D até agora desta consola portátil. Para além dos pormenores geniais como o efeito que é criado quando apontamos a lanterna na nossa direcção, todo o 3D está de tal forma bem implementado que parece que estamos mesmo dentro do cenário.

A banda sonora também é fantástica, fazendo ora por vezes lembrar melodias tiradas de séries britânicas ou de filmes clássicos da Universal, ora canções completamente originais típicas da Nintendo, acompanhadas pelo assobiar dos espíritos. Quando de repente entramos numa sala e a música muda para algo mais sinistro, sabemos que vai haver luta. Quando então Luigi começa a cantarolar por cima dessas músicas, é aí que notamos o esforço que foi dado na construção de pormenores.

São detalhes como o contraste entre o efeito sonoro engraçado do sugar de um rato para dentro do Poltergust 5000 e os efeitos sonoros da trovoada e consequentemente da chuva que nos ajudam a imergir neste tão belo ambiente. Apesar de Luigi’s Mansion 2 apresentar um cenário “assustador”, as referências cómicas são uma constante. As várias personalidades dos espíritos são o que contribuem mais para isso. Temos, por exemplo, um espírito a cantar alegremente enquanto toma um duche e se assusta e foge mal o descobrimos, um espírito telecinético, um espírito cozinheiro que usa uma panela como capacete e rolo da massa como arma, entre outros.

Por fim, não podia faltar o modo multijogador (online e offline) em que podemos ir à busca de espíritos em conjunto, através de uma série de minijogos. É uma óptima e, acima de tudo, viciante adição à saga.

Em poucas palavras, Luigi’s Mansion 2 é um excelente jogo que nos deixará colados durante horas e horas. As gargalhadas que damos sempre que encontramos um espírito, a junção entre o ambiente sinistro e cómico, as várias mansões com inúmeros cenários, os mistérios que temos de resolver, os objectos (muito) secretos que temos de encontrar, caso queiramos completar o jogo a 100%… Se o primeiro era um jogo bastante simples, este vai muito mais além, oferecendo-nos algo que parece não ter fim.

Luigi, bem-vindo a 2013.

Autor: Luis Teixeira Pesquise todos os artigos por

2 Comments on "Luigi’s Mansion 2"

  1. Luis Campos 22 March 2013 at 0:40 - Reply

    Boa análise! Dá vontade de comprar uma 3DS para experimentar esse jogo. E nunca eu pensei vir a dizer isto!

  2. Sandra 22 March 2013 at 1:29 - Reply

    Adorei a descrição do jogo 🙂

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