Luigi’s Mansion

7
Longevidade : 6/10
Jogabilidade : 8/10
Gráficos : 9/10
Som : 6/10

Estamos em 2002 e a GameCube tem o seu lançamento juntamente com mais um jogo Mario. Não… Afinal é a vez de Luigi estrear uma consola Nintendo. O jogo chama-se Luigi’s Mansion. Luigi ganhou uma mansão num sorteio em que ele não se lembra ter participado. Para festejar tal sucedido, decide encontrar-se à noite com o seu irmão Mario na sua nova mansão. O problema é que Mario acaba por desaparecer antes do encontro cabendo agora a nós, enquanto Luigi, encontrá-lo. Como se isso não bastasse, a mansão encontra-se assombrada. Felizmente, o nosso protagonista recebe ajuda do cientista, Elvin Gadd, que lhe empresta o Poltergust 3000, uma espécie de aspirador e um Game Boy Horror. O primeiro serve para aspirar os fantasmas (sendo que mais tarde poderemos também lançar através dele fogo, gelo ou até água) enquanto o segundo serve para comunicar com o cientista, investigar objectos, indicar se um fantasma está numa sala/quarto, e contem um mapa. Junta-se a isto a lanterna que Luigi já trazia e estamos prontos para a caça- fantasma.

O objectivo consiste portanto, em caçar todos os fantasmas que se encontram na mansão, sendo para isso necessário visitar cada um dos departamentos sem excepção (até no jardim podemos encontrar alguns). Antes de os podermos aspirar temos que lhes apontar com uma lanterna até o coração deles ficar visível junto de um determinado número. Temos de o ir sugando até que o número atinja o zero. Aí o fantasma vê-se finalmente por derrotado. Alguns dão mais luta do que outros. Estes começam a voar agitadamente pelo quarto todo obrigando-nos a mover o botão analógico do comando na direcção oposta a este. Por fim, sempre que apanhamos todos os fantasmas de um determinado quarto ou sala, aparece como que magicamente uma urna com um objecto lá dentro (a maior parte das vezes este consiste na chave para abrir a porta que nos dá acesso ao departamento do lado) e as luzes desse mesmo espaço acendem-se como que avisando-nos que aí já não há mais nada a resolver.

No entanto, este jogo não pede que ponhamos apenas a nossa perícia de caça-fantasmas em prática. Toda a mansão está cheia de enigmas prontos a serem resolvidos. Há uns mais simples de adivinhar como o acender umas tantas velas de um quarto ou investigar todos os cantos à procura de objectos que nos possam ser úteis mais à frente, como há outros mais complexos. Um dos exemplos encontra-se na sala de música. Aqui temos de pôr todos os instrumentos musicais (harpa, saxofone, violoncelo, etc.) a tocar a melodia do jogo Super Mario Bros. de forma a atrair um fantasma. Este passa então a acompanhar a melodia com um piano enriquecendo este belo momento musical. É assim que o podemos capturar logo de seguida. Não há muito mais a acrescentar neste aspecto. A jogabilidade é bastante linear: apanhar fantasmas – resolver enigmas – ir para o próximo quarto. Isso tudo interlaçado com alguns inimigos com características de boss que nos vão aparecendo. Esta simplicidade o facto de o nível de dificuldade em si não ser muito elevado, poderá assustar alguns jogadores, mas a verdade é que enquanto estamos imersos no jogo, estamos a passar um belo bocado. Explorar uma sala nova é sempre uma aventura entusiasmante.

A atmosfera criada em Luigi’s Mansion é simplesmente bela e de facto o ponto alto do jogo. Os gráficos são ricos em detalhe (nota- se que a Nintendo queria demonstrar a potência da sua nova consola com este jogo); o magnífico jogo de luzes, as sombras criadas através dos movimentos da lanterna carregada por Luigi contribuem para um ambiente mais negro. Outro detalhe interessante que ajuda a atmosfera é o facto de por vezes, podermos ver as sombras dos fantasmas na parede mesmo quando eles próprios se encontram invisíveis. Temos outros pormenores visuais como as chamas das velas que se apagam quando o aspirador do nosso personagem principal se aproxima delas. Os panos que se encontram em cima da mesa ou as toalhas estendidas na rua também podem ser literalmente sugadas para dentro dele. Aliás, até dá para fazer limpezas de casa. O pó do chão e das paredes é perfeitamente visível e o movimento dele é influenciado através do aspirador. Quanto à banda sonora não há propriamente muito a dizer. Apesar de ser composta basicamente por uma melodia principal, esta apresenta-se inteligentemente sob várias formas. Dependendo do barómetro de energia de Luigi, este ou a assobia ou canta de forma mais reticente. Os próprios fantasmas cantam-na assustadoramente de modo a marcarem presença. Detalhe interessante: ao carregarmos na tecla A do comando, conseguimos pôr Luigi a chamar pelo seu irmão, Mario.

Este não é, nem tenta ser um jogo Mario. Primeiro, porque se insere no género acção e aventura em vez de ser um jogo de plataformas. Segundo, devido ao contraste que existe entre os enormes mundos dos jogos Mario e os pequenos e claustrofóbicos departamentos da mansão. Esta é sim, uma engraçada variação que vale a pena experimentar.

É curioso que Luigi’s Mansion estava planeado para sair em 3D (já sem óculos), mas devido aos elevados custos que na altura isso traria foi-se adiando a ideia até chegar agora a Nintendo 3DS. Podemos contar com um remake ou até sequela?

Autor: Luis Teixeira Pesquise todos os artigos por

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